<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946</id><updated>2011-12-06T12:33:15.766-03:00</updated><title type='text'>As cartas que você não escreveu para mim</title><subtitle type='html'>Aqui, a gente conversa consigo mesmo ... 
brinca ...
fala bobagens com os dedos ...
discute .. 
relembra ...
e vive ... 
como se pode ...
ou não pode, sei lá ... ... ... ...                
que(m se) importa?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>74</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-8773722302351482343</id><published>2011-12-06T12:32:00.001-03:00</published><updated>2011-12-06T12:32:51.462-03:00</updated><title type='text'>Enquanto passa, encanto passa ...</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;Natal, 06/12/11.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;Enquanto passa o passado, o presentepassa sem presentes, o futuro passa sem precedentes e chega sem pretendentes... e a gente quase sem dentes para morder a vida que corrói ... e rói todas asesperanças de desesperar o esperado sem desespero, e passa tudo também ...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;Passa o desejo de se ter o que nãotem sem ser o que se quer ser ...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;Passa o tempo que deixa nas têmporasas marcas brancas de um passado que passou e deixou de presente um presente deausências ...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;Passa a cor e o sabor de olhar o mare marear os olhos de lágrimas salgadas de alegrias tristes que se sobrepujamaos anseios de sorrisos que também passam ...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;Passa a avidez e a vida ávida de ávidosdesejos vis e viris que se estendem e distendem as tendências de alegria paradeixá-las distendidas, estendidas e inertes de alegres sorrisos de alegoria ...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;Passa o encanto e fica no seu lugaro desencanto de saber que o encanto foi e sempre será apenas por enquanto ... eporque por encanto, se enquanta tudo o que a vida oferece (e toma em seguida).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;Passa o desespero&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;e também passam na frente dos olhosnus pernas bundas coxas peitos braços e costas que deixam apenas a esfera querola das encostas e cobre pernas bundas coxas peitos braços e costas que andampelas águas de areia ...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;e fica a espera... e por issoespero.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;Espero poder esperar tudo que denovo o velho ano traz e leva e leva e traz e nos deixa atrás de algo parasentir, de algo para fugir, de algo para insurgir anseios de desesperadosdesejos desejados em duetos carnais na beira do nada que assombra a sombra dasárvores que rodeiam o mundo mudo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;Silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;Faz-se o silêncio para se escutar umcoração que bate no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-8773722302351482343?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/8773722302351482343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2011/12/enquanto-passa-encanto-passa_06.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/8773722302351482343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/8773722302351482343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2011/12/enquanto-passa-encanto-passa_06.html' title='Enquanto passa, encanto passa ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-4684888771691473092</id><published>2011-12-05T18:24:00.002-03:00</published><updated>2011-12-05T18:24:51.495-03:00</updated><title type='text'>Ano novo, vida velha.</title><content type='html'>Natal, 05/12/2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não chegou o ano novo e nem as emoções que fazem com que todos nosotros tenhamos vontade de ser ano novo, de estar ano novo, se matar ano novo ... e deixar de matar a vida que se esvai por entre os dedos dos outros tantos outros que controlam quereres e saberes que permitimos controlarem.&lt;br /&gt;O novo é velho e o velho se torna velho de novo a cada momento que penso na vontade de ter vontade, na ansiedade de ansiar, no desejo de desejar ... e vou velhando todos os novos velhos que se apresentam sem brilho novo, porque velhos estão ... velhos são ... velhos permanecerão ... e, então?&lt;br /&gt;Então não tem nem em, nem tão, tem nada no meio de tudo que se assemelha a tudo sem ser nada e vamos nadando no nada que no ano novo continua a nadar tudo, a transtornar em nada todo o nada de um tudo inexistente, persistente, insistente  ... intermitente.&lt;br /&gt;E dizemos: tente!&lt;br /&gt;Tente o quê?&lt;br /&gt;Não sei ... e nem tento saber porque sei que não tento mais, não atento mais, não alento mais ... não acalento mais ... e mais nada.&lt;br /&gt;Ano novo passa e ano velho chega ... e chega sem nada também.&lt;br /&gt;Nada de desesperados desejos de desejar. Nada de desejos desesperados, nada de desejos esperados ... apenas coisas vis vão vindo e indo e continuando vis ... vis-à-vis ... &lt;br /&gt;Ainda não tem nada ainda ... ainda nada tem ainda ... tem ainda nada ainda ... e vamos aindo sem saber se entrando ou saindo ou, ainda, se temos ainda algo para sair e entrar no vazio de um tudo cheio de nada que habita as vísceras vis de seres humanos ainda mais vis como eu.&lt;br /&gt;E vou visando ... tentando visionar algo que possa ser vislumbrado, deslumbrado ... e continuo a ser assim, em tudo um nada que consome a paz e tira a paz que não existe em tudo.&lt;br /&gt;Não tem ano novo ... não tem ano velho ... não tem velho ano, não tem novo ano ... só tem voos rasos em planícies velhas, em estradas velhas, em caminhos velhos, em carinhos velhos ... &lt;br /&gt;Carinhos envelhecidos por anos novos que já nascem velhos ... e assim, sem nada de novo, digo: feliz ano, velho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-4684888771691473092?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/4684888771691473092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2011/12/ano-novo-vida-velha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/4684888771691473092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/4684888771691473092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2011/12/ano-novo-vida-velha.html' title='Ano novo, vida velha.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-9181755433662640836</id><published>2011-08-05T11:34:00.000-03:00</published><updated>2011-08-05T11:34:05.865-03:00</updated><title type='text'>Quereres e podreres ... fazeres e afazeres. Prazeres?!?</title><content type='html'>Natal, 05/08/2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de razões rasas, que fazeres? Aceitar os afazeres e esquecer prazeres. Assim caminha a human idade, a human velhidade, a human veracidade ... e caminha para descobrir o que já sabia de antemão: quereres são tudo aquilo que podreres podrem ... ou, como diz Caetano (ou não) são tudo aquilo: podres poderes.&lt;br /&gt;Na vida entendo que vidar é saber e poder respeitar o que podem outros, e não podemos nós. Nesse jogo, os que podem nos podam ... porque podem podar com seus poderes.. e vão continuar podendo e podando enquanto tudo o que inexiste se esvai na existência de subsistir ... porque o que se pode é apenas subexistir.&lt;br /&gt;E vamos existindo – sem ficar insistindo – em coisas que não se pode exigir, nem exibir... afinal, subsistir é o lema.&lt;br /&gt;Nesse compasso, podemos fazer o que temos de afazeres e devemos nos esquecer de todos os prazeres que vão desprazeirando tudo porque demoram de serem podíveis ... são, na verdade pocíveis ... (e aqui não há erro, há mistura de fundos cheios de não possos – assim, numa substantivação negativa de verbo fora da gramática)&lt;br /&gt;Tudo é um mar de quereres .. um mar salgado de poderes que vão maresiando os desejos e marejando os olhos que fitam o nada que é tudo e tem um coração que bate no mundo ... e bate sem dó ... e bate sem pó ... porque apenas bate bate bate ...&lt;br /&gt;Bate tanto que dá uma surra no que se quer e fica examenando tudo o que o mundo - esse chamado de globo que não é TV - põe em exame ... (ou em vexame?) aos olhos nus dos sem poder.&lt;br /&gt;Assim, sem açúcar e sem afeto, faz-se doce predileto do fel que amarga desejos incompreendidos e devasta tudo e a tudo dá vasta força ... e vai vai vai ...&lt;br /&gt;Roubaram meus desejos para des(p)ejar tudo o que fosse possível ... e tudo tornou-se, então, prossilvio.&lt;br /&gt;Silvilizadamente, então, tudo o que era querido no passado para construir um querer, para por em exame tudo o que se quer e, depois, reestruturar o querer de outros em querer próprio. Não é a primeira transformação silvilizada que acontece ... sempre acontecem trans-formações, re-formaçõoes.&lt;br /&gt;Queremos, doravante que tudo seja exame, que tudo seja, enxame ... enxame de borboletas atírias que se atiram no globo e roubam o néctar do mar salgado, que inventigam o dito, o não dito. Sem pressupostos, sem presumidos, mas sempre assumidos como queridos.&lt;br /&gt;Via, então querer ... e queira o que queres ... qualquer coisa, o doutor resolve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-9181755433662640836?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/9181755433662640836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2011/08/quereres-e-podreres-fazeres-e-afazeres.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/9181755433662640836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/9181755433662640836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2011/08/quereres-e-podreres-fazeres-e-afazeres.html' title='Quereres e podreres ... fazeres e afazeres. Prazeres?!?'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-2413482611244068550</id><published>2011-08-04T00:05:00.000-03:00</published><updated>2011-08-04T00:05:09.518-03:00</updated><title type='text'>Vidas cheias de razões rasas</title><content type='html'>Natal, 03/08/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseram-me que haviam dito que diziam que a solidão é que faz bem ... e que que alguém tinha cantado que tudo queimava e nada aquecia ... e tentei escutar, tentei escrutar, tentei perscrutar e só consegui compreender quando pude auscultar ... &lt;br /&gt;Tive de auscultar o sangue que corria nas veias e nas veias e sentir a alegria de poder auscultar  e encontrar coragem suficiente o bastante que desse para medicar  ... e meditei... porque não podia medicar nem mendigar migalhas de quereres inqueríveis e muito quistos na vida que estava cheia de cistos ...&lt;br /&gt;Cistos que buscavam florescer câncer nas entranhas das alegrias que doíam a cada dia que passava sem que as coisas passassem ou novos passageiros passassem ou ficassem nos olhos amargos de alegria externa exterminada por dores internas internadas nas entranhas da alma ...&lt;br /&gt;Resolvi, então, querer o que estava querendo e entender que o melhor querer é aquele que entende o que deve ser entendido e sentido, mesmo que vez por outra esteja adormecido ... ... ... para logo depois estar intumescido ... &lt;br /&gt;... de alegrias momentâneas, dores passageiras, prazeres passageiros eternos e muita vida que fica vidando a alegria de se sentir prazer ... &lt;br /&gt;É ... o tempo transforma tudo em vida, o tempo vida tudo porque, ao vidar, faz com que tudo seja visto pelo ponto de vista da vida que tem lá suas razões para fazer com que todos sejamos obrigados a desvidar ... sem dúvida: a vida tem suas razões.&lt;br /&gt;E falar que essas razões são razões que a própria razão desconhece não tem nenhuma razão de ser ... é irrazoável ...&lt;br /&gt;Tudo o que se quis sempre foi querer continuar querendo e quando esse querer não quer mais, a gente pensa que não quer porque quer ver que quer ... e vai continuar querendo com ti nuar. &lt;br /&gt;Nuar as razões e deixá-las envergonhadas de sua nudez, de sua naturalidade despida ... desguarnecida de máscaras que sustentavam a sua razão de existir ... sempre existir ... e nunca desistir de ter o que nunca teve: razão.&lt;br /&gt;Quando vemos a razão desnuda, entendemos que o inquerível é apenas aquilo que não queremos: estar só ...&lt;br /&gt;E não estar só, tem seu o preço ... tem seu berço ... berço esplêndido que o sol da liberdade em raios fúlgidos brilhou no sal da pátria nesse instante ...&lt;br /&gt;... e nesse instante, aquele que disse que tudo queimava e nada aquecia, tem de aquiescer ...&lt;br /&gt;... e viver ... e sobreviver ... sem ter de sóbrio viver ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-2413482611244068550?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/2413482611244068550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2011/08/vidas-cheias-de-razoes-rasas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/2413482611244068550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/2413482611244068550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2011/08/vidas-cheias-de-razoes-rasas.html' title='Vidas cheias de razões rasas'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-7814815051046966249</id><published>2011-07-29T18:42:00.000-03:00</published><updated>2011-07-29T18:42:08.996-03:00</updated><title type='text'>Em canto isso ...</title><content type='html'>Natal, 29/07/2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo, um nada ... de nada, que nada ... e tudo ... muito de tudo e tudo de muito pouco.&lt;br /&gt;Há tempos e templos não me via por aqui. Estava lá, com muitos eus que nada sabiam e que nada queriam, mas que eu queria estar e deveria levar comigo para que consigo estivesse em mim mesmo. Estive em dor ... estivador ou em louvor, ou torpor ...&lt;br /&gt;Os parcos tempos que tive, mantive-me em templo construído com esperança ... e desesperança de esperar desesperos que não vinham e de sentir a vida passar pelas veias (ou pelas véias) que transportavam sangue são em corredores escuros empurrado por um coração que batia mudo no mundo. Nos templos que construí, destituí meus próprios momentos para sentir os movimentos loucos que a vida traz para da gente ... gentei, como já disse antes ...&lt;br /&gt;E agora gento comigo ... gento na esperança de poder me sentir como gentes felizes que vão consumar a sua existência vil em resistências e desistências ... senti, nesse tempo em que gentava, a energia de estar feliz, sem me saber infeliz ... e infeliz por não poder sentir-me completo, mas feliz com minha incompletude.&lt;br /&gt;Passou ... quanto a mim ... passou o tempo de não me olhar de dentro para fora e não me sentir dentro e fora de mim para me analisar e me saber em mim .. em me sabor em mim ...&lt;br /&gt;Esperei que tudo fosse breve – não foi. Esperei que tudo fosse brevê – não foi porque não voei ... não resvalei nas nuvens para me sentir água flutuante, não resvalei no solo para me sentir terra ardente, não me resvalei nas plantas para não me plantar naquele lugar em que estava sem mim ... ausente de eu mesmo e carente de eu mesmo ... mesmo eu!&lt;br /&gt;Aqui, cá, de novo estou ... e vou estando tudo o que posso enquanto tudo o que não posso não é em mim o que posso ... porque estou poço ... poço de vazio cheio de nada que é tudo ... e com tudo o que é nada transbordando no vazio poço que seca ... que cega ... &lt;br /&gt;E vamos seguindo esse silêncio de muitos gritos meus ... calados pelo grito de um nada que invade tudo ... caiados por brancas nuvens que não choram ... brancas nuvens que secam no vento e ventam a alegria de se esvair no ar ...&lt;br /&gt;E assim, volto ... sem muito o que dizer, mas muito dizendo sem querer...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-7814815051046966249?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/7814815051046966249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2011/07/em-canto-isso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7814815051046966249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7814815051046966249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2011/07/em-canto-isso.html' title='Em canto isso ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-549030008616540378</id><published>2010-11-11T17:35:00.000-03:00</published><updated>2010-11-11T17:35:19.532-03:00</updated><title type='text'>Queros. Queres?</title><content type='html'>Natal, 10/11/2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ver e reverter as dores que bebo em copos amarelos em sabores de exterioridades de um eu inexistente, inconsciente, mas latente de inexistências completas de vazios cheios de nada.&lt;br /&gt;Quero retesar em mim as lágrimas que vertem de olhos que olham o vazio e sentem o vazio de estar em si e de sentir o desejo de se encher de muitos eu-corações que não batem mais no mundo ... batem mudos: calados por dores e odores que sentem em todos os poros que vertem de si os prazeres silenciosos de muitos gritos abafados pelo sentido das dores que não doem, mas corroem os significados silenciosos ardentes de desejos cautelosos ... de anseios caudalosos.&lt;br /&gt;Sem riscos e sem coriscos, quero transbordar silêncios vis e viris ... e poder sentir o desejo de desejar não desejar, mas correr para longe de todos os não quereres que podem se estacionar nas glândulas lagrimais de olhos que veem o invisível e obstruir a passagem das lágrimas que reteso. &lt;br /&gt;Sem anseios de cumprir pena na liberdade assistida pelos olhos sociais do desprazer, quero reter-me, mas sem deter-me em incognoscíveis gritos calorosos ou ardorosos.&lt;br /&gt;Sem desassossegos, quero estar estando em mim, em esferas estratosféricas de muitos sentimentos indizíveis, de muitos sentimentos invisíveis, mas sentidos em carnes cortadas por facas afiadas por palavras sem sentido, mas que produzem sentido ao serem sentidas em seus múltiplos significados.&lt;br /&gt;Sem nada, quero tudo o que pode haver e tudo o que não há, quero poder criar simplesmente para poder ter o que não foi ainda criado por outros, mas que subsistem em mins afagáveis, em mins afogáveis, em mins ... mins que são múltiplos nos significados, mas únicos em significantes, assim, significantes únicos plurais.&lt;br /&gt;Dizia quero, mas querer não é conjugável em primeira pessoa nesse universo de mins, deveria dizer queros, porque queros já é um plural singular. Queros é um querer de muitos consubstanciado em um único múltiplo, que de singular tem apenas a pessoa de quem emana tantos queros.&lt;br /&gt;Queros tudo. &lt;br /&gt;Queros tudo que tem nada.&lt;br /&gt;Queros nadas que têm tudo.&lt;br /&gt;Enquanto os queros vão sendo elaborados, os desqueros vão sendo eliminados por todos os outros sentidos abafados na singularidade plural do simples querer.&lt;br /&gt;Mas o que queros, afinal? Queros estar aqui querendos ... morrendo aos poucos com os odores da vida que se esvai, mas não vai, porque quer mesmo é ser esvaída aos poucos, em copos amarelos iniciais, em vistas turvas finais, em vísceras intermediárias que não intermediam nada, apenas estão no meio do nada que é tudo envolvido por quase tudo.&lt;br /&gt;Queros liberdade... ou mais ... quero descobrir que estar livre é estar em seus braços, cheio de abraços fracos fortes de emoções que imagino na minha mente que quer todos os queros.&lt;br /&gt;Queros estar contigo ... porque queria dizer que descobri a liberdade de poder não falar o que queros, de ouvir o que não queros ... e, ainda assim,saber o que queros... ou queremos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-549030008616540378?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/549030008616540378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/11/queros-queres.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/549030008616540378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/549030008616540378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/11/queros-queres.html' title='Queros. Queres?'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-6632957336881985376</id><published>2010-10-19T01:04:00.002-03:00</published><updated>2010-10-19T01:04:53.326-03:00</updated><title type='text'>em quanto isso ... em canto isso ... encanto isso.</title><content type='html'>Natal, 19/10/10.&lt;br /&gt;Enquanto tudo passa, passa os quantos tantos quereres que queríamos ao longo da existência vil e vamos nos comensurando ao poucos que são incomensuráveis para nós e nos dizem coisas que não queríamos de nós mesmos saber ... mas precisamos.&lt;br /&gt;Precisamos incomensuravelmente saber quem somos, onde estamos e o porquê de estarmos estando aos poucos mocos de nós mesmos, mocos pelos nós de nós ... e aos poucos cheios de nós em nós ... que desatamos com dentes vívidos e olhos ávidos pela alegria de poder não estar sendo, sem ter sido ... mas sendo assim mesmo.&lt;br /&gt;Ponto final. Para quê, se as interrogações exclamam a dor de não saber de nada e querer que nada saibam de nós ou dos nós que temos em nós? Não estou atrás de pontos finais, nem depois deles porque pontos finais são sinais de fins e sou inacabado, incompleto porque sou completo de mim e de muitos mins que habitam minha consciência inconsciente das dores que sussurram palavras invisíveis aos ouvidos moços ... que ouvem e auscultam as predições de um coração que bate, forte, e sussurra gritos silenciosos de alegria aos movimentos dos nervos que exalam calor e exaltam as dores de existir ...&lt;br /&gt;... e de insistir ...&lt;br /&gt;insistir que tudo pode ser muito mais do que poderíamos querer ter sido, que poderíamos ter tecido ... e nos retorcemos no que, sem saber, temos insistido e assistido sermos ...&lt;br /&gt;somos em quanto ... e enquanto somos, vamos subsistindo na alegria de existir e resistir. Resistir às dores e às flores que vamos colhendo pelos caminhos cujas pedras inexistem porque as transformamos em areia à beira do mar, à beira do amar ... e amamos.&lt;br /&gt;amamos amenos amores&lt;br /&gt;amamos amenos sabores&lt;br /&gt;amamos amenos dissabores, mas&lt;br /&gt;amamos, ao menos&lt;br /&gt;e não amamos menos, &lt;br /&gt;nem somos amenos aos sabores dos amores.&lt;br /&gt;é isso que somos, somos amantes de amores não amenos, não serenos, não terrenos, somos marcianos de nós, somos nós de marcianos que habitam o verde da vida e veem a vida passar aos poucos e não a deixamos passar por nós amenamente a vida que em nós existe, que em nós insiste ... e que não precisamos desatar porque estamos a ela atados por nós invisíveis de cordas fortes que não são vocais, são vogais abertas que emprestam vida às consoantes de nossa vida .... aos consoantes de nós.&lt;br /&gt;Somos difusos, somos em quantos? Somos tantos.&lt;br /&gt;Tantos segredos que cercam nossos nós que vamos nos cercando de nós mesmos para podermos dizer a todos os não-nós que somos o que queremos ser e não tememos o que queremos ter e ser ou reter ou deter ou verter.&lt;br /&gt;Vertemos nós ... porque é o que temos, por enquanto.&lt;br /&gt;E desses por enquantos que encontramos nos caminhos de areia, ouvimos vozes que nos dão em quantos? Em muitos ... porque nos dividimos para existir para os outros e nos completamos com a divisão que de nós fazemos. &lt;br /&gt;Ao dividir, multiplicamos os nós, e vamos nos desatando com outros nós que encontramos pelos caminhos sinuosos e silenciosos de nossos gritos invisíveis ... de nossas palavras intangíveis e ininteligíveis aos outros ... mas nos completamos de nós.&lt;br /&gt;E o nós não são apenas os eus divididos, são os eus e tus que se associam por tempos determinados pelo não saber quanto tempo, e vamos em quantos? Em dois.&lt;br /&gt;Dois que não são um porque são dois, evidentemente. É em quanto? &lt;br /&gt;Em quantos? &lt;br /&gt;À cântaros!&lt;br /&gt;Por isso não somos amenos ... somos, ao menos, nós ...&lt;br /&gt;Que temos o que merecemos,&lt;br /&gt;Que desejamos querer ter sido o que somos&lt;br /&gt;Que não dez esperamos, apenas esperamos dez.&lt;br /&gt;Dez de alegria, desde que não sejamos só nós, mas que sejamos nós todos em dueto com a alegria de podermos dizer: somos ...&lt;br /&gt;Mesmo que isso seja apenas por enquanto. Ou por encanto ... ou em canto.&lt;br /&gt;Canto de nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-6632957336881985376?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/6632957336881985376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/10/em-quanto-isso-em-canto-isso-encanto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6632957336881985376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6632957336881985376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/10/em-quanto-isso-em-canto-isso-encanto.html' title='em quanto isso ... em canto isso ... encanto isso.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-3953515763653567296</id><published>2010-10-06T00:57:00.002-03:00</published><updated>2010-10-06T00:57:58.793-03:00</updated><title type='text'>O que quer dizer o que quero dizer?</title><content type='html'>Natal, 06/10/2010.&lt;br /&gt;De muito do que se quer dizer, nada se pode dizer sem querer, pois o que se diz sem querer é o que se quer dizer sem poder. E, como somos seres em possibilidades de poder dizer o que queremos dizer, dizemos o que podemos ... e, aos poucos, ficamos sem dizer mais nada porque o que se diz já não condiz como que se quis. &lt;br /&gt;Assim, caminhando no silêncio das palavras auscultadas pelos ouvidos mocos de corações outrora selvagens, seguimos sem dizer nada, sem querer nada, sem nada poder querer e querendo poder dizer que queremos o que quisemos, sem querer muito, ou querendo muito sem conseguir explicar os porquês dos quereres se esvaírem em cotidianidades acéfalas que organizam os eu-corações que batem no mundo ... seguimos a vida e a vida seguimos, perseguindo os quereres antigos e refletindo muitos antigos quereres retesados nas dores dos olhos tristes que sorriem lágrimas invisíveis a cada momento de despoder dizer o que se quis.&lt;br /&gt;Assim, desse jeito, a vida vai levando os poucos sorrisos de alegrias ditas aos outros todos, e torna a existência uma sentença com muita subordinação, pouca coordenação e diversas adversações, ou seja, a sentença se torna sentenças e as sentenças torna-se períodos de parágrafos longos que infringem as regras do texto criado com tanta coesão na cabeça da gente que se esquece da coerência necessária à existência vil, viril, ardil e pueril que queríamos poder dizer que temos ... &lt;br /&gt;... e temos &lt;br /&gt;... e tememos&lt;br /&gt;... e teremos &lt;br /&gt;Ou, pelo menos queremos ter.&lt;br /&gt;Assim, de novo, vamos tendo tempos de sorrisos invisíveis, de lágrimas transparentes que não cruzam o rosto porque sequer nascem das pálpebras cansadas de existir na subsistência de uma existência quase inexistente, mas sorridente, às vezes.&lt;br /&gt;Às vezes, porém, nada disso é o que quero dizer ... às vezes quero dizer que tudo são lágrimas que transbordam das pálpebras, invadem a face e entram na boca: água salgada que rega o coração partido, bipartido, entretido ... enternecido de poucas aflições, e cansado de tantas comiserações de uma vida volátil ...&lt;br /&gt;E assim, vísceras da vida recobrem sorrisos largos, afagos parcos, e aspargos amargos comidos nas refeições naturalistas de carnívoros sedentários ...&lt;br /&gt;Somos assim, complicados de nos entendermos, complicados de nos enternecermos, mas cheios de vida que existe em nós ... em nós que desatamos a cada dia, para criarmos novos outros nós que vão ser, novamente, desatados .... enquanto nos desatamos da vida que queríamos poder dizer ter e nos retesamos na entrada da vida que efetivamente temos.&lt;br /&gt;Digo, então, vou ainda querer dizer muito mais, mas digo que jamais deixarei de dizer que viver é assim, sem calar, calando aos poucos numa subordinação à regularidade, è regular idade que vem chegando e nos deixando cada vez mais sem saber o que dizer. Neste silêncio que grita palavras invisíveis a ouvidos mocos, grito: Tô vivo, e vou vivendo todos os momentos sem que ninguém diga que não os vivi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-3953515763653567296?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/3953515763653567296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/10/o-que-quer-dizer-o-que-quero-dizer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/3953515763653567296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/3953515763653567296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/10/o-que-quer-dizer-o-que-quero-dizer.html' title='O que quer dizer o que quero dizer?'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-7357838151649598607</id><published>2010-09-24T12:45:00.002-03:00</published><updated>2010-09-24T12:45:26.480-03:00</updated><title type='text'>Interventão: Em meios, entremeios, de eus aos meios.</title><content type='html'>Natal, 24/09/2010.&lt;br /&gt;Em meio a um mar de coisas, muitas meias coisas para o mar, coisas ao meio para amar, mar de amor para amar, ou para o mar ... terá outro meio? Talvez.&lt;br /&gt;De todas as coisas pelo meio que no meio de nossas vidas vão aparecendo, somos meio bobos e nos entendemos pelo meio que somos. Metades. Metades de coisas que meio queremos, meio não queremos, mas que nos colocam no meio de tudo o que há, no meio de tudo que ao mar queremos levar e que do mar queremos, pelo menos um pouco, resgatar, retratar, refratar ... somos e vamos sendo meio de metades de tudo que somos pelo meio.&lt;br /&gt;Não temos como nos afastarmos de nós e nos vermos pela metade que deixamos em nós mesmos, e vamos vendo nossas metades nos tornar inteiros nos momentos de felicidade e nos tornar menos do que metades nos momentos de infelicidade, mas tudo são metades de alegrias porque as metades de infelicidade são grãos férteis em terras inférteis de um querer febril que nos torna meio inconscientes de nós meiosmos ...&lt;br /&gt;Vamos sendo, então, osmose constante que irriga nossas veias meio entupidas de vícios que vamos recolhendo do meio em que vivemos. Vícios bons, vícios maus, vícios meio maus, e vícios meio bons. &lt;br /&gt;Parece que pensar em vícios sempre nos dá uma impressão meio ruim. Mas isso é apenas metade da verdade em nosso meio. Há vícios que são meio maus: aqueles que nos deixam meio tristes ... vícios meio bons: aqueles que nos deixam quase meio tristes ... vícios maus: aqueles que nos fazem ver a nós mesmos como meio das dores dos outros ... e vícios bons: aqueles que nos fazem ver a nós mesmos como ruins, sem sentirmos dores de sermos ruins em nós que vamos fazendo em nós mesmos ...&lt;br /&gt;Todos esses nós, aparentemente ruins, são nossos pontos de refúgio, são os locais da corda de rapel em que nos apoiamos na ribanceira da vida quando estamos no meio da vívida vida vivida ...&lt;br /&gt;O amor fazedor de nós na corda da vida é o mesmo amor que nos coloca no meio de tudo. É o mesmo amor que nos enternece ao anoitecer à beira da praia observando o mar meio revolto que deita suas ondas na terra e umedece a cratera criada em nossos corações meio esburacados pelo tempo de bombear sangue para todas as veias meio entupidas ...&lt;br /&gt;Somos efêmeros ... meio isso, meio aquilo ... e nada pelo meio. &lt;br /&gt;Não há meio. Vamos nos completando a cada dia com as dores que sentimos e que transportamos para uma personalidade meio confusa, em meio a tantas respostas dispares, ou seja, meio razoáveis, meio loucas...&lt;br /&gt;Então, não tem outro meio, vamos levando todas as coisas para o mar: não meias coisas, mas coisas ao meio, porque as esbugalhamos com nossos dedos com veias meio entupidas e que enxergamos com nossos olhos meio turvos, meio curvos .... estrábicos, olhos que sentem o vento que venta na ventania que nos levam para toda parte do imundo mundo que somos obrigados a viver meio mudos.&lt;br /&gt;No silêncio de nós ao meio, gritamos: não estou ao meio, estou no meio de tudo o que há para viver, estou a viver no meio de tudo que não viverá mais do que se pode ou se deve, no meio de todo o nada que é tudo o que temos ... é nesse momento que podemos sair do meio de tudo e podemos ficar com nós inteiros.&lt;br /&gt;E, inteiros de nós, ficamos no meio de todas as coisas feitas (e que construímos) para amar. No meio de eus-corações-que-batem-no-mundo, mudos de prazer por poder subsistir e dizer “Não estou ao meio, porque sou meio idiota mesmo”, sentimo-nos inteiros. Inteiras metades de nós, cheias de vós ... e muitas vezes sem voz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-7357838151649598607?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/7357838151649598607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/09/interventao-em-meios-entremeios-de-eus.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7357838151649598607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7357838151649598607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/09/interventao-em-meios-entremeios-de-eus.html' title='Interventão: Em meios, entremeios, de eus aos meios.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-831874622354255807</id><published>2010-09-01T12:10:00.002-03:00</published><updated>2010-09-01T12:10:44.192-03:00</updated><title type='text'>Entres, queridos.</title><content type='html'>Natal, 01/09/2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo um pouco e um pouco de tudo ronda a existência daqueles que sonham em ser o que não podem ser e de ter o que têm outros tantos e a eles, os que querem não é permitido. &lt;br /&gt;Tudo, porém, é permitido àqueles que sempre souberam que queriam ser apenas aquilo que são ... e vão sendo pela vida em existência vil que sublima quaisquer outros desejos de desesperanças que desesperam pela vida que enfrentam  ... há vida, porém.&lt;br /&gt;Espera-se que todos os outros que cercam esses queredores saibam que eles vão querendo apenas o que podem ... e vão tendo tudo o que querem por saber querer. Não querem demais, apenas querem mais e mais ... e vão nesses mais sendo felizes com os poucos quereres conseguidos por intermédio de momentos de dores e odores que refletem as cores do sofrimento inexistente, mas latente ... &lt;br /&gt;Assim é a vida dos que sabem o que querem e querem apenas o que sabem ... não de iludem com as possibilidades de novos quereres e vão apenas sobrevivendo na selva de desejos desejáveis e desejados em desterros de desafeto que afetam os poucos quereres queridos e, também, despertam o desejo de querer um pouco mais, de sobreviver um pouco mais, de subsistir um pouco mais na selva de ofertas dadas e doadas a preços exorbitantes no coração que bate no mundo, imundo ... &lt;br /&gt;Mesmo assim, vida vivida e se torna lívida na entrevida dos momentos felizes que se passam com ventos que sopram na cara excrementos do sal do mar ... e cegam as vistas grossas que são obrigados a ver ... e veem...&lt;br /&gt;Veem que tudo pode ser como é, simplesmente.&lt;br /&gt;Veem que tudo pode ter como têm, simplesmente.&lt;br /&gt;Veem que tudo não pode mudar como muda, sobejamente.&lt;br /&gt;E existem ...&lt;br /&gt;Existem em momentos de muitas alegrias ao lados de sorrisos inocentes e descontentes com a certeza de que os queredores apenas querem o que lhes é oferecido pelo mundo ... e não estão dispostos a pagar os impostos impostos pelos outros todos que não sabem querer e querem muito mais do que podem ou devem querer. Esses desquerem. Desquerem porque buscam perfeições nos outros queredores envelhecidos pelos percalços que calçaram durante a vida que tiveram viris e tornaram-se vis ... assim, simplesmente.&lt;br /&gt;Assim, de tudo o que se pode ter, tem-se tudo o que se pode querer ... e saber querer é saber existir nessa vida em que todos querem, e poucos podem, realmente, regozijar-se com o tudo que têm quisto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-831874622354255807?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/831874622354255807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/09/entres-queridos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/831874622354255807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/831874622354255807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/09/entres-queridos.html' title='Entres, queridos.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-7408081545298200978</id><published>2010-07-08T16:55:00.000-03:00</published><updated>2010-07-08T16:55:08.698-03:00</updated><title type='text'>Folhas mortas no jardim do éden</title><content type='html'>Natal, 08/06/2010.&lt;br /&gt;Aos poucos, as folhas que reluzem vida nos galhos das árvores e fazem sombra para a esperança se desesperam e se desesperam ... enternecem-se da luz que vai se esvaindo e apontam para o cansaço que ronda as rondas das noites ... e com elas o cansaço apronta afronta as esperanças desesperadas dos desesperados que esperam a vida não passar .... mas que passa de qualquer maneira... em passos largos que causam descompasso pelo caminho de pedras que a vida construiu á frente daqueles que se dizem esperançosos.&lt;br /&gt;Assim é que, vividas de vida, se desvidam e duvidam da possibilidade de prosseguir galhos verdes colados e se descolam para beijar o chão, ainda verdes, cheias de esperança de que uma gota de orvalho as sustentem de oxigênio e hidrogênio em quantidade suficiente para não se tornarem deficientes ... ou delinquentes ou dementes ...&lt;br /&gt;No chão, esperança terra, as esperanças se desesperam com a osmose que inexiste na terra que as sustentou e, agora, as suplanta ... e vão, aos poucos recebendo o sol que era luz e agora se torna chama que queima ... que arranca delas as mínimas energias que ainda contém ou detém e, por isso, sentem-se descontínuas: lascivas folhas esperançosas sem esperança de sobreviver a inexistência da água para lhe molhar as têmporas e fazer com que os temperos da vida se tornem menos amargos na subsistência vil, ao chão ... mas subsistem ou subexistem na desesperança de esperar que o desespero se desacelere e possa, aos poucos, esperar ...&lt;br /&gt;Que passe:&lt;br /&gt;A dor,&lt;br /&gt;O rancor, &lt;br /&gt;O calor, &lt;br /&gt;O amor ...&lt;br /&gt;E ele, o amor, continua a subsistir entre as folhas agora mortas que recobrem o solo fértil e se solidificam húmus necessário para a continuidade daquilo que foram outrora e, por magia da natureza, retornarão a ser (ou a não ser), mas serão de qualquer maneira ...&lt;br /&gt;Mortas folhas no jardim do éden esperam que o tempo, que sabe passar, passe e leve a dor que seus pequenos corpos enrugados e amarronzados pela falta de água se tornem novamente folhas .... mas a dor de ter passado pela queda e ter beijado o solo que lhe negou osmose de vida existirá para a vida toda, ou para toda a vida, mas, mesmo assim, vivida.&lt;br /&gt;... em doses homeopáticas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-7408081545298200978?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/7408081545298200978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/07/folhas-mortas-no-jardim-do-eden.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7408081545298200978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7408081545298200978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/07/folhas-mortas-no-jardim-do-eden.html' title='Folhas mortas no jardim do éden'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-7303140057100342730</id><published>2010-04-30T15:46:00.002-03:00</published><updated>2010-04-30T15:46:18.541-03:00</updated><title type='text'>Queria ser ...</title><content type='html'>Natal, 30/04/2010.&lt;br /&gt;Queria ser livre para amar e poder não amar por ser livre. Queria ter podido experimentar o vazio e nele me deleitar ... queria ser triste e que regozijar da tristeza, na tristeza ... queria ter podido não estar onde estou e fazer o que faço ...&lt;br /&gt;Queria .. queria ... queria ...&lt;br /&gt;Mas deixei de querer o que, na verdade, nem cheguei a querer, pois sempre quis o que estou, onde estou,  e passei a ser um querer em mim mesmo, um ser em mim mesmo ... um eu cheio de tantos outros eus que não me desencontro de mim porque estou repleto de muitos mins que me formam e transformam e deformam e reformam ... estou e sou.&lt;br /&gt;Sou o que sempre quis ser e esta constatação me leva a crer na necessidade de se ser o que se quer ser sem que seres outros sejam sérios o suficiente para serem seres como eu que apenas sou ... e vou sendo o que sempre sou ... eu, repleto.&lt;br /&gt;Sou aquele que é pela vida e sabe que tudo não sobrou nem foi pouco, tudo foi a exata medida da necessidade do momento de existir em que me encontrava, em que me desencontrava, em que me reconfrontava com todos os outros não-eus que não quis ... sou  Ney certo e errado que divide, o que não tem duas caras e na verdade existe ... sou neys pelos mundos imundos, ou imundo no mundo mudo .. e vou mudando as molduras de gritos silenciosos que insistem em parametizar minhas existências vis e viris na cidade que é sol, e que nunca é só.&lt;br /&gt;Aqui, pensando em tudo o que todos querem que eu seja, sou o que todos não querem deixar de ser, sou apenas um ser que é ...&lt;br /&gt;Nãose questiona, amigo, o ser que é, pois ele apenas é a penas e apenas. É isso.&lt;br /&gt;Simples como ser é estar sendo e se saber ser como ser ... como ser que sempre sente o desejo de continuar a sendo sentido ... e fica ressentido se não sente o sentido de tudo e de todos que se sentem ... de todos os que se sentam e esperam a vida passar a passos largos largados na estrada serena da vida sentida, sem sentido.&lt;br /&gt;Não, assim não sou. &lt;br /&gt;E vou não sendo, então, vou retesando os não-ser que me envolvem com suas serenidades e sorrio de suas amarguras e me amarguro de seus sorrisos falsos e seus olhares de soslaio para uma vida que passa ... para uma vida que embaça ... para uma vida que, neles, somente se esboça viver de vivacidade .. porque não têm sagacidade de perceber a necessidade de se adequar à idade e sentir na cidade a capacidade de se ter felicidade.&lt;br /&gt;Assim, então, sou e vou sendo até que a vida me prove que deixei de ser.&lt;br /&gt;Neste momento, morri. Morri para re-ser, porque não estou preparado para deixar de ser aquilo UE sempre sonhei ser: eu.&lt;br /&gt;E, aqui, amigo, estamos eu e você sendo um parte do outro neste momento em que somos apenas interlocutores de nossas entranhas. Eu entranhado nas minhas, você estranhado nas suas ... mas ambos sendo ...&lt;br /&gt;Esperei tempos para perceber que me entranhava de mim e me estranhava em mim ao ser o que queria poder ser ... agora, contento-me com isso. Agora entranho-me nisso .. agora, bem, agora, não tenho mais tempo de deixar de ser.&lt;br /&gt;De deixar de ter&lt;br /&gt;De drenar o ser para o interior de si mesmo e retesar os gritos silenciosos de meus sorrisos que largamente dou no mundo ... dou para o mundo.&lt;br /&gt;Para o mundo de seres sorrio, não olho de soslaio, não tergiverso. Não.&lt;br /&gt;Faço  pequenos versos de mim para conjecturar contigo as necessidade de ambos, eu e você, sermos o que somos, sem nos questionar, sem nos represar em esperanças vis, em desapegos em desassossegos.&lt;br /&gt;Viemos, embora não saibamos ao certo o porquê, todos os momentos de nós ... e não estamos sós, porque temos eus outros ao nosso redor. Assim, vamos, caminhemos, andemos, corramos, soframos ... e sopremos todos os males para o longe ... e deixemos as dores de lado, para abraçarmos as cores da vida ... transparente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-7303140057100342730?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/7303140057100342730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/04/queria-ser.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7303140057100342730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7303140057100342730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/04/queria-ser.html' title='Queria ser ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-1599213917401817222</id><published>2010-04-10T03:27:00.005-03:00</published><updated>2010-04-10T03:31:33.935-03:00</updated><title type='text'>Edificar ou é de ficar?</title><content type='html'>Natal, 10/04/10.&lt;br /&gt;Não sei ao certo se questiono, tenciono ou tensiono, mas sei que tenho sono. E sonho em poder saber se com tudo que edifico, fico, ou se só fico porque edifico. O certo é que fico a edificar com todas as coisas que nunca fico porque sou fadado a edificar.&lt;br /&gt;Há tempos estou a ficar e pensar no que dizer a mim mesmo sobre as coisas que tento pensar, repensar e retesar neste eu-coração que bate no mundo e espera a desesperança brotar e trazer de volta aquilo que se acostumou a conviver, a combater, a convalescer: a solidão.&lt;br /&gt;Não me permito mais solidão, mas me solidifico em saber que a solidão não abandona os seres que com ela estiveram em conjunção ... ela espera, à espreita, pelo momento do retorno e se torna presente, mesmo que ausente ... &lt;br /&gt;Não há mais conjunção sem solidão quando se experimenta a lenta dor, alenta cor,  de se sentir à procura, à espera, à espreita ... e isso se torna uma forma de se edificar e consolidar em si a necessidade de não se sentir mais apenas em conjunção com a solidão, mas em conjugação com a solidão e com a imensidão de ilusão que a companhia fresca refresca na mente dormente de gente que simplesmente genta ... &lt;br /&gt;E gentar é uma forma de edificar e de ficar com tudo que é de ficar ... é de fisgar ... é de figurar na vida de uma existência vil e viril, antes que tudo se torne anil ... e a gente que genta, barril.&lt;br /&gt;Estou, então ... e vou estando até que estar se torne um edifício difícil de se reconstruir ou se reconstituir, porque a vida nos mostra que tudo é fácil de destruir ... e reconstruir, como dito, se torna algo impraticável para algumas gentes que sempre gentaram sem questionar muita gente ... especialmente gente inteligente e exigente, porque a vida torna a gente intransigente.&lt;br /&gt;De fato, estou é difícil.&lt;br /&gt;Difícil de me desencontrar de mim mesmo,&lt;br /&gt;Difícil de me encontrar em si mesmo, &lt;br /&gt;Difícil de te encontrar em mim mesmo ...&lt;br /&gt;Difícil de não admitir que estou em ti,&lt;br /&gt;Difícil de desistir de ti,&lt;br /&gt;Difícil de desistir de mim mesmo ...&lt;br /&gt;Mesmo que com isso tenha de resistir ...&lt;br /&gt;Sem muito exigir.&lt;br /&gt;... e vou edificando.&lt;br /&gt;Edificando desejos que sempre estiveram por aqui. Edificando anseios que sempre estiveram a espreita de mim e à espera de ti.&lt;br /&gt;É ... de ficando em ficando, acabei por aportar em ti para estar à espera, mar aberto, de seus navios de sorrisos infantis e brincadeiras descompromissadas, inconscientes, que tornam minha inconsciência ciência ... &lt;br /&gt;... ciência que explica para o nada que tudo o que vale a pena se mostra vil no começo ... viril no começo ... e começa a formar na mente da gente a esperança de que, se ficar, poderemos edificar. &lt;br /&gt;Então, me permito é ficar edificando em mim as esperanças que tive de poder ser selvagem ... e sair Pessoa de todas casas, de todas as lógicas, de todas as sacadas ... e ir ser selvagem, entre braços brandos ... palavras invisíveis que vão batendo no mundo, olhos vis e viris que vão fotografando o silêncio e dedos atrevidos que buscam nas entranhas de ti, o tato, o contato consigo mesmo ... &lt;br /&gt;e encontra ... &lt;br /&gt;... e nem é difícil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-1599213917401817222?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/1599213917401817222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/04/edificar-ou-e-de-ficar.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/1599213917401817222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/1599213917401817222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/04/edificar-ou-e-de-ficar.html' title='Edificar ou é de ficar?'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-5470911791982386144</id><published>2010-01-19T19:27:00.000-03:00</published><updated>2010-01-19T19:27:18.205-03:00</updated><title type='text'>Foto Grafar.</title><content type='html'>Natal, 19/01/2010.&lt;br /&gt;Talvez não desesperar seja não esperar, ou esperar nada ... e continuar nadando no nada ... e fotografando perfumes que não exalam, mas se exalam, evaporando as esperanças ... talvez a vida seja pouco ou demais para mim, como diria algum Pessoa ... e, ainda, talvez o medo de vivê-la faça-me não conseguir viver ... pelo menos não como e quando se desespera.&lt;br /&gt;Voltei a ficar em mim ... e a receber de mim os prazeres que os outros não-eus não podem dar, ou podem e eu não consiga receber por não saber receber ... &lt;br /&gt;é isso ... &lt;br /&gt;preciso fotografar o aprender e apreender suas significações sem me prender ... e me deixar render às comiserações de outros não-eus penalizados pelo meu desespero de desesperar nas horas certas e esperar nas horas erradas ... &lt;br /&gt;e nesse precisar, não sou preciso o suficiente para me concentrar no nós e deixar que todos os nós se desatem e se tornem laços de ternura e de amargura, mas laços, de qualquer maneira. Laços que enlaçam vida e desenlaçam traumas vividos outrora e revividos em outras horas ...&lt;br /&gt;oras! Por quê?&lt;br /&gt;Por que ficar a se desesperar diante do evidente querer sem muitas cobranças, sem muitas desesperanças, sem muitas discrepâncias, exceto aquelas da idade? Por quê?&lt;br /&gt;Porque a vida sempre trouxe tantos sentimentos estranhos nas entranhas que me venho entranhado desses sentimentos que não quero sentir ... me venho desatinado, desprovido daquilo que sempre pude oferecer a quem não podia merecer ...  e a quem merece me sinto desmerecido de merecer ... e sou fadado a perecer na vida sem outras vidas que sopram palavras invisíveis nos ouvidos mocos que assistem ao falecer de tudo ... ao carecer de tudo ... &lt;br /&gt;... e tudo sobra ou é pouco ... e eu sofro ... sofro no desejo imenso de nordestinar e dizer que sô frô que desabrocha para a vida ... desabrocha para a alegria de poder dizer que vivo a vida como sempre quis e não estou só. Só estou ... e estando vou me deleitando nos prazeres possíveis de sentir ... na alegria que invade as portas e janelas abertas deste eu-coração-que-bate-no-mundo ... e regozija .... e exala perfume às narinas que se aproximam ... e enternece os olhos que admiram a beleza de uma vida latente ... e eternece. Sim ... eternece o momento ... perpetua o momento ... e fica a admirar ... e mirar as sensações indizíveis ... e não mais fotografar, mas a foto – a do aprender – grafar nas minhas entranhas para que, jamais, nenhum tempo ou quaisquer outros elementos naturais ou artificiais sejam capazes de amarelar ... porque terei tatuado em mim o perfume de existir ... e deixar de resistir à vida, para voltar a residir na vida ... desta vez, sem travesseiros verdes vazios ao lado ... mas com verdes esperanças que podem amadurecer ...&lt;br /&gt;... ou apodrecer ... quem sabe?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-5470911791982386144?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/5470911791982386144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/01/foto-grafar.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5470911791982386144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5470911791982386144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/01/foto-grafar.html' title='Foto Grafar.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-146640531418770973</id><published>2010-01-15T09:14:00.001-03:00</published><updated>2010-01-15T09:16:10.040-03:00</updated><title type='text'>Estou fotografando o perfume.</title><content type='html'>Natal, 15/01/2010.&lt;br /&gt;De tantos medos que habitam as profundezas do eu, encontrei uma forma de medar sem ficar me sentindo desesperado e de poder conviver com o desespero de desesperar o que sempre esperei ... é como se a vida que se esperava chegasse e pedisse para entrar ... e eu deixasse. Deixei, então.&lt;br /&gt;Deixei de estar a desesperar com muito desespero, e passei a esperar que tudo o que pudesse ser vivido o fosse sem cobranças de mim mesmo e sem que a solidão ficasse à espreita, exalando seu perfume acalentador e levando-me a sentir felicidade com ela. Sei que sua presença é inerente à existência, à resistência, mas também sei que ela pode se afastar por algum tempo e deixar que outros sentimentos permitam sentir o perfume do tempo, deixando que as narinas sejam invadidas pelas palavras invisíveis de bocas sorridentes e alegres de poder ter ouvidos mocos a espreitar a esperança de se ter, de se deter e de se reter no perfume da maresia que embala as ondas que beijam a areia da praia em movimentos leves de lábios oceânicos ... de vida oceânica ... e de verbos transitivos diretos que espreitam as conjunções carnais de pessoas que vivem ...&lt;br /&gt;Deixei de pedir socorro e agora só corro à procura de mais e mais alegrias arrancadas dos lóbulos das orelhas molhadas de saliva de bocas quentes que umedecem a alma de seres opostos, postos lado a lado pelo destino que desatina ... &lt;br /&gt;Estou parado ... disparado. &lt;br /&gt;Parado para poder sentir seu cheiro entre lençóis que recobrem o corpo moreno ... entre travesseiros jogados ao chão para dar lugar ao prazer do toque das peles que sonham estar sempre juntas em momentos de movimentos de prazer e de sombras de árvores plantadas na alma das gentes que gentam .... que sentem a necessidade de estar, apenas. Assim, vou ... sem medos de futuros que jamais chegam, simplesmente a espreitar o agora, a sentir o agora e poder retesar seus presentes com presentes de gotas de suor que alimentam o cheiro do perfume salgado do suor arrancado dos corpos que se juntam em alegres contorções na busca do prazer ... do fazer ... do lazer ... do querer e querer e querer ...  Assim, vamos. &lt;br /&gt;Mas não vamos embora um do outro porque somos outros em nós ... sem nós ... porque estamos, ambos, a esperar que o desespero dos opostos se postem do lado de fora dos nossos nós. Não vamos embora, embora estejamos ainda a perscrutar nossos corações que batem no mundo sem termos certeza do que se passa em cada uma das artérias que bombeiam vida em nós, que bombeiam nós em vida e nos dão vida dividida ... vida partilhada ... e, neste desespero em que nos vemos, tememos voltarmos a termos vida parte ilhada. &lt;br /&gt;E que seja, então.&lt;br /&gt;Que seja a gora o momento de fotografar o perfume que exala de nossos corpos reticentes um no outro ... que seja agora o momento de sentir a vida brotar dos poros umedecidos pelo suor que brota das peles ao sol ... &lt;br /&gt;Será, então,&lt;br /&gt;Agora o momento de se&lt;br /&gt;Nadar no &lt;br /&gt;Tesão e&lt;br /&gt;Imergir no &lt;br /&gt;Âmago do perfume do&lt;br /&gt;Gosto gostoso de se poder&lt;br /&gt;Ostentar o amar transitivo?&lt;br /&gt;... talvez ... talvez ... e, desta vez, nada de nadar no nada, nem no nada que é tudo, porque tudo o que se quer, se quer sem que nada impeça. E quem quer, não é nunca impedido de querer, pois querer é inerente ao existir dessas pessoas que sempre querem querer ... que sempre querem poder ... e podem querer o que quiserem.&lt;br /&gt;Somos, nós todos eu-corações que batem no mundo, degustadores de quereres ... e queremos tanto que temos tempo de fotografar o perfume das gotas de suor que surgem de nossos corpos enlaçados ... e, quando houver o desenlace, teremos registrado nossos momentos em nossas almas ... em nossas calmas ... e poderemos dizer que tivemos o que quisemos ... só para poder constatar que ainda estamos vivos ... e vamos, ainda assim, ladrar ao mundo de ouvidos mocos a alegria de termos estado verbos transitivos diretos, cujos objetos comjugam sem preposições ou imposições, os tempos da vida que se vive e exala o perfume da vida. &lt;br /&gt;Click.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-146640531418770973?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/146640531418770973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/01/estou-fotografando-o-perfume.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/146640531418770973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/146640531418770973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/01/estou-fotografando-o-perfume.html' title='Estou fotografando o perfume.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-5597642837317333201</id><published>2010-01-12T20:38:00.002-03:00</published><updated>2010-01-12T20:38:54.567-03:00</updated><title type='text'>Na profundeza do mundo.</title><content type='html'>Natal, 12/01/2010.&lt;br /&gt;Não te contei, mas fugi, antes, bem antes de me fortalecezer, para me fortalecer em um eu incognoscível até para mim mesmo. Presságio. Sempre presságio de esperanças que morrerão pelas minhas próprias mãos e pela inanição de meu ser diante da esperança de ser não apenas um eu, mas um nós que se pode ter e conter e deter e reter nas entranhas deste ser só a vida de alegrias com travesseiros cheios de gente ao lado que sorriem ao acordar e levar um beijo nas costas largas que carregam e suportam um mundo de esperanças e desesperos ao som de palavras invisíveis e toques cheirosos de amor sem dor.&lt;br /&gt;É como se fosse uma fuga da felicidade, uma fuga movida pelo combustível do medo da alegria que se sonha a vida inteira e quando chega torna-se tão inteira que dá medo, dá desespero, dá vontade de fugir para todos os outros lugares que tenham travesseiros vazios flutuando no verde do oceano que traz em maresia a alegria de uma solidão a que se está habituado. Solidão sem botos ou brotos, sem árvores que protejam do sol ou sovacos que se possam beijar até que as axilas tornem-se pequenos copos de prazer babado ... &lt;br /&gt;É como se fosse um medo da conjunção, um medo da união, um medo da multidão de sorrisos que invadem a cara dos apaixonados e se enternecem com uma visão de andar estranho e cara sem expressão, que denotam a alegria de estar-se só apenas naquele momento de andar, apenas até chegar até o carro, abrir a porta e entrar no coração que bate no mundo.&lt;br /&gt;É como se a vida pedisse solidão. Mas não a quero mais, quero a conjunção de amores possíveis e de alegrias ao entardecer e ao amanhecer e ao anoitecer e ao enternecer ... e ser eterno amor em verbos transitivos, em verbos transitivos diretos, cujo objeto se une sem quaisquer preposições sem quaisquer imposições, sem ... sem ... sem ... mas com, com muito com ... com de comjunção de comjugações de verbos alegres ... de sorrisos que se enlaçam aos lábios para não permitir jamais vê-los fechados, cerrados ... comjugações de algo que se assemelha à alegria apenas porque há coisas que não há palavras em idioma nenhum para descrever ... apenas se sente e se deleita na alegria de saber que inexiste léxico para descrever sentimentos.&lt;br /&gt;Uma fuga cruel ... fuga de mim e de ti. Ou de ti que vai fugir de mim porque não pode ou não sabe esperar .... e me desespera ... e posso estar fadado a ver o mundo sem fadas, apenas fardas a receber ordens sociais que desordenam a minha consciência vil ... viril.&lt;br /&gt;Não fugirei ... e veremos no que vai se transformar esse desespero de medo de perder o que não se tem ... mas se tem e espera perder por saber que ninguém tem tempo para esperar ... eu mesmonão tinha ... e não posso culpar a pressa que sempre tive em outros não-eu-coração. Mas posso desesperar ... e assim estou agora, a desesperar o que sempre esperei. &lt;br /&gt;Espero poder fugir dessa profundeza de mundo para alcançar a profundeza de você. A sua profundeza que vai se unir a minha para sermos um nós profundo, sem nós, apenas nós mesmos, conosco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-5597642837317333201?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/5597642837317333201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/01/na-profundeza-do-mundo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5597642837317333201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5597642837317333201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/01/na-profundeza-do-mundo.html' title='Na profundeza do mundo.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-3387263196588752108</id><published>2010-01-08T02:42:00.001-03:00</published><updated>2010-01-08T04:02:24.247-03:00</updated><title type='text'>É ... difício.</title><content type='html'>Natal, 08/01/2010.&lt;br /&gt;E fui ... e me fortalezeci das minhas inseguranças que reviveram livres e revolveram memórias tristes de momentos que poderiam ser ainda mais felizes se não houvessem os medos a não permitir que as coisas ficassem mais firmes, mais sólidas e se solidificassem nos prazeres das emoções que entornam as lágrimas guardadas no peito ... sem chorá-las ... mas a corá-las com as luzes da alegria que as perolizam dentro do peito que arfa ... e vive. &lt;br /&gt;E vivi ... vivi em ti as alegrias e os orgasmos da alma que retornam sempre que pessoas especiais se tornam reais na existência dessa pele que exala emoção, dos beijos que sussurram palavras invisíveis nos ouvidos mocos das minhas entranhas ... estranhas ... mas minhas e sempre solitárias e solidárias a minha solidão que cavo com minha incapacidade de me mostrar por inteiro porque busco alguém que me encontre, escondido. E encontro, e me escondo na esperança de poder ser encontrado sem desencontros ou desencantos que &lt;br /&gt;Rasgam os &lt;br /&gt;Outros &lt;br /&gt;Muitos sentimentos&lt;br /&gt;Indizíveis, indeléveis e&lt;br /&gt;Leves que&lt;br /&gt;Sempre serão&lt;br /&gt;Ostrentados&lt;br /&gt;Neste ser ostra.&lt;br /&gt;... que serão estranhados neste ser .. que serão estravazados neste ser ... que restarão estagnados neste ser de lembranças alegres de momentos felizes que sopram vida na existência natalina de lembranças fortalezecidas ... e tidas contidas contigo.&lt;br /&gt;E voltei ... voltei para lembrar de ti, para olhar o mar e ouvir sua voz ao telefone sem que as esperanças renascessem, porque não morreram ... sem que as desesperanças vivessem, porque não desespero  ... espero.&lt;br /&gt;Na vida, coisas são vividas e não vividas por conta do destino. Destino que não tem tino, ou tem demais e desatina a mim que espero tê-lo – o tino - e não posso ...  ou o tenho por demais que me defendo de mim ao não me mostrar para ti – e para os outros poucos tis especiais que surgem pelo caminho -  e me obriga a penas falar e arfar para suplantar a emoção de poder estar ao seu lado e cheirar sua alma pelos poros dos lóbulos de sua orelha que beijo, enquanto no horizonte meus olhos enxergam, por entre as pálpebras bêbadas de prazer, os pelos de sua nuca convidando minha boca ... &lt;br /&gt;Embriagado de você, me reservo no medo de mim ... para não traduzir em gestos animais de gozos felizes e carnais as alegrias que a alma de um eu-coração-que-bate-no-mundo-mudo sente ao poder tocar, vivo, um ideal de alma que toca o coração e traz à vida uma esperança de um amar intransitivo, que transita pelas minhas veias e fomenta a alma com as alegrias de saber que você existe ... e não insiste, mas também não desiste ... a penas resiste aqui, a penas reside aqui ... onde constrói um edifício difícil ... e sente a alegria de saber que a vida tem dessas coisas ... que as coisas têm dessa vida.&lt;br /&gt;E vive ... e revive ... e sobrevive a tudo e a todos ... sem sequer se arrepender de viver ... simplesmente porque só quer aprender a viver ... como sempre.&lt;br /&gt;... é ... sei que não foi coincidência encontrar-me contigo ... não foi coincidência reencontrar-me comigo ... precisava, de verdade, de sentir a minha vida por um fio ... sentir que posso viver e reviver as emoções que só minha alma sabe explicar ... precisava poder entrar por minutos num coração com as portas arreganhadas, com as chaves por dentro ... para que a liberdade fosse gritada no silêncio das artérias que bombeavam vida a cada segundo que lá dentro estive ... a cada segundo que minhas narinas viam sua pele e minhas mãos cheiravam seu calor ... e minha alma sobrevoava nossos corpos entrelaçados no mar de meus sentimentos ... sentimentos que palavras não traduzem ... sentimentos que sente-se, apenas.&lt;br /&gt;Assim, embevecido de tudo o que pude proporcionar a mim por seu intermédio, vou neste é-difício em que vivo, cujas janelas e portas são sempre mantidas abertas, para apreciar a brisa do mar que sopra alegria nesta alma que almeja apenas vida ... e pode agradecer de tê-la tido mais intensa sob o calor de seus sorrisos arrancados pela minha língua ao nadar em seu corpo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-3387263196588752108?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/3387263196588752108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/01/e-dificio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/3387263196588752108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/3387263196588752108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2010/01/e-dificio.html' title='É ... difício.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-2383739020127421260</id><published>2009-12-24T18:04:00.000-03:00</published><updated>2009-12-24T18:04:22.849-03:00</updated><title type='text'>Não quero mais falar ... mas falo assim mesmo</title><content type='html'>Natal, 24/12/2009.&lt;br /&gt;Tempos depois, amanhã estou de volta para o lugar que me fez encontrar meu lugar, minha fortaleza, que me conforta e me faz me sentir feliz ... completo e incerto, e sempre perto ... de mim mesmo.&lt;br /&gt;Não tem jeito de não me lembrar da primeira viagem para cá, da primeira vinda de idas e vindas que me fizeram ser o nordeste que sou hoje, mais norte, mais próximo do que sempre quis, mais eu mesmo e muito menos sul, muito menos sudeste ... olho agora, de esgueio, para o norte  ... e sou nordeste ... e percebo muito mais do que podia perceber quando eu estava lá ... quando você estava lá ...&lt;br /&gt;Tudo o que passa na vida da gente é sempre muito passado ... fica para traz e nada pode trazer aquilo que a vida leva, sem explicar, sem dizer nada, sem se comprometer com absolutamente nada, sem deixar que ombros amigos permaneçam contigo para o resto da vida .. da sua vida, porque todas as vidas têm um fim e a dos amigos pode ser finda antes da sua ... que pena.&lt;br /&gt;Relembro,&lt;br /&gt;Insistente e &lt;br /&gt;Carente, dos &lt;br /&gt;Hojes, que agora são ontens e não &lt;br /&gt;Amanhãs, são apenas&lt;br /&gt;Resquícios de dias de alegrias, que trazem &lt;br /&gt;Desejos de abraços fortes.&lt;br /&gt;... e de penas em penas a gente vai construindo nossas asas que levam-nos para todos os lugares ícaros que queremos, ícaros que fazemos ... e não nos deixamos nos desfazer em cera derretida ao sol, porque o sol, na vida que escolhemos a dedo, está apenas para dourar a pele branca que o sudeste massacrou ... e esquentar o cérebro que o sudeste lapidou ... e trazer a alegria de lembrar dos amigos que o tempo levou ... mas que a memória deixou ficar ... deixou amar ... deixou não desesperar, nem esperar ... só se conformar ... e lembrar ...&lt;br /&gt;Mas entendemos tudo ...&lt;br /&gt;Agora e sempre,&lt;br /&gt;Relembrarei dos&lt;br /&gt;Carinhos e&lt;br /&gt;Esperanças de dor que,&lt;br /&gt;Lógico!&lt;br /&gt;Lembro que você&lt;br /&gt;Ostentava.&lt;br /&gt;... mas por que ficar a misturar o que vem amanhã, o reencontro com o marco de minha mudança, com as lembranças de você, menino? Porque você também foi marco ... marco de enfrentar a mim mesmo como poderia e deveria. Marco de poder dizer ao mundo que sou o que sou porque quero ser (mesmo que nem eu mesmo saiba se isso é a inteira verdade – mas não existe verdades inteiras mesmo, como você me ensinou ... então: foda-se!). Marco de uma amizade maior do que a consanquinidade, marco de uma força que se esvaiu desse mundo fraco demais para você ... marco de uma alegria mestre, doutora, livre docente ... mestre e marco ... marco e, agora, vai você livre docente ser docente em outros campos ... e eu vou ficar por aqui ... vou lembrar de ti.&lt;br /&gt;E não vou ter pena, não vou desesperar, não vou chorar ... ensinamo-nos isso ... compreendemos isso tudo como um tudo que é nada demais ... e que é, sempre, demais para nós ...&lt;br /&gt;Já sei o que une esses dois pensamentos além do que já disse: a viagem. Viagem que fizeste para sempre ... viagem que faço para o sempre .... a única diferença é que eu, aqui, ainda estarei um pouco mais sempre ... e você sempre estará aqui ... no meu eu-coração que bate no mundo .. no meu eu-coração que bate imundo ... no meu eu-coração que não bate ... sussurra lembranças amigas e amáveis  ... e escuta palavras duras que você dizia quando ele ainda era um eu-coração-bebê, que esperava que as coisas pudessem ser eternas enquanto duras ... e se transformou em uma pequena rocha, dura, a bater neste peito que se lembra das coisas, enternece-se, e esquece-se de amolecer ...porque durou.&lt;br /&gt;A você, um abraço. A mim, um abraço ... e a nós - fortalezas em mundos distintos ... separadas pela dimensão terrena ... e unidas pela lembrança de sorrisos amargos, de amores de dores – brindes de lembranças eternas e ternas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-2383739020127421260?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/2383739020127421260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/12/nao-quero-mais-falar-mas-falo-assim.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/2383739020127421260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/2383739020127421260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/12/nao-quero-mais-falar-mas-falo-assim.html' title='Não quero mais falar ... mas falo assim mesmo'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-2469296971511655702</id><published>2009-12-01T01:28:00.000-03:00</published><updated>2009-12-01T01:30:33.451-03:00</updated><title type='text'>Enquanto a vida não passa, passo a passos largos .... e me largo.</title><content type='html'>Natal, 01/12/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, me largo ... mas não me largo ao léu ou ao mausoléu .. me largo aos prazeres da vida que está passando e não passa por completo porque é, em si, já completa de muitos mins em mim mesmo e me serve de alento para os momentos de desalento, e acalenta, lentamente, cada mim que em mim habita.&lt;br /&gt;Assim, de completudes de mins, me vejo a olhar para os lados com olhos de prazer em cada coisa que se apresenta ... tudo encanta quanto se tem em si o prazer de poder respirar a fumaça do seu próprio cigarro só para dizer que, de passividades, nem no fumo; porque a vida exige que se seja ativo em tudo ... porque parar para olhar e chorar as lágrimas da passividade já é o prenúncio da morte, o prepúcio da morte ... e, por aqui, de morte só se quer as últimas quatro letras, que em mim, são precedidas de minha inicial e se transforma em sorte .... e nunca em corte, porque já inventaram cicatrizantes pelos divãs da existência...&lt;br /&gt;Viver em completudes é ser capaz de admirar as árvores da Floriano que se juntam em copas múltiplas que se transformam em única  ... copa de sobras diurnas e penumbras noturnas que servem a cada momento, para ajudar a existir neste mundo são e iluminado. De dia, sombra para o calor que invade a cidade e cozinha os miolos do povo que tem de viver a correr pelas ruas à procura de algo para fazer ou correndo do que tem de fazer ... De noite, servem de abrigo escuro para os abraços fortes dos namorados que fogem das aulas e correm as mãos pelos prazeres do corpo do outro, seja lá quem seja esse outro ... mas que é completo naquele momento ...&lt;br /&gt;Assim me largo ...  me largo a admirar as coisas, a reverberar as coisas que admiro e a fazer com que os outros possam olhar para os seus próprios lados sem se sentirem desolados ou idolatrados, apenas gente .. gente que sente a vida e quer que ela seja tão viva quanto se pode ser ... tão alegre quanto se pode ter ... tão muda quanto se pode ouvir ... assim, desconexamente reconvexa de coisas di e convergentes ... coisas que são simples, porque simplificadas pela realidade que bateu à porta e esclareceu todas as dificuldades ...&lt;br /&gt;Me largo, por certo, aqui, nessas palavras que se grudam à tela do computador e por ela se projetam para o mundo dos olhos daqueles que lêem e pouco entendem ... que sequer entendem que estar aqui, passando o tempo comigo, já é uma forma de estar consigo mesmo porque tudo o que aqui grita é reflexo do que você gostaria que gritasse aí, dentro de seu coração comandado por um cérebro corroído de vícios de todos os outros não-você que você permitiu que lhe invadisse a alma ... e lhe tirasse a calma...&lt;br /&gt;Então, não me largo ... me alargo em você para te alagar de você mesmo ... e fazer com que os vocês sejam apenas vocês compostos de poucos outros, mas outros tantos vocês que se fizeram presentes em cada momento de dor que te compõe... e te recompõe ... &lt;br /&gt;Como vê ... aqui a vida não passa ... o que passa são as coisas que querem roubar de mim o dom de existir ... e como vou sempre resistir a qualquer desistência da vida ...  chamo a residir em mim – e em ti – a essência de viver a passos largos ... e se largar no mundo, que alarga a alma ... e traz, na sombra das árvores, a calma ... e as mãos a correr pelos corpos de todos os outros que não são nós mesmos ... são apenas pequenos outros a nos dar o prazer que merecemos ....&lt;br /&gt;... e queremos ....&lt;br /&gt;... e temos ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-2469296971511655702?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/2469296971511655702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/12/enquanto-vida-nao-passa-passo-passos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/2469296971511655702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/2469296971511655702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/12/enquanto-vida-nao-passa-passo-passos.html' title='Enquanto a vida não passa, passo a passos largos .... e me largo.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-7167769053666651668</id><published>2009-10-28T04:43:00.003-03:00</published><updated>2009-11-25T00:43:10.260-03:00</updated><title type='text'>Tá vindo devagar ... e eu, a divagar</title><content type='html'>Natal, 28/10/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De solidão em solidão, percebo a solidez da solicitude da saudade de um tempo em que a vida tinha outros travesseiros ocupados ao lado que, de tão ocupados, deixavam um vazio da presença ausente de alguém que não sabia me conhecer porque não se conhecia, apenas vivia a vida a me mirar e admirar as coisas que fazia sem saber o porquê ... e sem perquntar ...&lt;br /&gt;E me lembro do tempo em que chegou um momento que me cansei de tanta presença ausente que desistir de presenciar tanta falta de tudo o que tinha ... e me viro para os lados para tentar perceber que a vida pode ser presente presente, sem ausências, mesmo que ausente ... e reflito.&lt;br /&gt;Reflito sobre a possibilidade de ocupar a solidão vaga que hospedou-se em mim há tempos e passo a buscar os tempos em que as lembranças se lembravam de coisas que aconteciam com mais presença, com mais saudade, com mais intensidade, com menos idade e me pergunto.&lt;br /&gt;Pergunto o porquê de se pensar em pensar na possibilidade de trocar as saudades do que se tem e substituir pela saudade do que se queria ter, e tem, mas ausente porque distante por muitos quilômetros que se transformam em instantes de distantes desejos presos na solidão de uma alegria da saudade que origina uma intensa sensação de tensão e de emoção e de tesão que não se resolve com as mãos, mas com as mãos nas mãos e, neste instante, reflito por que pergunto se sei que a resposta a qualquer pergunta depende dos instantes que virão de longe ... ou não ... e duvido.&lt;br /&gt;Duvido que virá, que poderá, que virará, que ficará ... ou, até mesmo, duvido que será ... porque ser ou não ser depende de um querer que não sei se quero, ma quero querer porque sei o quanto se quer sentir saudade de presença ausente, mais do que de solidão ausente porque presente em mim estou .. porque presente em mim restou ...&lt;br /&gt;... e, de certa forma, espero esse presente.&lt;br /&gt;E me presenteio com a perspectiva de que a presença ausente pode ser o meu presente que sinto presente, ou minto estar presente ...&lt;br /&gt;... não importa ... estou aqui, presente em mim e ausente em ti, ausente em mim e presente em ti, ou ambos, presentes um no outro e ausentes em cada qual porque distantes em estados diferentes, em vidas divergentes ... ou convergentes ...&lt;br /&gt;Tudo está devagar ... o tempo está devagar, o vento está devagar, a vida devagar, a loucura devagar, a emoção devagar ... e eu a divagar ...&lt;br /&gt;... porque não tenho pressa ...E você, se tiver, esteja presente... porque não ando devagar ... nem a divagar por muito tempo ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-7167769053666651668?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/7167769053666651668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/10/ta-vindo-devagar-e-eu-divagar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7167769053666651668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7167769053666651668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/10/ta-vindo-devagar-e-eu-divagar.html' title='Tá vindo devagar ... e eu, a divagar'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-6714556981842588583</id><published>2009-10-23T02:43:00.000-03:00</published><updated>2009-10-23T02:44:52.034-03:00</updated><title type='text'>E agora? ... É agora!</title><content type='html'>Natal, 23/10/2009.&lt;br /&gt;É agora que a vida bate à porta e aporta em nosso porto de solidão uma vida que se sente vívida e não sabe que não vive pela vividez de sua cegueira por si e pelos outros que quer em si em momentos muitos, que espera mútuos, e descansa na paz de saber que está com outro no colo que aporta em outros tantos colos insanos de amor inexistente e felicidade existente em solidão partilhada consigo mesmo ....&lt;br /&gt;E agora?&lt;br /&gt;Agora, nada ... e tudo em nada ... e nada em tudo ... e um pouco de tudo que nada no mar salgado das ilusões que se perderam no meio do caminho em momentos de olhares para frente do retrovisor que mira a estrada atrás, detrás de alegrias de dias felizes com imensas solidões em livros perdidos de teorias tesas ....&lt;br /&gt;Agora, e? Não, agora é! É hora de perceber que a vida de solidão é tão boa que qualquer outro que resolva invadir a sua plenitude solitária (e solidária) será imerso em total insignificância de resumos de telefonemas inócuos em momentos nos quais a vida impera ... e não espera, porque criou esporas e defende-se com elas .. sem penas envelhecidas, mas com plenas e velhas cismas de que tudo é efêmero e, das efemeridades, se desfaz com olhares visíveis a olhos nus, que olham os nus que na praia se vestem de pequenas peças que cobrem as partes pequenas, amenas ... que são descobertas com imaginação e fruição de prazeres dos olhos, porta da alma, que se abrem a cada instante incessante de alegria de estar a ver o que a vida permite ... e da vida não se omite.&lt;br /&gt;Estou, de volta, aqui, com saudades de estar comigo mesmo nesse espaço público no qual publico tudo o que não posso publicar em minhas palavras orais ... porque não tenho público que escute ...&lt;br /&gt;Estou, aqui, às voltas com um pensamento insano de estar comigo, de novo, renovado de esperanças de poder expressar a alegria de não ser compreendido por tantos outros que não sabem, ao certo, o que é pressuposto ou subentendido nos olhares que lanço em momento que me dá vontade de lançar diante de tanta pouca criatividade nas pessoas que criam as atividades e dessas atividades se tornam escravos ...&lt;br /&gt;Estou, aqui,  de volta para mim e para todos os que em me veem sem me ver, que sentem sem me sentir, dos quais não me ressinto ... porque de ressentimentos não vivo ... vivo de sentimentos ...&lt;br /&gt;E o que sinto, agora? Não sei. E não me importo.&lt;br /&gt;Não me importo porque me tornei meu porto .... e aporto em mim todas as sensações de sentir-me importante para mim mesmo ... e se você não se importa, não me importo de novo, porque posso importar todas as sensações que quero sentir e posso, ainda, senti-las em mim sem que a vida me cobre sorrisos falsos ou dores travestidas de alegrias ou quaisquer alegorias que muitos outros insistem em revestir-se ... Não me revisto.&lt;br /&gt;Revisto a vida e revisito as almas com as quais partilhei solidões compartilhadas e sorrio de tantas tolices importantes, importadas de uma sociedade que não se importa comigo ... com a qual me importo na exata medida de suas possíveis respostas ao que realmente me importa.&lt;br /&gt;É agora que, felizmente, sei que a vida, que tanto quis, está aqui ... não serei eu quem precisará perguntar-lhe: “E agora?”. Já sei a resposta. Está, em mim, posta: “eu, agora, não estou brincando de ilha ... nem estou ilhado .... porque estou aqui ... num oceano de deliciosas dúvidas a respeito do que fazer.”&lt;br /&gt;E farei ... agora!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-6714556981842588583?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/6714556981842588583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/10/e-agora-e-agora.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6714556981842588583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6714556981842588583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/10/e-agora-e-agora.html' title='E agora? ... É agora!'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-5117293118224431731</id><published>2009-07-17T02:44:00.001-03:00</published><updated>2009-07-17T02:49:02.000-03:00</updated><title type='text'>Par? Impar? Não! Bar, Embar!</title><content type='html'>Natal, 17/07/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos. Chegamos a um momento em que o outro não é mais um outro que nos suporta, mas que aporta em nós e não nos deixa deixar o porto por pressuposto de que estamos felizes... felizes juntos fazendo pratos e esperando as vitaminas das refeições serem vitaminas da alma que irrigam o coração cansado de estar estando sem estar e está à procura de não estar com nada que não seja sua artéria entupida de fumaça de cigarros fumados nos bares que paramos perto e longe dos portos que aportamos ao longo de nossa história de solidões compartilhadas e de multidões parte ilhadas em sis que se disseram nós em momentos de elucubrações inócuas que inoculavam as dores da solidão que agora adoramos...&lt;br /&gt;.... E então, fazemos o quê?&lt;br /&gt;Esperamos que este outro se torne de outros e nos deixe viver a vida vívida e límpida de uma alma que se quer acompanhada solteira nos dias de semana que servem para vitaminar o coração hipertenso para os tensos dias de finais de semana intensos e tesos de tesão e de retesação de emoções singulares e diálogos entre o eu e o eu mesmo ...&lt;br /&gt;...ou, então ...&lt;br /&gt;Lembramos de momentos em que a vida era solidão em travesseiros verdes de esperança esperando, calados, em camas frias e vazias em que fazíamos amor conosco e sentíamos o pesar de estar amando um um inseparável de nós: o eu ... e amando e querendo que outros outros se candidatassem à vaga do travesseiro verde de esperança ao lado, prostrado e amassado e cansado de abraços que lhe dávamos em momentos de desespero de corpo ... de desespero de alma ... e de tédio da calma solitária que agora desejamos intensamente ...&lt;br /&gt;... éramos cheios de nós e de nós e nós esperávamos estar cheios deste outro que agora nos enche ...&lt;br /&gt;Somos estranhos ... mas ainda somos entranhas ... e entramos nas vidas de outros e queremos viver a vida de nosotros ... tornamo-nos, nós, os outros de nós mesmos ... mas continuamos ...&lt;br /&gt;... continuamos indecisos, ou decididos a sermos ermos de nós e sermos de outro ...&lt;br /&gt;e servos de nossa dúvida na vida vívida que escolhemos viver intensamente e, assim, intencionamos não criar tensão ... porque temos tesão demais pela vida...&lt;br /&gt;... e vivemo-la de bar em bar, de par em par, de lar em lar ...&lt;br /&gt;e voltamos para casa, felinos felizes que encontraram na vida a explicação para as dúvidas de viver ... ímpar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-5117293118224431731?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/5117293118224431731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/07/par-impar-nao-bar-embar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5117293118224431731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5117293118224431731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/07/par-impar-nao-bar-embar.html' title='Par? Impar? Não! Bar, Embar!'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-6416452231374145485</id><published>2009-06-30T00:45:00.001-03:00</published><updated>2009-06-30T02:32:04.466-03:00</updated><title type='text'>Um outro olhar de outro ... ou não ...</title><content type='html'>Natal, 30/06/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim .... coincidentemente, se coincidem coisas coincidentes em acidentes internéticos herméticos ... Na cela do computador, uma perspectiva de gente que genta as coisas e pensa que gentar é apenas estar a espera de gentes que possam passar pela vida e ficar ou ir ou esperar ou espelhar, mas estar na vida de qualquer forma, sem fôrma ... e sem estar, exatamente, em forma ....&lt;br /&gt;apenas estando, sem estar a penas .... e sem penas ... porque penas não são aparados que fazem o corpo voar, mas a alma voar para distantes espaços de dores, sem cores ...&lt;br /&gt;Falamos ... simples. Inteligência, simples. Palavras, simples.&lt;br /&gt;Mas falamos de qualquer forma e continuamos a pensar nossas vidas em perspectivas iguais, bilaterais, e continuamos a nos teclar com dedos sem desespero, com dedos que dedilhavam palavras vis, sutis ... e viris, às vezes.&lt;br /&gt;Temos em comum a esperança de não esperar mais do que podemos ter e de termos mais do que esperamos .... e continuamos a esperar as coisas acontecerem sem tecer noites a fio colchas helênicas a espera de amores em cavalos brancos e castelos encantados ....&lt;br /&gt;... encantamo-nos de mesmices ... encantamo-nos de estar vivendo uma vida sem separar, sem se parar ... sem se deparar... deparar com estranhices que já se tornaram comuns e conhecidas ... e, por isso, deixaram de serem estranhas porque adentraram nossas entranhas e nos tornaram assim, pacíficos.&lt;br /&gt;Crescemos ... e continuamos a existir em vidas de escolhas feitas pela experiência adquirida na escola da vida, na vida em escolas, na escolha de escolas de vida que vivemos a perder de vista ... mas sem perder a vista.&lt;br /&gt;Gostamos de individualidades, de estar conosco às vezes, de estar apenas às vezes conosco ... mas de podermos escolher quando as individualidades serão dualidades, sem dualismos ... porque as individualidades são oportunidades de obtermos a reclusão necessária para manter-nos com nossos pensamentos .... e pensamos ....&lt;br /&gt;... pensamos em estar na vida com uma alma calma à mão ... com um corpo calmo à mão ... com uma mão calma no corpo ... com uma mão calma na alma que pede corpo e alma e espera a junção numa imanação de prazer que pode existir a despeito do desrespeito que existe e ronda as almas e invade os corpos de tantas almas por aí vivendo ... que vi vindo ... e indo ... e desestando comigo e contigo ... desestando com nós ... e desatando nós ....&lt;br /&gt;Crescer é assim .... poder dizer: “ei, não to com pressa ...”&lt;br /&gt;... pois a pressa, expressa na inexperiência de almas amargas em corpos jovens ... pois a pressa, impressa nos corpos, traduz almas embargadas ... e corpos com petições extensas, com petições intensas ... e desejos breves, fadadas a sentenças condenatórias de reclusão em nosocômios instalados a céu aberto nas ruas e bares da cidade.&lt;br /&gt;Não ... não tenho pressa .... não temos pressa ... porque gentamos, outros tantos outros, assim, simplesmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-6416452231374145485?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/6416452231374145485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/06/um-outro-olhar-de-outro-ou-nao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6416452231374145485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6416452231374145485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/06/um-outro-olhar-de-outro-ou-nao.html' title='Um outro olhar de outro ... ou não ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-580549973218194299</id><published>2009-06-10T04:47:00.002-03:00</published><updated>2009-06-30T02:42:04.310-03:00</updated><title type='text'>No news is no good news ... not always …</title><content type='html'>Natal, 10/06/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim … silêncio pode ser silêncio de dor, de calor, de horror, de terror, de temor, de tudo e de nada ... ou apenas silêncio ... ou silêncio a penas ...&lt;br /&gt;Nem sempre estamos na fissura de mostrar nossas fissuras porque o povo nem sabe o que é, mesmo, estar na fissura ...&lt;br /&gt;Na fissura de amigos, que mesmo distantes não distam tanto quanto distanciam os presentes ausentes,&lt;br /&gt;Na fissura de poesia, que não tem nem rima nem métrica, mas que pode ser metriculosamente poética na sua irregularidade,&lt;br /&gt;Na fissura de não ter fissuras, que são crateras abertas nos quelomas deixados pelas fissuras expostas que foram em nós postas (ou impostas) pelas escolhas feitas em momentos de fissuras do coração que invadiram o cérebro e deixaram a alma fissurada em sei lá o que,&lt;br /&gt;Na fissura de maresia , que entra e sai mar forçando a água a transformar-se em espuma para lavar as praias água salgada e verter alegria na brisa que exala o mar e entra narina adentro dos povos que sonham em maresiar na vida ... e vivem das maresias de sonhos que não realizam porque enjoam com a maresia da sua própria existência ...&lt;br /&gt;Não ... não sabe. E, se sabe, nem sabe que sabe porque não tem tempo ...&lt;br /&gt;Não tem tempo para amar, nem para o mar ...&lt;br /&gt;... esperam a vida passar olhando as alegrias dos rostos dos povos que enfrentam a vida diariamente nos metrôs cheios a maresiar sobre os trilhos que olham as raízes dos prédios pedindo um pouco de ar ....&lt;br /&gt;... e silenciam ...&lt;br /&gt;... e pensam em frustrações ... e se esquecem das frutações ...&lt;br /&gt;Frutações que trouxeram com a alegria de sorrisos infantes sem dentes as expensas de mães que amamentam a vida de outro sem se preocupar com os retornos, porque aprendeu-os inexistentes, compreendeu-os inexistentes ... e esperam a rotina que espelha na retina um futuro de novas experiências salubres (ou salobras), mas ainda assim experiências ...&lt;br /&gt;... e silenciam ao conscientizar-se do silêncio que ecoa em ouvidos mocos as esperanças desesperadas, mas, ainda assim, esperadas...&lt;br /&gt;É assim .. complexo, convexo, conexo, desconexo, reconvexo ... é vida.&lt;br /&gt;Vida que surge e apaga dores de noites em claro (claro!) na busca de abraços fortes, de amores fortes .. de fortes amores sem dores ... que vêm para suportar o mundo antes escanchado nos ombros que suportavam o mundo imundo de vidas vazias e noites vazias e corações vazios ...&lt;br /&gt;Não mais ...&lt;br /&gt;Agora é assim ... nada está igual ... o que antes estava vazio, cheio está: vida.&lt;br /&gt;Agora é assim ... nada está igual ... o que antes estava cheio, vazio está: no money ...&lt;br /&gt;E daí?&lt;br /&gt;Sei não...&lt;br /&gt;Só sei que, ao olhar para os lados e sentir a vida pulsar ...&lt;br /&gt;E sentir o pulso vidar ... sorrio ...&lt;br /&gt;E lembro do tempo em que festejavam os dias dos meus anos e ninguém estava morto ... e não os quero de volta ... porque, naquele tempo, eu estava morto. Estávamos mortos e pensávamos na vida dos outros vivos, porque não vivíamos ... sobrevivíamos.....&lt;br /&gt;E agora, no silêncio que não traz good news, entendo que todas as good news que silencio são a essência de minha existência nesta vida silenciosa ... e grito para mim mesmo em Pessoa Álvara:&lt;br /&gt;NO DIA TRISTE o meu coração mais triste que o dia ...&lt;br /&gt;Obrigações morais e civis?&lt;br /&gt;Complexidade de deveres, de conseqüências?&lt;br /&gt;Não, nada ...&lt;br /&gt;O dia triste ... a pouca vontade para tudo ...&lt;br /&gt;Nada ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros viajam (também viajei), outros estão ao sol&lt;br /&gt;(Também estive ao sol, ou supus que estive),&lt;br /&gt;Todos têm razão, ou vida, ou ignorância simétrica,&lt;br /&gt;Vaidade, alegria e sociabilidade,&lt;br /&gt;E emigram para voltar, ou para não voltar,&lt;br /&gt;Em navios que os transportam simplesmente.&lt;br /&gt;Não sentem o que há de morte em toda a partida,&lt;br /&gt;De mistério em toda chegada,&lt;br /&gt;De horrível em todo o novo ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não ... eu sinto ... mesmo que silencie, sinto.&lt;br /&gt;Sinto muito se sentir o pesar do hoje pode dar a alguns uma saudade de um futuro de sonhos, de conto de fadas, de contos de enfados ...&lt;br /&gt;Não me enfado mais ... vivo o hoje, regozijo-me dos meus presentes, todos futuros de um passado enfadado ... e fadado a ser passado.&lt;br /&gt;É hoje. Estou vivo ...&lt;br /&gt;... e vivo a esperar silêncios de amigos amados, de amigos amargos ...&lt;br /&gt;que afago com braços fortes e calores de tetascomaguadecoco,&lt;br /&gt;que afogo em tergiversações de tezentosesessentagraus,&lt;br /&gt;que apego aqui e acolá em justamenteumalindamaiganuncaausente,&lt;br /&gt;e digo:&lt;br /&gt;Silêncio! Quero ouvir com meus ouvidos mocos os gritos mudos de todos aqueles que se lembram de mim nas dores de seus momentos presentes ... mesmo que ausentes ...&lt;br /&gt;Porque estar aqui, não é apenas respirar a brisa que vem do mar salgado,mas poder verter para todos os silêncios que gritam um pouco da brisa que sopro ...... e se não trouxestes a chave, não importa, abro-me sozinho para ti&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-580549973218194299?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/580549973218194299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/06/no-news-is-no-good-news-not-always.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/580549973218194299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/580549973218194299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/06/no-news-is-no-good-news-not-always.html' title='No news is no good news ... not always …'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-8328996214875217560</id><published>2009-05-27T03:18:00.001-03:00</published><updated>2009-06-30T02:53:53.810-03:00</updated><title type='text'>Tão só, não só. E só.</title><content type='html'>Natal, 27/05/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, parado, ganhando peso, peso as emoções pesadas e os pesares pensados e sentidos em momentos de penar. E peno. Peno a existência plena de um ser intransitivo que se encontra alagado de si e alargado de seus conflitos finitos e seus desejos infinitos de findar o que não se finda, porque fenda ... e continuo.&lt;br /&gt;Continuo a caminhar feliz nas águas que deitam-se no solo e insistem em não penetrar a terra para deixar os pés sentir apenas a areia da praia, a terra das ruas, o asfalto quente ... e respiro o vapor exalado de sua conjunção com o sol que nasce logo após tornarem-se vapor as lágrimas da chuva que inundaram a cidade e deixaram poças de água em todos os cantos ... e canto.&lt;br /&gt;Canto o prazer de existir e insistir na existência plena de uma alegria plantada em solo fértil, cultivada por palavras no divã e por comprimidos no estômago vazio de emoções e cheio de lamentações gordurosas recebidas do calor das comidas quentes que insisto em ingerir ... e gero.&lt;br /&gt;Gero esperanças de vida e de prazer que já sinto apenas em pensar que aqui estou, que aqui sou ... e que aqui vou morrer deixando todos os amigos que reuni para assistir ao meu velório ... e velo.&lt;br /&gt;Velo a presença ausente de justamenteumalindaamiganuncaausente, que se foi de corpo e ficou de alma, calma ... e acalmo-me nos braços e abraços que vou colhendo pelo caminho que percorro ... e corro.&lt;br /&gt;Corro à procura de mais e mais eus presentes, de mais e mais eus ausentes, de mais e mais eus que sentem a esperança de estar feliz apenas consigo ... e sigo.&lt;br /&gt;Sigo a cavalgar todos os leões que se apresentam pelo caminho e a colher todas as flores que vejo refletidas nos retrovisores de uma vida sempre reta ... e paro.&lt;br /&gt;Paro para colher os frutos da vida que plantei ... e cheirar as flores que colho a cada quilômetro rodado nesta estrada que me pus à frente ... que se põe a minha frente e que adoro ver e verter dela a existência alegre de uma vida plena ... cá estou, de novo, eu.&lt;br /&gt;Eu-coração que não sofre mais porque entendeu as idiossincrasias da vida e tergiversa pouco aos problemas que aparecem ... e não sonha com amores impossíveis, mas vive todos os amores possíveis, porque são possíveis e prossilvio, graças a Oxalá.&lt;br /&gt;Sonhei, um dia, viver um grande amor na minha vida, descobri, com o tempo que os grandes amores são tão grandes quanto os problemas que trazem ... desisti, então. Desisti não dos amores, mas dos problemas ...&lt;br /&gt;Passei a amar uma vida grande de amores menores, de dores menores, mas não de cores menores. Adoto para mim, há tempos, uma vida de calmaria, de paz ... e nela passo a incluir amores que me dão o que mereço, que me dão o que apreço, que me dão o que não são apenas adereços, mas endereços fixos ... e neles me fixo para seguir feliz ao lado de sorrisos largos ... e sigo meu caminho de braços dados e jamais cruzados ... e cruzo.&lt;br /&gt;Cruzo a fronteira da emoção para buscar na razão a razão de uma emoção ... e encontro. Encontro a vida sorrindo, e sorrio para ela. Gargalhamos juntos a existência de eus-corações que se completam em emoções plenas, em emoções planas, em emoções sanas, que se desenvolvem em abraços quentes, em palavras líquidas e calores propagados pela osmose alcançada no encontro de línguas que se procuram nos momentos de carinho ... de palavras que se consolam nos momentos de solidão, de cheiros que se misturam nos momentos de retidão .... e exalam prazeres ocultos nos momentos de tesão ... e refletem a paz que se encontra em viver momentos reais de amores possíveis e plausíveis ... e de fantasias realizáveis nos cantos e encantos da casa ... e caso.&lt;br /&gt;Caso comigo. Porque só eu consigo me entender e entendo que entender é mais do que ouvir, é mais do que querer, é mais do que desejar ... entender é perceber o outro e não lhe cobrar o que se entende ser certo, porque o seu certo é incerto para o outro, simplesmente porque o outro é o outro ... e não um outro você.&lt;br /&gt;E isso não traz solidão, como pensam os outros tantos outros que, por não serem um outro você, não entendem; traz solidificação ... e me solidifico na consciência de que não estar só é estar acompanhado de si mesmo ... e de outros que possam respeitar e entender que um ser só, não é um ser só qualquer ... um ser só, pode ser um ser que é o que todos gostariam de ser: só ele, mas pleno, que não busca se completar, porque se sente completo, só. Busca complementar ... e aí sim, o só pode tornar-se melhor, porque complementado por outros eus-corações que entendem a solidão do outro, respeitam-na ... e buscam complementar a completude com adereços brilhantes, sorrisos brancos revestidos de peles morenas, beijos calorosos e abraços apertados embalados pela razão de se entender a emoção de viver assim, a dois, só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-8328996214875217560?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/8328996214875217560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/05/tao-so-nao-so-e-so.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/8328996214875217560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/8328996214875217560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/05/tao-so-nao-so-e-so.html' title='Tão só, não só. E só.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-797447109611947794</id><published>2009-03-29T10:16:00.002-03:00</published><updated>2009-06-30T02:58:41.256-03:00</updated><title type='text'>Instâncias e entrâncias de eus.</title><content type='html'>Natal, 29/03/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eus e eus e eus. Reencontram-nos em nossos próprios momentos de quereres singulares e ausências plurais de pessoas singulares. Daí, restamo-nos nós mesmos em nós e sós. Tudo bem.&lt;br /&gt;Crescemos e aprendemos que queremos outros tantos outros que outros tantos outros desesperam-nos em ausências ... crescemos mais e nem queremos tanto tantos outros ... ainda que queiramos, queremos, apenas e não mais a penas ... porque bastamo-nos conosco .... sentimo-nos completos de nós mesmos e restamo-nos sós conformados, confortados (ou controlados) em eus-corações cheios de esperança, de desesperança, de crença, de descrença ... e vamos seguindo nosso caminho conosco.&lt;br /&gt;Olhamos para trás e não sentimos mais saudades ou comiserações de nossas infantilidades adultas ou adúlteras ... seguimos conosco e buscamos convoscos sem tempo de pensar em ausências plenas ... porque queremos mais ... e sabemos que seremos mais ...&lt;br /&gt;Amamos e descobrimos, com o tempo, que amar é um verbo intransitivo, que sonhar é um verbo intransitivo, que desejar é um verbo intransitivo ... e tornamo-nos nós mesmos intransitivos ....&lt;br /&gt;Instamo-nos na intransitividade de nossos eus e nos tornamos transitivos indiretos a todos os outros tantos outros que em outros tantos momentos esperávamos transitivos diretos ... não ... não nos queremos sem preposições a permitir que qualquer objeto se junte a nós ... também não mais nos queremos verbos de ligação, não estamos mais juntando predicados aos sujeitos ... somos, nós mesmos, sujeitos cheios de predicados ... predicados que nos fazem ver a manhã e ficar triste ... porque somos conscientes de nós mesmos, de vós mesmos ... e de tudo ... de tantos tudos que recolhemos pelos caminhos que passamos .... de tantos momentos de interstícios de nós que desejamo-nos sós ... e vamos nós sós sóis de nós mesmos ...&lt;br /&gt;No máximo, entendemos os satélites ... satélites que orbitam em torno de umbigos sem abrigo ... de planetas perdidos nas órbitas de egos entumescidos pela imaginação fétida de gentes ausentes de tudo ... e repletas de nadas que lhes tornam completudes de nada que nada valem ... e continuam andar em seus oceanos de imaginação fútil ... de camisetas pagas em prestações ... e de vidas de ostentações: vazios reluzentes de marcas aparentes e gentes ausentes de gente, em seios de leite empedrado ... de leite tornado azeite mirrado nos úberes de homens insanos ...&lt;br /&gt;É ... volto-me para mim, parnamirim, e redescubro-me só. E não tenho pena de mim .... e não compadeço de minha solidão .... porque sou assim: solo ... solo fértil onde germinam árvores frondosas que esperam, paradas e caladas, brisas quentes que soprem palavras úmidas em abraços ternos e eternos ... solo de onde brota a água que o alimenta, e vivo assim, osmose em mim .... em instâncias intransitivas de desejos transitivos diretos, retos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-797447109611947794?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/797447109611947794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/03/estando-ns-instancias-e-entrancias-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/797447109611947794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/797447109611947794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/03/estando-ns-instancias-e-entrancias-de.html' title='Instâncias e entrâncias de eus.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-5944157369183287722</id><published>2009-02-18T02:35:00.003-03:00</published><updated>2009-06-30T03:09:20.503-03:00</updated><title type='text'>Lacunas cheias de ausências presentes</title><content type='html'>Natal, 18/02/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso estar presente para saber que é presente ... não é preciso estar aqui para saber que aqui está ... porque a presença é ausência ... e a ausência, presente de estar ausente e presente sem estar .... Estamos.&lt;br /&gt;Estamos porque não é preciso que nos vejamos para que saibamos que somos o que somos nos momentos em que queremos estar sendo, mesmo sem ter sido, porque somo tecido ... tecidos ... tecidos tecidos por outras tantas coisas não nós, que somos sem sabermos .. somos apenas o que somos e nos queremos sendo o que pensamos que somos pra todos os outros que não são nós ... que não nos são ... que são, a penas ...&lt;br /&gt;Nós, não ... nem somos a penas nem apenas, somo-nos .... porque somamo-nos e nos sabemos adição de outros nós, multiplicação de nós que sabemos ser e não somos porque sabemos ...&lt;br /&gt;Somos complexos .. graças à Deus ... graças adeus ... e nos damos à Deus e adeus ateus, porque nos entendemos nos nossos desentendimentos, nos nossos dez entediamentos .. . nos nossos entes diamantes ... de amantes .... porque nos entendiamos de nós mesmos e nos queremos sós .... ou só nos queremos (não sabemos) ...&lt;br /&gt;Estamos, ambos, nos revisitando e nos encontrando com pedaços de nós que sequer sabíamos existir, que sequer sabíamos insistir ... que sequer sabíamos resistir ... e vamos vivendo nossas vidas sem que nos cobremos os anseios de amizades razas, de amizades sem asas .. porque somos amizade de asas ... amizade de azes ...&lt;br /&gt;Somos o que somos e o que sabemos ser e não queremos mais do que isso ... queremos apenas ser o que podemos ser nos momentos em que ser não é a questão, nos momentos em que ser não é o que são, nos momentos em que ser é estar sendo sem ter sido, sem tecido ... sem ter de ser tecido, porque somos pedaços de linhas sobrepostas num crochê de cobres vibrantes que nós mesmos traçamos nos caminhos da mesa de jantar ... nos caminhos da vida de estar ... nos carinhos da vida de nos estirar nos estiramentos da vida de carinhos esticados como um tapete vermelho pelo qual passamos ...&lt;br /&gt;... pelo qual paz somos ...&lt;br /&gt;E nos queremos em paz ...&lt;br /&gt;Não ... não sinto saudade de você ... porque você não deixou de estar aqui .... porque não deixou de estar a si ... e isto é o que importa ... e isto é o que empresta ...&lt;br /&gt;... é que in-presta ... mesmo que em frestas de momentos roubados de formas turvas de outros desconhecidos presentes e ausentes, mas sempre presentes de pedaços de você ... porque você é sempre pré-ente ... premente .... e presente, mesmo que ausente ....&lt;br /&gt;Sente? Sem ti?&lt;br /&gt;... não ... com ti ....&lt;br /&gt;... porque estar ao seu lado não é estar atrelado ... ou estar atolado ... é simplesmente estar .... e vamos, ambos, estar estando ... porque estamos no estado de estar ... e estamos conosco em momentos mil ... em movimentos ...&lt;br /&gt;movimentos que fazemos em torno de nós mesmos ... movimentos que fazemos sem nós .... porque os nós estão sendo desatados ... estão sendo dez atados ... e por todos os laços e nós que nos damos nos atrelamos a nossos desesperados nós solitários de outrora, que agora são nós solidários .. solidários aos nossos outros tantos nós dos quais nos sentíamos desatados ... desatemo-nos, então, de todos os nós atados, e nos atemos aos nossos nós ...&lt;br /&gt;porque, como sabemos,&lt;br /&gt;Jamais seremos&lt;br /&gt;Uma única pessoa&lt;br /&gt;Louca ou&lt;br /&gt;Insana&lt;br /&gt;A vagar&lt;br /&gt;No mundo .... ou no&lt;br /&gt;Amor ... ou na dor ...&lt;br /&gt;... ou na ninfa de uma única flor ... não importa ...&lt;br /&gt;Somos, sempre,&lt;br /&gt;Impressões&lt;br /&gt;Loucas e&lt;br /&gt;Vagas de&lt;br /&gt;Intenções&lt;br /&gt;Outras ...&lt;br /&gt;.. e somos nós ... nós de nós mesmos ....&lt;br /&gt;e, aos outros, que carecem de uma presença física, de uma voz ao telefone, de um rufar de trombones .... nossos pêsames ...&lt;br /&gt;Não sabem, por certo ... o que têm por perto ...&lt;br /&gt;... azar deles ... que são riscos vazios de água e cheios de terra seca... nós, ao contrário,&lt;br /&gt;somos rios ... e deixamos nosso leito ...&lt;br /&gt;feito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-5944157369183287722?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/5944157369183287722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/02/lacunas-cheias-de-ausencias-presentes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5944157369183287722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5944157369183287722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/02/lacunas-cheias-de-ausencias-presentes.html' title='Lacunas cheias de ausências presentes'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-5870341137498788804</id><published>2009-01-31T22:21:00.000-03:00</published><updated>2009-01-31T22:23:13.889-03:00</updated><title type='text'>Três cervejas, duas taças de vinho e uma lágrima seca depois ...</title><content type='html'>Natal, 31/01/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebi. Fumei. E não chorei. Não derramei lágrimas porque elas inexistem hoje, elas não insistem hoje .... não dá para chorar porque não há razão, não há vazão .... há, apenas, penas de parcas vidas que se aproximam e se vão, que  se apaziguam de minhas palavras surdas e que se comiseram de si ... palavras que dizem o indizível, o intangível, o ininteligível ....&lt;br /&gt;... palavras que consolam ... que consomem ... que expressam o que você quer que elas expressam, porque inexistem sem ti .... saem de mim e ganham o universo que subsiste em ti ... falam a ti o que eu jamais quis dizer ... o que eu jamais fui capaz de dizer ... porque são suas ... porque são nuas ... e caminham pelas ruas de seu cérebro desorientadas ... caminham pelo significado que você dá a elas ... caminham ... e encontram você na busca de você mesmo ... e te significam o que jamais significaram .... ou sempre significaram e ninguém pode lê-las com você as leu .... como você ateu ...&lt;br /&gt;... ateu dos significados, ateu dos dicionários, ateu .... ate até de eu ...&lt;br /&gt;estar vivo é isso .. é poder pegar uma cerveja, duas cervejas,  duas  cervejas .... e sentir a cevada ser levada para as entranhas de si e buscar no cérebro as respostas ás perguntas não feitas ... as pergunta afeitas ...&lt;br /&gt;é poder pegar uma taça de vinha barato e sorver o sangue das uvas receber o prazer de pensar em câmera lenta ... e lembrar que há palavras úmidas que falam nada no ouvido de surdos ... nos ouvidos absurdos .... e nas me mentes dementes absortas em momentos de palavras molhadas que umedecem a alma seca de momentos vivos ... de momento vividos ... de vividos momentos de lamentos ... de excrementos ...&lt;br /&gt;e continua ....&lt;br /&gt;continua porque parar para olhar para retrovisores de matas desmatadas, de natas desnatadas é dar tempo ao não-tempo .... é esperar e desesperar e penar .... então, continua sem dar conta de que as coisas podem não-acontecer ... e deixa que aconteçam a seu tempo ....&lt;br /&gt;afinal, o tempo se rói com inveja de mim, porque sabe passar e eu não sei.... e não quero saber ...&lt;br /&gt;passar para que? Passar para quem?&lt;br /&gt;Sem saber, então, não passarei ... ficarei aqui, pedaços de muitos eus e não-eus que se completam em sis consistentes, insistentes ... e nunca desistentes ...&lt;br /&gt;Ficarei .... fincarei ...&lt;br /&gt;Ficarei aqui e fincarei em mim todos os desejos desejáveis que desejei neste desjejum de poucos tus que significam ... que signos ficam ... que signos enfincam ....&lt;br /&gt;Ficarei ... ou não ...&lt;br /&gt;Porque ficar ou enfincar é uma escolha .... é uma escola .. é uma cola ... que desola porque respeita as coisas que não merecem respeito ... que não podem tornar a vida mais bela .... que tornam a vida mais velha ...&lt;br /&gt;É assim ...  escolhas ...&lt;br /&gt;Escolhemos viver ou não ... sofrer ou não .. amar ou não .... e vamos vivendo as nossas escolhas feitas em momentos de poucas possibilidades .... porque não somos capazes de nos adiantar as nossas experiências ... somos obrigados a respeitar as ciência que nos foi apresentada, que nos foi aposentada ... e vivemos nossa existência de insaberes ... de insabores ....&lt;br /&gt;... insalubres ...&lt;br /&gt;porque tudo é irreal se não se sente ... tudo é nada .. e o nada é tudo no nada .... e vamos vivendo nosso tudo que nada na vida que escolhemos para nós mesmos .... ou na vida que encolhemos para nós mesmos ... mas a nossa única vida ...&lt;br /&gt;que tem de ser vivida sem que outras vidas nela inferfiram ... sem que outras vidas nela inter-firam ....&lt;br /&gt;vamos caminhando no nosso caminho ... no nosso carinho .... e vamos .... conosco ... convosco ... com tosco ...&lt;br /&gt;porque, como sabemos ... caminhar é preciso ... e é preciso carinhar nos caminhos que caminhamos .... mesmo que os carinhos sejam carinhos em nós mesmos ... porque de tudo na vida uma coisa é certa: caminhamos conosco ... e os não-eus são passageiros ... e nós .... eternos ... e ternos,&lt;br /&gt;ao menos conosco mesmos .... e com nossas lágrimas secas ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-5870341137498788804?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/5870341137498788804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/01/tres-cervejas-duas-tacas-de-vinho-e-uma.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5870341137498788804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5870341137498788804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/01/tres-cervejas-duas-tacas-de-vinho-e-uma.html' title='Três cervejas, duas taças de vinho e uma lágrima seca depois ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-6213933227031383375</id><published>2009-01-31T21:22:00.000-03:00</published><updated>2009-01-31T21:23:15.287-03:00</updated><title type='text'>e a vida com ti, nua.</title><content type='html'>Natal, 31/01/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nua, desnuda de todas as vontades indesejáveis que assolam a alma dos desejosos indesejáveis .. e com ti nua, a vida, a ferida, a despedida ... Despedi-me de ti sem falar ... não era preciso .... muito havia em mim para fazer comigo que o contigo tornou-se insipiente ... e voltei para mim ... e me reconheci feliz na existência plena de uma pessoa serena: eu mesmo.&lt;br /&gt;Aqui não tem mais espaço para lacunas ... preencho-me comigo mesmo as lacunas que deixam em mim ... e vivo a existência plena de alguém que consegue viver consigo e não se divorciar ... porque não há tempo.&lt;br /&gt;Não há tempo para sofrer vazios ou interstícios ... não há tempo para brigas ou intrigas, apenas para entregas ... e entrego-me ao meu destino escolhido jamais tolhido ... porque estou para mim mesmo integral ... internal ... infernal ... invernal ....&lt;br /&gt;Estou em mim comigo e sigo meu castigo que intrigo e não brigo ...&lt;br /&gt;Fico a espreita de momentos de mim mesmo que sentem a necessidade de extravasar e verter vida na brisa quente que sopra o mar em meu rosto ... nas cavidades de minha alma ... e exala alegria nos sorrisos que dou ... nos sorrisos que vou ... nos sorrisos que estou ....&lt;br /&gt;E vou estando mais e mais ... para nunca des-estar ou desestabilizar ... porque vivo o que quis viver ... e fico feliz por isso.&lt;br /&gt;Há tempos não sei o que é sofrer sem compreender ... sofro e compreendo o porquê de meu sofrer .. por isso sofro pouco ... sofro parco ... resultado dos cabelos brancos que cobrem uma alma sonhadora ... uma alma que anseia e deseja ... e não desespera, porque espera sem comiserações ... sem pensar que as coisas acabam por si .... por que as coisas não acabam ... o que acaba é a nossa visão sobre elas ... a nossa impressão sobre elas, a nossa expressão sobre elas ...&lt;br /&gt;Hoje estou assim, dez orientado ... orientado para mim mesmo, sem tempo para palavras vazias, sem tempo para palavras azias ... sem tempo para o que não me encaminhe para mim mesmo ... estou em mim, a penas.&lt;br /&gt;Queria poder dividir com quaisquer não-eus este anseio de vida .. gostaria de poder ter aqui com quem partilhar este eu de interstícios negados, mas regados ....e porque regados crescentes nas entranhas estranhas de mim ... mas tenho a mim apenas.&lt;br /&gt;E isso basta ... e isso bosta.&lt;br /&gt;Na verdade, não espero que nada aconteça, não desespero acontecimentos, apenas vivo-os quando aparecem ... e desvivo-os quando desaparecem ... porque eu continuo .... preciso continuar ... já que não posso com ti nuar .... nuo-me comigo ... e vou seguindo os passos que me guiam nos caminhos escolhidos há tempos ... e sigo feliz .... ou não ...&lt;br /&gt;Apenas sigo ... vou caminhando e encontrando pessoas, encontrando pesos, encontrando presos ... seres presos em outros seres .... seres que tentam desprender-se e não conseguem ... e vão se matando pelos poros dos outros ...&lt;br /&gt;... e eu não ...&lt;br /&gt;Eu ... estou aqui, onde sempre quis estar ... e estou prestes a encontrar com outros pedaços de mim que abandonei no caminho que percorri ... estou prestes a encontrar com outros pedaços de ti que deixaste pelos caminhos que percorreu .... e me unirei aos pedaços de nós simbioticamente para retornar a mim .... não quero os pedaços ... quero o preenchimentos dos interstícios com os pedaços, com os percalços ....&lt;br /&gt;E me entornarei em mim .... preenchendo-me de mim e de pedaços de tantos não-eus caminhantes ... e caminharei eu cheio de pedaços incompletos de não-eus que me completam ... que me repletam ....&lt;br /&gt;... e serei o que sempre fui: eu, complexo, conexo, convexo .... e reconvexo.&lt;br /&gt;Porque com ti nuamos ... eu ... e a vida que vive em mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-6213933227031383375?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/6213933227031383375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/01/e-vida-com-ti-nua.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6213933227031383375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6213933227031383375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/01/e-vida-com-ti-nua.html' title='e a vida com ti, nua.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-9157499709712688360</id><published>2009-01-20T22:41:00.003-03:00</published><updated>2009-01-24T20:19:29.702-03:00</updated><title type='text'>Que sou eu sem tu? Eu, oras!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_zETgHRhX7yc/SXZ_OXaxN6I/AAAAAAAAAEQ/DFmUHnCMZCM/s1600-h/tatoo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Natal, 20/01/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A passos largos, largo no espaço os descompassos por que passo ... e vou ... vou para lugares em que estou comigo e sinto em mim o abrigo amigo de amigos que encontro por onde repasso ... e sigo com destino incógnito, mas sigo ... e jamais persigo.&lt;br /&gt;Sou como qualquer coisa que se sente só e vive alegre na solidão que lhe cabe, que lhe cobre ... e assim se descobre.&lt;br /&gt;Descobre que viver é ter interstícios, é sentir a vontade de continuar vivendo e poder realizar as vontades da vida que vive .... e sobrevive a todos e a tudo, porque viver é uma necessidade, uma ansiedade ... uma sobriedade,&lt;br /&gt;ou não,&lt;br /&gt;porque viver é também ter vontade de morrer, de fugir, de gritar, de se refugiar e si e se proteger de todo o bem que o mundo pode causar ...&lt;br /&gt;e de todo o mal que o bem trazido pode causar ... mas, mesmo assim, continuar a respirar o ar em brisas quentes entre palavras úmidas e toques quentes na pele eriçada ...&lt;br /&gt;Assim, vivo e revivo, a cada momento, os momentos nos quais parar era uma necessidade ... e continuar, uma obrigação.&lt;br /&gt;Em alguns momentos, parei. E pude perceber que parar é também estar a caminho, é estar à procura de mais, é poder olhar à volta e dar a volta no olhar para sentir-se completo, repleto ... e poder dizer: parei, porque quis. Quis e fiz, portanto, pare de querer parar as minhas paradas. Elas são parte do meu caminho rumo ao meu destino ... sigo, então, parando nas paragens paráveis ... e sigo seguindo nas estradas ao longo do caminho.&lt;br /&gt;Em outros, obriguei-me a continuar sem querer continuar ... mas continuei assim mesmo para poder sentir que seguir me levaria a outras paragens mais paráveis do que aquelas que deixava para trás ....&lt;br /&gt;... e lá estavam elas ... e lá estão elas ... e lá estarão elas. Paradas, a minha espera.&lt;br /&gt;Espero, então, caminhando, que as novas paragens se aproximem, que se ponham a minha frente e me façam parar de caminhar para poder olhar para o caminho e sentir o carinho de estar parado ... e seguindo .. e parado ... e seguindo ... mas sem jamais seguir parado. Porque a vida urge ... e o caminho é de pedra ... de pedras que me protegem da lama em que poderia me atolar.&lt;br /&gt;Não me atolo, me atrelo. Atrelo-me a meus valores e calores, a meus amores e dores, a meus odores e sabores ... e sigo sinestésico nos caminhos que escolho ... e não me encolho, porque não tenho tempo.&lt;br /&gt;Estou, então, aqui, a pensar que está na hora de querer mais e mais, de deixar de se contentar com fragmentos silenciosos de outros não-eus do caminho que hirto sigo, que hirto persigo ... e vou caminhando ereto por todos os eus que me habitam.&lt;br /&gt;Você se foi e eu me enchi de mim, tornei-me repleto de mim mesmo e, assim, estou, novamente eu para todos os não-você que surgirem. Tem muito mais de mim aqui para viver do que tivera outrora ...&lt;br /&gt;... estou, de novo, novo em mim. E sigo inovando os eus e todos os sentimentos que sinto existirem em mim ... sigo eu comigo, de mãos ao vento, soltas, libertas ... à espera de outras mãos que nelas peguem para seguirem todas juntas rumo ao destino incógnito, mas destino de mais de um, destino de eus e tus, não-eus, que sintonizam a vida na mesma estação, que pegam o mesmo trem e seguem trilhos paralelos ...&lt;br /&gt;... estou, de novo, esperança ...&lt;br /&gt;que bom! Estou me reconhecendo em mim ... estou me reconvencendo em mim ... e sorrio para mim mesmo.&lt;br /&gt;Afinal, é bom voltar para casa e perceber que ela não está vazia, porque sou inquilino de mim mesmo, de novo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-9157499709712688360?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/9157499709712688360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/01/que-sou-eu-sem-tu-eu-oras.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/9157499709712688360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/9157499709712688360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/01/que-sou-eu-sem-tu-eu-oras.html' title='Que sou eu sem tu? Eu, oras!'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-9046206825621606191</id><published>2009-01-10T07:15:00.002-03:00</published><updated>2009-01-10T07:18:11.840-03:00</updated><title type='text'>Chega de momentos ...</title><content type='html'>Natal, 10/01/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabe, você, o quanto te quero ... o quanto te espero ... o quanto te desespero ... não, não sabe ... ainda bem, porque só assim, sem saber, poderás decidir sua vida por ti, por suas próprias razões, por suas próprias emoções, por suas próprias noções ... por você apenas ... e por mim, a penas.&lt;br /&gt;Sai de casa à procura de tantos vocês que nem sei explicar ... sai de casa à caça de mais vocês que me fizessem mais eu em você: não encontrei, claro! E, no âmago de meu eu solitário, devo confessar que fiquei feliz por não encontrar nenhum você em ninguém que não você você , porque você não é ninguém, você é você e me faz eu em mim sem você, eu em mim na sua ausência de mim .. eu em mim mesmo sem você, que te deseja mais do que deseja a solidão ...&lt;br /&gt;É, você substitui na sua ausência presente a solidão que me acompanha há tempos, você substitui o vazio que me faz inteiro, e me faz completo de ausência de ti ... e de esperança de presença de ti ... e de desesperança de encontros com vocês que na são você, porque você não é plural, é singular de um desejo meu que não aflorava há algum tempo, que não me desesperava há algum tempo ... você, libra, é minha moeda que sobrepuja as cotações das bolsas, que sobrepuja as dores de ausências presentes e de presenças ausentes de eus sem ti em mim solitário ... e não mais solidário, porque a solidão esvaeceu a solidariedade para transformá-la em solitariedade ... e eu não gostei disso ....&lt;br /&gt;Lembrei-me de ti em muitos momentos que não deveria .... lembrei-me de ti em muitos momentos que não poderia ... e fiquei feliz por poder lembrar do que tive por alguns momentos finitos na realidade ... e infinitos na minha memória rasa de poucos agádês, todos ocupados pelos pedaços de ti que roubo para mim ... pedaços de ti que roubo para abastecer minha alma de esperança e desesperança ... pedaços de ti que ganho nos interstícios de seus compromissos firmados por alianças prateadas que invejo ...&lt;br /&gt;Que saudade ... que vontade de ter-te ao meu lado com seu sorriso rabbit, com sua pequena alegria, com sua pequena expressão de cumplicidade arrancada por várias palavras supostamente sábias adquiridas pelos intervalos de meus cabelos brancos que branqueiam minha existência nesta terra natalina que amo ... que escolhi ... e que me sustenta, a despeito de ti .. a despeito de mim .. a despeito de minha desesperança de ter-me contigo ou com outros tigos que possam igualar-me a mim contigo ... e realizar em meus poros a satisfaça de não questionar, de não esperar, de não desesperar ... numa tentativa sórdida de respeitar o outro como gostaria que respeitassem a mim mesmo ...&lt;br /&gt;Neste tempo em que você se apossou de mim, muitas oportunidades tive de poder te esquecer, de poder me enternecer de outros braços que me queriam tanto quanto quero os teus ... e tudo foi em vão ... e tudo foi em nãos ... e tudo foi em vãos de mim sem ti, de mim que desejava que todas as completudes que se me apresentassem fossem mais pedaços de ti que eu juntaria para formar-te inteiramente meu ....&lt;br /&gt;... em vão ...&lt;br /&gt;... em nãos ... que pena ...&lt;br /&gt;Percebo que o dia já nasceu, que o sol já grita lá fora a sua presença e reforça a ausência de você aqui, a ausência de você em mim... a abstinência de mim sem ti .... de mim solitário nesta manhã que me acorda sem que eu tenha sequer adormecido, nesta manhã que me diz que é tempo de tentar te esquecer .. que é tempo de deixar as portas entreabertas para todos os outros lacanianos que me tornam eu completo, que me fazem compreender que esperar-te é desesperar-me ... e que me lembram das alegrias e vicissitudes de poder sentir-me completo pelo desejo do outro ... e incompleto por outro desejo. Pura contradição, pura contra adição ... pura subtração de mim mesmo .... pura vontade de aditar a sua ausência com presença eterna momentânea ...&lt;br /&gt;Libra, venha para o prato ao lado e me deixe ser equi libra, me deixe ser intercalações de eu mesmo em mim ... ou vá embora e me deixe recuperar-me balança, que balança ao sabor do vento e espera nada ...&lt;br /&gt;Porque esperar por ti, é desesperar por mim ... é sentir-me incompleto ... é sentir-me incerto ... é sentir-me intervalos de lembranças e esperanças desesperadas de muitos eus-corações que batem, mudos, no mundo ...&lt;br /&gt;... e gritam o desejo de falar palavras líquidas em beijos umedecidos pela certeza da ausência iminente .... e gritam o desespero de não te querer longe .... de não me querer longe ... de não poder sequer olhar pela fresta da porta entreaberta para todos os outros não tus que se apresentam ... mas permitem-me sonhar que não tus serão capazes de roubar-lhe a chave de minha porta, enfiá-la na fechadura, abri-la e dizer: ei, eu trouxe a chave e, a partir de agora, seus ombros não mais suportam o mundo .... seus ombros, ao meu lado, doravante, se portam no mundo ... e nós nos descomportaremos neste mundo ... porque somos um do outro ...&lt;br /&gt;Neste dia, que espero não estar longe, poderei dizer que fui feliz e sabia ... que sou feliz e sei ... e que sei que serei feliz ... e levarei na minha memória a recordação de meu desejo de ti ... e não mais te desesperarei, porque já terei a minha espera, a espera de um eu completo que se completa em não tu ... e recorda-se do momento em que perguntara-lhe: “Tu, trouxeste a chave?”&lt;br /&gt;... e não obteve resposta ....&lt;br /&gt;e se obrigou a ter a chave reposta ...&lt;br /&gt;... e se limitou a te respeitar desespeitando-me .... e se cansou ...&lt;br /&gt;...e se casou ... e se castrou ...&lt;br /&gt;... e teve como companhia a solidão inseparável ... a solidão insuportável ... sem jamais ter escarrado nas bocas que beija .... simplesmente por entender que, embora o beijo seja a véspera do escarro ... não há escarro que apague o beijo dado na véspera ... o beijo dado na espera de uma eternidade.&lt;br /&gt;Lembre-se, criança, de que toda a minha desesperança reside na necessidade de esperar que você se desespere e corra para meus braços ... para meus passos .... para meus laços ...&lt;br /&gt;... e se entrelace em mim para que possamos, juntos, caminhar a passos largos, de braços dados, rumo aos nossos corações inquilinos um do outro ... e jamais inquiridos um pelo outro ... porque desesperamos ... e aceitamos a parte do todo que nos cabe ... porque aceitamos o outro com suas idiossincrasias sem hipocrisias ... porque entendemos que o tempo, senhor da razão, sabe passar ... e nós também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-9046206825621606191?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/9046206825621606191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/01/chega-de-momentos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/9046206825621606191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/9046206825621606191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/01/chega-de-momentos.html' title='Chega de momentos ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-4484735725983265365</id><published>2009-01-08T16:22:00.001-03:00</published><updated>2009-01-08T16:27:47.314-03:00</updated><title type='text'>De momentos, movimentos ... que o vento leva ... e traz.</title><content type='html'>Natal, 08/01/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos assim, de momentos e movimentos, de esperanças e desesperanças, de crenças e descrenças ... e de nós, aos pedaços.&lt;br /&gt;Pedaços de eus e tus que se desnudam no sabor da alegria, na acidez da partida e da insensatez das razões do coração, meu coração ... que espera, dormindo espera ... e se desespera de quando em quando ... ao saber que aos poucos vai-se perdendo o que se pretende ao lado, o que se deseja intensamente e que se sente ausente, mas presente na alma. E a alma é efêmera, intangível ... sou, também, intangível, ininteligível ... não me importo.&lt;br /&gt;Cansei de querer me entender e de querer saber todas as coisas, só quero as coisas, saber sobre elas não me basta, não me resolve, tê-las, sim. Tê-las-ei, então, aos pedaços, aos percalços e serei feliz com a parte que me cabe, com o porte que me cabe, com a morte que não me cabe, porque não morro ... corro ... corro de ti e para ti, corro para entender o que não quero entender, por isso corro para desentender ... e me sentir tender em você, tenro em você .. terno em você ... e ver seu sorriso roubado nas cócegas que lhe faço, e ver sua alegria e introspecção ... sua presença e sua ausência ...&lt;br /&gt;Presença que me completa, ausência que me torna incompleto em ti, mas completo em mim mesmo ... completo-me com sua presença e ausência ... alimento-me de uma desesperança dada pelo coração que não é partido, não é dilacerado ... é apenas coração, com quelomas que registram os momentos em que sangrou e se curou ... quelomas formados pelas emoções da alma que rompem o corpo pelo coração ... dilatando-o e tornando-o ainda maior em emoções tão intangíveis quanto a alma que expele prazer pela pele que toca seu peito ... pelas mãos que acariciam sua barriga, pelos lábios que beijam suas nádegas desnudas em momentos de descontração ... e pelos seus lábios que tocam os meus enquanto as línguas conversam silenciosamente prazer eterno de minutos finitos ... que se findam .... infelizmente.&lt;br /&gt;Rever-te é estar um pouco mais vivo, um pouco mais frágil, um pouco mais ágil ... frágil em perceber minha alegria em ter-te por perto ... ágil por saber que ter-te por perto é algo incerto ... mas certo é deixar-te perto ... sim ... isso é certo, e vou acertando as presenças sem pensar nas ausências ... deixo-as para seu próprio momento, deixo-as ausente do meu presente porque não as quero maculando o que me revive ... não quero antecipar o que não se deve antecipar ... Quero apenas ... e vivo a penas ... penas que junto e faço uma asa .. e outra asa ... e sou Ícaro que sobe aos céus para descobrir-se derretendo ao calor do sol ... e cai ....&lt;br /&gt;Mas eu não caio na terra, caio no mar e sou abraçado por Odoiá que me transporta em sua placenta de água salgada para a beira da praia, onde aproveito o sol que me derrubou e agradeço pela alegria de ter estado voando ... e acaloro-me de lembranças quentes, tórridas ... e vivo a alegria de saber que amar é um verbo intransitivo.&lt;br /&gt;E transito na sua intransitividade, sinto-o verborrágico e sem regência ... e rejo-me eu mesmo de intransitividades minhas ... de insensatezes incomensuráveis de eu mesmo em mim querendo dizer que estou ti e eu ... estamos ... eu e eu-em-ti ... ou ti em mim, sei lá ...&lt;br /&gt;Só sei que, ao transitar pelo seu corpo, ao sentir-me em seus braços ... estou eu mesmo: sozinho, mas contigo ausente ao meu lado ... e isso basta ... por ora ...&lt;br /&gt;E quanto a você? Não sei ao certo ... talvez um dia saberemos, ambos, o sabor que temos um para o outro ... ou não ...&lt;br /&gt;Um dia, você volta.&lt;br /&gt;Um dia, eu volto ...&lt;br /&gt;e seremos intransitivos ... mas ambos objetos diretos de ambos ... e o vento guiará nossos movimentos em todos os momentos...&lt;br /&gt;Até que alguém diga: chega, um momento ... daí entenderemos que somos nós mesmos os predicativos de nosso sujeito, que, como um rio, corre água doce para dar no mar salgado ... no nível do mar ... no nível do ar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-4484735725983265365?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/4484735725983265365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/01/de-momentos-movimentos-que-o-vento-leva.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/4484735725983265365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/4484735725983265365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2009/01/de-momentos-movimentos-que-o-vento-leva.html' title='De momentos, movimentos ... que o vento leva ... e traz.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-2792017758289551068</id><published>2008-12-28T07:21:00.005-03:00</published><updated>2009-01-09T02:25:05.276-03:00</updated><title type='text'>Odeio admitir ... e admito que odeio</title><content type='html'>Natal, 28/12/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que eu odeio ... não sei ... mas sei. Odeio admitir que sou uma criança indefesa crescida, que quer colo, que sente saudade e que quer estar nos seus braços para se sentir viva ... para se sentir vida .... para se sentir vento que sopra sorrisos na boca que cala a dor no silêncio de um beijo molhado e que se umedece na alma que acalenta o corpo ....&lt;br /&gt;Odeio ter de admitir que sinto saudades de você ... que espero seu telefonema, que espero aqui, um tanto quanto calado, pela sua voz ao telefone ... pela sua chamada para soprar vida nesta lama que sente nada ... ou sente tudo e tem de fingir que sente nada porque se precisa forte ...&lt;br /&gt;e não é ...&lt;br /&gt;Escuto canções que gravei para outros tantos outros não eus ... escuto vozes que dizem para mim que estou forte, que sou forte .... e sinto nada ... e sinto tudo ... e o tudo que sinto é a saudade do seu sorriso ao meu lado ... no travesseiro verde de esperança de uma vida que não vai existir ... de uma presença que não se cansa de estar ausente ... e me pego a lhe escrever coisas que eu gostaria de ler escritas por ti ... mas que nunca serão escritas ... e que, talvez, serão sentidas, mas eu nunca saberei ....&lt;br /&gt;e viv erei nos interstícios das reticências julianas, das palavras julianas, e das julianas ininteligíveis que gritam palavras reticentes ... e tornam-se reticências,  espaços da não palavra ... espaços de nós outros todos, cansados de tantos sexos sem nexos ... tantos outros não eus e não tus que significam nada no universo da emoção .... de tantos não tus que dão prazeres e que não são prazeres ....&lt;br /&gt;Antes, quando estava pensando no&lt;br /&gt;Nada, que é tudo, mas que&lt;br /&gt;Como tudo o que é nada, e tudo&lt;br /&gt;Hoje, significa um tudo no nada&lt;br /&gt;Ingosnoscível e&lt;br /&gt;Estático,&lt;br /&gt;Tácito, e latente ... e que me faz&lt;br /&gt;Ansiar ... desejar ... querer, desquerer, sofrer ... sei lá ....&lt;br /&gt;... mas estou aqui ... para você .. que não me quer ou quer e não me pode .... não importa ... o importa? Eu tenho de fingir que não me importo ... mas me importo.&lt;br /&gt;Foda-se .... eu sou ainda assim eu mesmo ... solitário ... solidário ....&lt;br /&gt;Estou para ti ... sou para ti ... e vou me mudar de lógicas ilógicas.... e se não conseguir ser selvagem, serei árvores entre esquecimentos ... esquecimentos de ti e de mim... esquecimentos de uma vida que queria ao teu lado ... de uma vida que queria partilhada .. e que tenho de tê-la parte ilhada .... ilhada em mim mesmo ...&lt;br /&gt;é isso ...&lt;br /&gt;sou fragmentos de um ser que sempre quis, quem sempre sonhou querer e poder e só pode querer ... e não pode ....&lt;br /&gt;Mas poda .... poda a sua própria querência para poder respirar .... Estou aqui .... pedaços de um eu-coração que já não sente nada: nem medo, nem calor, nem dor ... mas sente-se querendo ...&lt;br /&gt;Quero que você possa  … e se aposse de mim .... se, agora, você .... que não pode me ter .... que não quer me ter .... que não sei lá o que .... que possa se apossar de sua posse ao sabewr que és&lt;br /&gt;a pessoa com quem me sinto completo ... nos braços, nos abraços, nos laços .... laços que eu mesmo inventei ... laços que eu mesmo criei e que acredito existir .... foda-se ...&lt;br /&gt;Foda-me ... fodam-se ... estou vivo ... e vou vier com ou sem ti ... porque a vida me ensinou que ela continua .... sem que ninguém me entenda ...&lt;br /&gt;Estarei aqui para ti por algum tempo .... mas não estarei todo o tempo ... porque o tempo, mesmo que não saiba passar, suplanta-se, esvai-se .. e eu ... que depois de ter você não me importo que horas são .. se é noite ou faz verão ... ainda vivo ...&lt;br /&gt;E vou viver com ou sem você ....&lt;br /&gt;Sabe, .... tem coisas que o tempo não apaga .... mas a vida apaga .... e eu vivo a vida ... e apago tudo que não faz parte da minha vida ...&lt;br /&gt;Lembre-se de que, se eu não posso ser estrela de Belém ... vaquinha de presépio é um papel que não me cabe ... um papel que não sei interpretar ... e que não quero aprender ...&lt;br /&gt;E não vou ... porque não tenho tempo .... e não quero ter .... e não terei por não querer ...&lt;br /&gt;Querer você é bom .... esperar por você, não ....&lt;br /&gt;E ... entre o querer e o ser bom .... sou obrigado a querer o ser bom ... e o ser bom é poder dizer: te quero, mas não tenho o seu tempo.&lt;br /&gt;E decido: vivo.&lt;br /&gt;Com ou sem você .... porque estou só ... e serei só até que alguém não-você me dê a alegria de estar comigo ... sem outros ... sem anéis que me retesam o prazer ... sem sorrisos largos e silêncios mórbidos ....&lt;br /&gt;Não quero silêncios ... quero gritos de amor e de paixão ... e se você não os pode dar-me .... dar-me-ei gritos de silêncio no coração deste eu-coração que bate no mundo ... que bate mudo ... e que grita o silêncio da dor ...&lt;br /&gt;... e do prazer ... mesmo que seja apenas um prazer carnal ....&lt;br /&gt;Não importa.&lt;br /&gt;Viverei ... a despeito de você ... e sem respeito a você .... porque o respeito a mim inexiste ... ou existe e não se torna real ... foda-se .... viverei ... simples assim ...&lt;br /&gt;.... porque o presépio não existe ... porque as vaquinhas são ignoradas ...&lt;br /&gt;.... ao passo que as estrelas brilham ....&lt;br /&gt;... e eu quero brilhar o meu brilho ... talvez por isso me ilho em todos os outros eu-corações que batem, mudos, no mundo ....&lt;br /&gt;... mantenho-me aqui ... para você ... se você quiser ver o meu brilho ... e ignorar meu olhar lânguido ... que apago agora ...&lt;br /&gt;Contigo ou apenas comigo ... vivo ... e espero brilhar .... e espero refratar o brilho ...&lt;br /&gt;e espero poder dizer, sem dor, que não me contento com pedaços. Não tenho tempo de juntar todos os pedaços que tenho de ti para ter-te por completo ... porque não tenho tempo ...&lt;br /&gt;... tenho ânsia de vida ...&lt;br /&gt;e viverei ... independentemente de qualquer coisa ... porque as coisas são independentes ... porque eu sou independente ... e, dependendo do ponto de vista, vivo ... dependente.&lt;br /&gt;Adoro você ... mas não vivo por ti ... vivo por mim ... e eu não tenho muito tempo para esperar .... ... Vou continuar a bater, mudo, no mundo ...&lt;br /&gt;E gritarei a dor de sentir-me vivo ... e de ter de conviver comigo, apenas ... a penas ..&lt;br /&gt;Mas vou vivendo, de qualquer maneira .... porque a vida me ensinou, com todas as coisas que me levou, que eu vivo ... e vivo a viver a vida viva ...&lt;br /&gt;Viva a vida! ...&lt;br /&gt;Vivo vivo na vida, com a vida .... vívida ... &lt;br /&gt;ávido de mais e mais vida ...&lt;br /&gt;respiro ... olho a cidade e me digo: vivamos!&lt;br /&gt;(se você quiser, isto pode ser plural ... mas eu serei plural de mim mesmo ...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-2792017758289551068?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/2792017758289551068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/12/odeio-admitir-e-admito-que-odeio.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/2792017758289551068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/2792017758289551068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/12/odeio-admitir-e-admito-que-odeio.html' title='Odeio admitir ... e admito que odeio'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-4157987221068277488</id><published>2008-12-21T06:28:00.002-03:00</published><updated>2009-01-09T02:34:10.226-03:00</updated><title type='text'>Socorro ... já não tô sentindo nada ...</title><content type='html'>Natal, 21/12/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ... não estou sentindo nada. Nem vontade de chorar, nem de rir, nem calor, nem fogo ... estou sentindo a sua ausência mórbida no silêncio de palavras não ditas ... ou ditas e inaudíveis ... não importa ... ou importa e eu não vou admitir que importa, portanto, não importa&lt;br /&gt;Nem posso dizer que estou cansado, nem que estou triste, nem que estou esperançoso ... não estou ... porque escolhi não estar para estar sem querer estar.&lt;br /&gt;Penso em você, confesso ... e imediatamente me auto perdôo com alguns padres nossos e algumas aves marias que não rezo porque acho tudo isso banal ...&lt;br /&gt;Só sei que não é banal olhar para você em suas três posições em meu celular ... sim ... você vive no meu celular, está lá e eu posso te ver sempre que quiser .... sempre que me lembro de ter vontade de ter você ... sempre que acabo mais um encontro sem sentido e cheio de desejo da carne e sem esperança da alma ... é assim ... continuo a viver sem ti ... continuo a esperar que você me diga que está a minha espera que espera que eu te espere ... e espero, eu, assim, solo ... e no solo, porque não me dou mais ao luxo de voar pelos ares e pensar que tudo poderá ser bom como já foi outrora, não contigo, mas muitos outros seres que estiveram para mim e comigo nos momentos em que eu só queria estar outro em mim ...&lt;br /&gt;Te quero ... isso é certo ... mas também é certo que sei conviver com meus quereres impossíveis, impossílvios ... e nem ligo .... ou ligo e finjo que não ligo .... não importa.&lt;br /&gt;O que importa realmente é saber que você vive aqui ... no celular e no coração, na mente e nos entrementes ...&lt;br /&gt;Beijo pescoços e lembro-me de ti ... e não os quero beijar mais porque não são os seus ... mas como não estou no seu rol de eus possíveis ... vou vivendo todos os eus prossílvio que podem aparecer nesta Natal a espera de Ano Novo ... A espera de tudo novo .. de renovações e de outros eus-você que possam fazer-me sentir parte do que sinto quando resido em seus braços, em suas barrigas, em suas pernas macias e tenras que adoro beijar com carinho de amor sem cobranças ...&lt;br /&gt;Sem cobranças porque estou preso à necessidade de não invadir os outros que aparecem ... mas cheio de vontade de cobranças que podem destruir o inexistente ... então, não cobro, ao menos não externalizo a cobrança que me assola ... que me a solo ... assim sigo, solo no mundo ...&lt;br /&gt;E tenho saudades de ti, e tenho vontades de ti .. e tenho ti em vontades indescritíveis e inexplicáveis para todos os outros que não são eu nem tu... porque não raciocino, vivo apenas ...&lt;br /&gt;Vivo a penas ...&lt;br /&gt;E espero por você ou qualquer você que me faça sentir o que sinto ao seu lado ...&lt;br /&gt;Assim, pensando&lt;br /&gt;Nada pode mudar as&lt;br /&gt;Coisas que,&lt;br /&gt;Hoje, sinto por ti e, por&lt;br /&gt;Isso, fico a&lt;br /&gt;Esperar que as coisas todas que quero se&lt;br /&gt;Tornem vivas, reais,&lt;br /&gt;Atuais ....&lt;br /&gt;... e nem ligo pela sua ausência física ... porque minha alma ainda sente o cheiro do seu silêncio e o calor de seus beijos doces e tenros ... amenos ...&lt;br /&gt;Estou aqui ... até que outra coisa mais interessante do que sentir nada e tudo ao mesmo tempo, sem ter nada nem tudo, apareça ... e me faça sentir vontade de ter só o que tenho .... e, então .. será você mais uma página virada, menos um cabelo no meu paletó ... uma saudade a menos (ou amena) na vida de esperar apenas o que pode se tornar realidade .. a vida que escolhi para mim ...&lt;br /&gt;que, até este momento, quero dividir contigo ... ou não ...&lt;br /&gt;porque tem tantos sentimentos na vida ... e a ausência não é um dos mais interessantes .... em algum momento haverá outro sentimento que suplantará esta vontade de você ... e, quando você acordar, se for tarde demais ... não se desespere ... não estarei mais aqui .... e isto será o que lhe dará forças para buscar, dentre os tantos sentimentos, algum que lhe sirva .... e eu ... estarei servido de sentimentos que se sente ... e se deseja que não se acabem ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-4157987221068277488?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/4157987221068277488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/12/socorro-j-no-t-sentindo-nada.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/4157987221068277488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/4157987221068277488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/12/socorro-j-no-t-sentindo-nada.html' title='Socorro ... já não tô sentindo nada ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-4667921153089245721</id><published>2008-12-15T21:15:00.002-03:00</published><updated>2008-12-16T00:08:37.852-03:00</updated><title type='text'>Vou calar minha lembrança com o silêncio de sua não-voz</title><content type='html'>Natal, 15/12/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho-me ao lembrar de ti e querer ficar a lembrar dos momentos em que te conheci e me reconheci. Calar-me-ei para poder continuar a viver a vida de alma solitária e corpos visitados que me resta.&lt;br /&gt;Sinto-me calmo, é certo, mas me sobressalto nas lembranças de um futuro que não existe e que defino como saudade ... saudade do que não será. Saudade do que anseio e espero, dormindo espero ... e ainda assim, não me desespero.&lt;br /&gt;Sinto-me acalentado pela vontade de ter você, de estar você ... e não estou, como sempre.&lt;br /&gt;Marcas de dores indolores me consomem o coração dominado pelo cérebro que conquistei em batalhas mil ... todas vencidas nesta vida de desesperança ... e revitalização da esperança de não esperar ... de não desesperar. E não desespero, porque espero a vida me trazer as alegrias que sei possuir, as felicidades instantâneas em corpos outros tantos quantos posso encontrar e desencontrar, encontrar e desencontrar e desencontrar sem encontrar o que busco na verdade.&lt;br /&gt;E sigo a buscar encontros e desencontros ... até que o eu-coração se perceba feliz, nos braços e abraços quentes regados a saliva morna de bocas enternecidas pelo sabor de beijos úmidos e furtivos, úmidos e fugidios ... úmidos e vadios.&lt;br /&gt;E assim sinto a vida a viver em mim. Em tardes de praia regadas a cerveja, em tardes de casa regadas a beijos mornos e ternos sem qualquer esperança de serem eternos ... em noites de encontros esquizofrênicos de prazeres carnais naturais ... e banais.&lt;br /&gt;Mas na banalidade desses encontros e desencontros esqueço de me lembrar de ti ... apago-te de minhas entranhas para receber prazeres estranhos, mas ainda assim prazeres. E deles retiro minhas forças para reencontrar minha vontade de esperar o que sei estar, de certa forma, ainda em suas mãos, ainda em sua boca, ainda em seu cheiro que me alimenta a alma a cada abraço ...&lt;br /&gt;Abraço, então, esse sentimento que sei morar em mim, mas que vive em outonos e invernos ... e, poucas vezes, encontra o sol do verão e a beleza da primavera. Sou estações de mim em outros poucos outros ... domino as estações primeiras, as estações que embrutecem a vida primaveril e recobrem de nuvens o sol do verão ... não tenho, ainda, as forças da ventania que trazem alguns seres que passam por mim ... que passam em mim, ainda ...&lt;br /&gt;... e não quero tê-las ... quero é saber que mantenho-me vivo em dupla estação e revigoro-me nas duplas estações trazidas por ventos natalenses que ora sussurram palavras líquidas, ora silenciam a racionalidade em mim intrínseca para fazê-la gemer de irracionais sentimentos que não controlo, que não consolo ... mas que vivo intensamente até que a vida deles me separe e me faça refletir sobre o prazer de sentir, de querer manter-me sentindo ... e não poder.&lt;br /&gt;E não ligo ... ou ligo e finjo que não ligo para poder subsistir a todas as coisas que não posso viver com quem quero ... e não quero viver com quem posso ... nesse eterno emaranhado de desencontros de sentimentos que é a vida ... que cala as lembranças no silêncio oferecido pelos tus da vida ...&lt;br /&gt;... e vivo.&lt;br /&gt;Vivo porque não tenho tempo de esperar, não tenho tempo de desesperar, não tenho tempo de querer tentar ... tento, mesmo sem querer ... e quero, mesmo sem tentar ... porque aprendi que a vida urge, que a vida muge, que a vida, mesmo que aparentemente dura, não me endurece ... me amadurece ... me torna terno e sereno e calmo ... e assim&lt;br /&gt;sigo tranqüilo o caminho de areia que conquistei ... olho o mar ... sinto a maresia ... piso na areia quente e sinto o mar beijar meus pés ... acalentando-os e fazendo-os sais naturais arenosos que sustentam meu ser esperado .... assim entendo que, de tudo o que eu sempre quis, quis ter a mim mesmo ... há tempos encontrei-me inteiro, encontrei-me feliz comigo, encontrei eu eu-coração que bate mudo no mundo, mas não se cala, não se escala ... e não se descola de nada ... se imiscui em si mesmo e sente-se feliz, em noites de gala ... eu e meu eu-coração, ambos vivendo a vida que procuraram para si ... e encontraram num eu completo, num eu que vive .... e assim,&lt;br /&gt;vou me tendo pela vida afora ....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-4667921153089245721?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/4667921153089245721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/12/vou-calar-minha-lembrana-com-o-silncio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/4667921153089245721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/4667921153089245721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/12/vou-calar-minha-lembrana-com-o-silncio.html' title='Vou calar minha lembrança com o silêncio de sua não-voz'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-5301899333729051925</id><published>2008-12-10T22:03:00.001-03:00</published><updated>2008-12-15T21:40:02.005-03:00</updated><title type='text'>E orna-me a fronte esquecida, verde, uma grinalda de ira!</title><content type='html'>Natal, 10/12/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há reconhecimento que dorme ao lado no travesseiro verde, como a grinalda de ira que assola a fronte esquecida deste eu-coração que tenta bater no mudo, mas torna-se mudo a cada falácia de sua tentativa insana de reconhecer-se no outro ...&lt;br /&gt;Agora, separam 300 km e 1 ano e 4 meses o eu-coração de sua cara metade que o conforta com beijos calorosos ... não tem mais beijos, tem outro outro a invadir e trazer consigo uma história de 1 ano e 4 meses ... sim ... a história de um outro que invade a identidade encontrada e triparte a esperança de ter esperança na vida de encontros com outros outros confortantes ... To Só! Assim, com letra maiúscula para intensificar a Solidão de estar, novamente, mudo, em silêncio.&lt;br /&gt;Recosto-me nos travesseiros outrora vestidos de laranja e que, agora, travestem-se de verde sem esperança alguma ... não há mais Eco para chegar e trazer consigo a alegria de um nós adorável ... há nós, apenas. Nós que desato e ato insistentemente ... desatarei-os, agora e buscarei outros eus em outros outros nesta Natal ...&lt;br /&gt;... e sigo sozinho co minha grinalda de ira! Ou não ...&lt;br /&gt;Talvez não ... entendo os outros como são e respeito-os para que este eu-coração, que sou eu mesmo (por isso tanta confusão com o sujeito do discurso, ora eu, primeira pessoa, ora eu-coração, terceira pessoa; mas ambos pessoas), possa re-sentir todas as coisas sem se ressentir de nada ...&lt;br /&gt;Experimento tudo ... e deixo-me alegre enquanto posso, e sinto a brisa bater na porta da frente, empurrando-a com sua força quente, e espero, dormindo espero ...&lt;br /&gt;Não, não espero dormindo .... vou dormindo com todos os outros tu-corações que aparecem na minha frente, ou ao meu lado, ao em qualquer ângulo que meus sensores possam captar ... E acordo triste e feliz, triste por ter de acordar ... e feliz por ter dormido e sentido, mesmo que por razões carnais, as emoções de outros tu-corações a vagar em minha vida vivida sem se atrelar a outras vidas ...&lt;br /&gt;Mas isto é, ainda, um por enquanto ... um por enquanto que espera um para sempre, um por enquanto que se vê iluminado de carícias sentidas para sempre nos intervalos de horas termináveis ... de horas terminais ...&lt;br /&gt;E, ainda assim, espero ... retiroa grinalda de ira, verde, e espero a esperança verde amadurecer e tornar-se fogo laranja no âmago de mim mesmo. E com esta esperança, ainda adolescente no trato do amadurecimento, recrudesço, por instantes, a noção de que sei esperar e de que não tenho pressa ... e de que a vida, por si, é uma peça ... peça cheia de atores e atrizes, de diretores, de camareiras, de platéia ... e eu, ator de mim mesmo nos palcos da vida que tracei para mim, que dirijo e da qual sou minha platéia, sorrio e aplaudo cada ato ... aplaudo cada vez que me ato ... aplaudo cada vez que me desato ...&lt;br /&gt;E vou seguindo, sem lenço e sem documento, à procura de uma grinalda, verde, de hera, para trocar pela minha, verde, de ira ... e me desiro. Sim, desiro, assim, minúsculo para se adequar à sintaxe e à ortografia da vida ...&lt;br /&gt;Pronto, desatei os nós ... e voltei a sorrir para a minha companheira solidão que está sempre à espreita, que estava esbravecida ontem e que, tenho certeza, me acalentará mais à noite ali, ao meu lado, recostada nos travesseiros travestidos de verde que me esperam no quarto de dormir ... e só dormir, por enquanto ...&lt;br /&gt;Creio que ouço, ao longe, um barulhinho, algo ainda inaudível aos outros ouvidos todos que não estes meus, e deste eu-coração que já acaricia o mudo ... e tomo consicência de que toda mudez será castigada ... e esboço um sussurro ... um breve e lânguido exercício das cordas vocais, das cordas vogais ... sim ... não são mais sons surdos consoantes ... estou a emitir e a ouvir grunhidos do eu-coração ... e, ao longe ... ainda insipiente, um Eco ...&lt;br /&gt;Abandono a grinalda de ira ... apanho um boné verde ... dirijo-me ao mar ... olho, observo ... visto-o para cobrir a fronte esquecida ... e me lembro de que, na vida, a sombra do meu chapéu recobre minha fronte esquecida por todos os outros não-eus. Fronte inesquecível para mim mesmo .... porque a protejo ... e só a mostro para outros não-eus especiais, que podem regar abandonar a hera que a reveste e transformá-la em ira ... ira que eu domo ... e recubro com nova muda de hera ... a espera de alguém que não a abandone, mas a regue ... e deixe a água de sua boca invadir suas raízes, sem ir embora, até que o seu verde natural, cultivado por mim, sorria labaredas alaranjadas de travesseiros que confortam ... enquanto linguas conversam palavras úmidas ...&lt;br /&gt;nos travesseiros lado a lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-5301899333729051925?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/5301899333729051925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/12/e-orna-lhe-fronte-esquecida-verde-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5301899333729051925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5301899333729051925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/12/e-orna-lhe-fronte-esquecida-verde-uma.html' title='E orna-me a fronte esquecida, verde, uma grinalda de ira!'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-6046208772808444234</id><published>2008-12-09T01:13:00.002-03:00</published><updated>2009-01-09T02:43:28.070-03:00</updated><title type='text'>De ontem, de hoje ... e de amanhãs ...</title><content type='html'>Natal, 09/12/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordar e sentir o seu cheiro, estirar o braço e alcançar seu corpo quente e perceber que você existe e está aqui é como redescobrir minha adolescência perdida nos espaços de meus cabelos brancos.&lt;br /&gt;Olho para seu rosto que dorme tranqüilo no travesseiro ao lado e redescubro o prazer de viver alado ... imediatamente penso que estou feliz e que este momento deve ser constante. E constato que a felicidade existe nos espaços dos segundos em que olho para o nós e sinto-me completo de tudo o que sempre quis: não querer nada além do que tenho, como tenho. Ou penso que tenho, não importa.&lt;br /&gt;De início, não quis te ver ... não quis correr até você para poder encontrar o que sempre quis encontrar: medava. Tinha medo de que tudo o que teria pela frente fosse mais um ser a minha frente, um ser que não me dizia nada ao dizer tudo o que eu não queria ouvir.&lt;br /&gt;Não foi assim quando parei de medar.&lt;br /&gt;Realmente, você dizia nada. Mas seu silêncio enchia todo o meu ser de você ... e me fazia feliz em poder silenciar minhas palavras ásperas com beijos controlados pelas línguas que conversavam palavras silenciosas ininteligíveis enquanto as mãos conversavam com todo o resto dos corpos que se descobriam em duplas libras ... libriávamos.&lt;br /&gt;Na mesma noite que parei de medar, parei em frente a sua casa para dizer um tchau que se estendeu por horas felizmente intermináveis de muitos gritos de nossos corpos que se descobriam mutuamente, enquanto o mundo era deixado do lado de fora dos vidros embaçados de um carro desligado ... redescobri-me mais do que descobri você. Reconhecia-me mais naqueles toques do que com milhões de palavras ... expliquei-me em você e me senti ainda mais feliz quando você preferiu não abandonar a noite de descobertas no silêncio do carro estacionado e decidiu continuar as descobertas no travesseiro ao lado.&lt;br /&gt;E também redescobri que adoro ter ao lado um ser que faz-me sentir medo por instantes. Medo de me sentir amando, medo de me sentir querendo, medo de me sentir adolescente de cabelos brancos. E passa ... passa o medo ... e fica você ... e eu ... e nós.&lt;br /&gt;Ficamos, então todo o tempo que a vida permitiu ... senti contigo o desejo de desejar mais e mais ... e me entreguei, de novo.&lt;br /&gt;Foram dias em que estive comigo e contigo, num nós meu adorável. Num eu-coração que sorri no mundo ... que sorri mudo ... e que vive a alegria de sentir o sangue correndo nas entranhas da alma .... de respirar o ar e sentir que não precisa de asas para voar, não precisa de água para flutuar ... precisa apenas de ti ... ou de si mesmo pensando que está em ti, que esta contigo ... não importa, de novo.&lt;br /&gt;O que importa é que a vida prova a cada vez que encontra alguém que diz tudo sem dizer nada que viver é poder sentir as emoções aqui dentro, aqui, no eu-coração que pensa um mundo livre, mas que abdica de qualquer liberdade para ser livre em si mesmo ... e tem o poder de sentir-se feliz ....&lt;br /&gt;Desta vez não houve silêncio de minha parte... disse-lhe tudo o que sentia ... e sentia tudo o que lhe dizia ....&lt;br /&gt;Você se foi, claro.&lt;br /&gt;Mas deixou aqui, de novo, com palavras eloqüentes ditas pelo seu silêncio, a certeza de que este eu-coração que bate no mundo mudo grita ...&lt;br /&gt;E vai continuar a gritar até que ouça, ao longe, um eco ... que vai se aproximar mais e mais ... e repousará no travesseiro ao lado ... e não vai mais para Mossoró ... vai estar aqui ... ecoando na minha vida e tornando este eu-coração mudo para todas as outras bocas que se aproximarem ...&lt;br /&gt;Venha Eco ... estou me cansando de Narcizo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-6046208772808444234?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/6046208772808444234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/12/de-ontem-de-hoje-e-de-amanhs.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6046208772808444234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6046208772808444234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/12/de-ontem-de-hoje-e-de-amanhs.html' title='De ontem, de hoje ... e de amanhãs ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-239772958501160105</id><published>2008-11-29T04:01:00.001-03:00</published><updated>2008-11-29T04:08:18.560-03:00</updated><title type='text'>Que queres eu de mim? Tu? Não, eu! Sem tu ...</title><content type='html'>Natal, 29/11/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que não sei mais o que quero para este eu-coração que não mais bate no mundo. Bate no mudo. Porque descobre que o silêncio de seus quereres é uma usurpação de suas vontades plenas de desejos inexistentes no agora.&lt;br /&gt;E agora?&lt;br /&gt;Há momentos em que a vida pede arrego. Em que os desejos cessam para dar lugar ao não-desejo, ao não-anseio, ao não-não-sei-o-quê ... e penso: será que estou louco? E descubro que não estou louco, estou pouco. Pouco de mim.&lt;br /&gt;Houve tempos em que tudo o que desejava era desejar. Não desejo mais. E o que faço? Entendo que não-desejar é estar pleno de algo que não sei o que é, é estar desejando desejar e não desejar porque o desejo tornou-se ambíguo e deseja não desejar ... é complexo isso. E é complexo por demais pensar que desejar o não desejo é, ainda assim, uma forma de desejar.&lt;br /&gt;O ser humano sempre vive à procura de algo que o complete, que o encha de vida e que o torne a razão de sua própria existência ... e, infelizmente (ou felizmente, sei lá?!), quando descobre que o que o completa é ele mesmo, não sabe o que fazer ....&lt;br /&gt;Estou assim: completo e cheio de mim. Cheio porque estou completo comigo ... e cheio de saber que não estou procurando mais nada ou ninguém que me complete porque me sinto completo e, nesta completude, me sinto, igualmente incompleto.&lt;br /&gt;Por quê?&lt;br /&gt;Porque as pessoas, a sociedade, o mundo, minha mãe, minhas irmãs, meus amigos .... todos eles jamais puderam sentir a completude de si mesmos ... e me ensinaram que estar completo é ter um outro que possa ratificar esta completude .... aprendi .... e, agora, entendo que não deveria ter aprendido algo que não é verdade, que não sinto, que não sei se quero para mim mesmo ... agora, meu pai Oxalá, me sinto eu cheio de mim ... e incompleto porque me sinto completo.&lt;br /&gt;Queria eu querer um outro para partilhar .. e não quero. E fico na dúvida. Estou eu louco ou estão loucos todos os outros que plantaram na minha mente adolescente uma erva daninha que  invadiu de suas raízes os meus desejos de mim ... Essa dúvida, porém, dura poucos segundos. Sei que eu sou o que está em mim e que está não querendo nenhum outro para mudar minha existência ... ou para dar a mim, ser eu-coração que bate no mudo, uma penitência ... porque me penitencio a mim mesmo já ... e não quero um juiz externo para dizer o que deve querer este eu interno, meu, só meu .... e não quero mais nada. Só quero poder nadar ... e neste nada em que nado, sentir que estou feliz e poder dizer que estou feliz e ponto. E posso.&lt;br /&gt;E faço ... ou não faço, mas digo que faço para que os outros todos não-eus que estão a minha volta acreditem que o faço .... e todos acreditam. Portanto, faço.&lt;br /&gt;Quando comecei a escrever, queria dizer que estou triste. Queria poder chamar a atenção de todos para a minha dor ... mas era tudo mentira. Não tem dor e eu não quero a atenção de ninguém ... porque estou eu em mim mesmo e estou bem comigo mesmo.&lt;br /&gt;Sinto, vez por outra, uma vontade de ter alguém que entenda o que digo, que entenda o que quero, que entenda o que não digo e que entenda o que não quero .... mas não quero mais esse alguém porque estou bem sem ninguém .... aprendi, a duras penas, que a vida não é double, é single .... e sigo single pela vida double.&lt;br /&gt;Não desejo mais ... estou. E estando vou querendo não querer e não querendo querer, mas querendo assim mesmo. Quero poder dizer que encontrei-me eu-coração que bate no mudo silencioso. Silencioso para todos os eus que não são eu mesmo ... eloqüente, claro, mas silencioso na minha eloqüência e eloqüente no menu silêncio de passos nos quadrados da vida .... porque entendo que a vida é quadrada e que eu, redondo e circular, quase cônico, quase icônico, brinco de ser cômico para poder sorrir para mim e dizer que quero não querer.&lt;br /&gt;E quero não querer ....&lt;br /&gt;Olhopara os lados e vejo pessoas, outros não-eus que me admiram ... outros que apenas me miram .... mas todos me miram ... e miram um eu que não sou eu mesmo ...porque estão cegos ... ou eu os cego. Na importa.&lt;br /&gt;Vejo que tudo o que sempre quis está aqui, em mim ..e ressinto de ter querido não querer ... mas me regozijo... dúbio? Ambíquo? Sim, tanto dúbio quanto ambíguo ... porque descubro um eu-coração ambíguo ...&lt;br /&gt;Um eu-coração que não quer mais casar e ter três filhos, que não quer mais ter outros eus em si para compartilhar porra nenhuma ... porque a partilha já de seu ... já se compartimentou a importância de partilhar .... nada mais importa. Tudo exporta. Tudo exorta.&lt;br /&gt;E eu, sigo sozinho .... querendo querer e adorando não querer.&lt;br /&gt;Porque tudo o que quero, na verdade, é entender que o eu-coração que bate no mudo, grita no silêncio eloqüente da vida ... e vive a penas. E vive apenas.&lt;br /&gt;Mas vive ... e vive, e vive e vive ... ou não.&lt;br /&gt;Que importa? Sou assim, freudianamente dividido .... tripartido ... e vivo ente o eu, o tu, o ele .... e esqueci-me de como se conjuga o nós ... mas dá vóz a eles ... sempre.&lt;br /&gt;E eles dizem nada ... num silêncio eloqüente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-239772958501160105?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/239772958501160105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/11/que-queres-eu-de-mim-tu-no-eu-sem-tu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/239772958501160105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/239772958501160105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/11/que-queres-eu-de-mim-tu-no-eu-sem-tu.html' title='Que queres eu de mim? Tu? Não, eu! Sem tu ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-782967231962078278</id><published>2008-11-17T02:05:00.001-03:00</published><updated>2008-11-17T02:20:07.090-03:00</updated><title type='text'>Muda! Muda? Não, muda!!</title><content type='html'>Natal, 17/11/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De solidão em solidão, o eu-coração passa a pensar em muda. Muda! Muda? Não, muda! ... que coisa! Uma só palavra, uma só sonoridade, uma só entonação. E, pelo menos três possibilidades de se entender o muda...&lt;br /&gt;A primeira, impossível: muda, verbo conjugado, no imperativo, segundo a ótica de algumas regiões brasileiras. Uma ordem vinda de um ser outro que não o eu, que não o que o eu quer para si, que não o que o eu pode fazer. É algo impraticável, inacessível ... intangível. Mudar, verbo. As pessoas não estão no mundo para mudar, muito menos estão no mundo para receber uma ordem de mudança. Não o fazem. Simples assim! Enquanto verbo, “muda” é um silêncio, uma fonte impraticável de qualquer coisa ... uma abstração. Para entender como esse muda silencia é simples, basta ver como as pessoas se retesam ao perceber no outro qualquer necessidade de mudança: fogem. E com razão! Por quê? Porque a razão da mudança, do muda que silencia, não está no outro, está no eu, que se sente carente de igualdade, de semelhança ... não há outro que o mude. O outro o silencia, apenas. Mudar, verbo, é algo que se faz durante a vida, no decorrer das necessidades dos eus que se sentem tangíveis e intangíveis, côncavos e convexos de si ... ao se sentirem desconfortáveis em si, mudam, sem imperativos, simplesmente deslocam-se para outro canto, para outro qualquercoisa ... mudam para e por si ....&lt;br /&gt;A segunda, triste, é adjetivo: muda. Sem palavras, sem expressão, sem significação fora do silêncio de sua mudez ... é muda, simples: calada. E no seu silêncio consubstancia intangíveis significações para si. Em seu silêncio significa para si e adjetiva a vida em que subsiste. Sim, subsiste! Triste, embora riste aos olhos de todos os outros que vivem no mundo de silêncio imperativo. É a adjetivação da aquiescência ao universo que grita gritos de silêncios eloqüentes, quentes, freqüentes... silêncios que trazem à vida uma voz inaudível ... silêncios que trazem para a dor uma vontade de ser dor audível ... e morre no desejo de ser ouvida. Não há muda que se torne palavra, torna-se silêncio de significados mórbidos ao som de um bolero tocado na esquina da Ribeira ... ao som da dor que silencia as palavras de todos os outros gritos de silêncio ... e silencia ... emudece. Tira do eu-coração que bate no mundo o estampido, o barulho ... e o torna bagulho, fagulho de uma esperança silenciada pelas evidências .... e pelas aparências.&lt;br /&gt;A terceira, vívida, é substantivo: muda. É o galho arrancado de uma roseira que se põe à terra que o alimenta e o torna uma nova roseira, uma nova vida vívida de cores intangíveis tal qual suas pares homônimas de sonoridade. Mas muda! E muda de um mero galho para ser caule de uma nova vida ... de uma nova substantivação da esperança muda que não muda porque insiste em ser mudança .... em ser muda, substantivo concreto. Nesta muda, a vida. A vida que é extraída de um pedaço de outra vida ... é a costela de um Adão vegetal que dá nova vida à sua existência fálica, fática, enfática ... é a nova muda. Muda que se concretiza em vida nova a cada gota de orvalho que beija o solo e, por osmose, transmite nova vida à muda que foi mudada ... pelas mãos de um jardineiro senhor: o destino. Sim, o destino! É ele que percorre a ordem, o silêncio e torna muda todas as mudas silenciadas pelas ordens de outros. Consubstancia-se substantivo e permite uma vida própria, uma significação própria ... uma muda própria, porque amadurecida pela brisa do destino fiel ... cruel, às vezes, mas fiel à sua função primordial associada ao tempo, que sabe passar ... e passa e traz vida nova à muda. Tira-a do silêncio, tira-lhe a subordinação da ordem ... e a presenteia com sua significação própria.&lt;br /&gt;Em todas as mudas, um eu-coração que bate no mundo. Um eu-coração Clarice, um eu-coração que escarra nas bocas que beija, toma um cigarro ... e sabe que o beijo é a véspera do escarro, que o sonho é o prenúncio do pesadelo, que a calma é uma fantasia silenciosa da turbulência ... que sabe que a vida, para ser vivida, não precisa estar envolvida na vida de outra vida, porque entende a vida como única, porque sabe que viver, como amar, é verbo intransitivo ... e ama viver a vida, em silêncio eloqüente. Tudo isso para dizer que o eu-coração que aqui dedilha no teclado palavras silenciosas aos ouvidos, e eloqüentes às mentes prementes, já fez uso de todos os sentidos de muda. E mudou ... mudou para ser livre de quaisquer obrigações que não aquelas necessárias à subsistência ... que mudou para parar de insistir na mudança do outro ... que mudou para dizer ao outro que qualquer mudança que venha a fazer será conseqüência de uma necessidade de mudar de si próprio ... e que não está disposto, este eu-coração, a aquiescer a qualquer ordem, a gritar para quebrar qualquer silêncio, a arrancar qualquer galho para transformar em nova vida ... porque entendeu que a vida impera, a vida silencia ... e a vida muda a perspectiva adolescente de mudar ... este eu-coração é mudo, porque se entende como muda de silêncio imperativo que brota no mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-782967231962078278?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/782967231962078278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/11/muda-muda-no-muda.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/782967231962078278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/782967231962078278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/11/muda-muda-no-muda.html' title='Muda! Muda? Não, muda!!'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-1104253873938816247</id><published>2008-11-06T14:23:00.002-03:00</published><updated>2008-11-07T13:48:52.434-03:00</updated><title type='text'>Equi libra: dez tubos pseudo Lógicos.</title><content type='html'>Natal, 6/11/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na lógica da realidade, o ilógico. Lógico! Como é que as pessoas estão neste mundo irreal, que sentem real, e imaginam que estão em estágio de equilíbrio? Sei não. Afinal, o que é o equilíbrio na visão de tantos outros eus-corações-mentes que se sentem mais mentes do que coração e mentem que são coração? No fundo, são não. São mentes subordinadas às mentes dos outros todos, com pré-conceitos tão incognoscíveis que, no trato com o não-outro, perdem sua noção primordial de mente, porque não se explicam nem os outros pensantes, nem os pensamentos dementes. E mentem, mentem para sentirem-se mais iguais a todos os outros iguais que vão igualando sua existência nas mentes perturbadas pela simples vontade de serem reconhecidos sem distúrbios ... por quê?&lt;br /&gt;Porque não compreendem que a existência equilibrada está centrada no próprio eu em relação ao outro, não no outro em relação ao eu. É isso.&lt;br /&gt;Ao se preservar da ação do outro, permitindo-se situar-se em si como centro de um universo dicotômico, o eu-coração deve respeitar a si, para que todos os outros todos o respeitem. E não faz isso. Todos os outros tantos outros são determinantes e fazem com que o próprio eu se perca na infinita vontade de ser o outro ou do outro, ou de estar com o outro ... desejo infundado, porque o outro é outro ... e só. Esses todos outros carentes de outros são como tubos vazios de eus. São tubos que, em sua ponta circular, represam todos os anseios dos outros e, na outra ponta, aberta, recebem como que num ânus de tubo os excrementos de todos os outros e não os filtram ... detém no seu fundo todas as merdazelas dos outros: merdazelas, sim, mazelas de merda de gente que não sabe gentar porque precisa da aprovação do outro incógnito, abstrato.&lt;br /&gt;E assim gatinha a humanidade.&lt;br /&gt;De todas as lógicas que o tubo comporta, dez se destacam. Os dez divinos mandamentos sovinos de homem. Ou de homens sovinos que economizam seus eus-próprios para que não se sintam impróprios ...&lt;br /&gt;Não para todos. Lógico!&lt;br /&gt;E para todos os não-todos, o descaso. O rótulo de desequilíbrio, porque não conseguem ver, todos o não-todos como um dez equilibrado. Simples assim. Uma pequena alteração na grafia e a manutenção na fonética proporciona uma clara percepção de como todos os todos são analistas cegos, que se subordinam a noções acústicas, cheias de ruídos, que, sem entender, assumem como reais ... surreais, na verdade.&lt;br /&gt;Surreais porque entendidas por via escusa, por via obtusa de uma percepção falha e hipócrita, sem qualquer pé real na realidade abstrata que pensam ser concreta. Concreto é seu pensamento: duro, imutável ... preso num homem que não se conhecia a si, que não conhecia Freud, que não conhecia Lacan, e que não conhecia o homem que tem uma existência própria (imprópria, às vezes), mas sua e real, sua e leal. Simples assim. São outros tantos eus incognoscíveis de si mesmos que precisam depreciar os outros todos não-todos para sentirem-se um todo completo e concreto. Fodam-se!&lt;br /&gt;É que librar é, então, sentir-se si em si mesmo e reconhecer o outro idiossincrático sem querer deste outro outra coisa que não o seu eu, o seu si, completo, complexo, idiossincrático  ... e antagônico aos processos de subordinação a que os outros todos se submetem. Por quê? Porque é preciso produzir novos eus autônomos, perfeitos em sua imperfeição, e avesso às subordinações inconseqüentes e irracionais, cegas.&lt;br /&gt;Estes todos não-todos são a mola de novos todos respeitadores, novos todos que se consubstanciam com os outros todos outros divergentes e deles abstraem-se para se tornarem eus-mesmos de si relacionando-se com todos os outros todos existentes, com todos os não-si que permanecem vivos em seus sis-clivados ... e ainda assim, respeita-os.&lt;br /&gt;Para todos os todos aí, concretos, uma revelação: sou não-todo ...&lt;br /&gt;e não estou sozinho.&lt;br /&gt;Somos muito mais de dez equilibrados com nossos muito mais de dez tubos pseudo lógicos a andar no mundo, a penar no mundo, a pensar no mundo, a pertencer a mundo a mundar ... mundamos todos neste mundo imundo que todos vocês, indiscretamente tentam manter aparência bela, mas escondem pouco a terra podre em que plantaram suas consciências cegas às evidências.&lt;br /&gt;Continuem, então, a entender o universo acusticamente. Fechem seus olhos para a evidente diferença entre desequilibrado e dez equilibrado ... até que a vibrante z se torne uma britadeira no sibilante s de seu des ...&lt;br /&gt;Porque chega um momento em que não se tem mais desequilíbrio, desatenção, desemprego, desespero ... e tudo torna-se, potencializado por todos os não-todos, dez equilíbrio, dez atenção, dez emprego, dez espero ... enquanto todos os vocês-todos ainda se desesperam ... porque desequilibrados cegos, jamais serão dez equilibrados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-1104253873938816247?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/1104253873938816247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/11/equi-libra-dez-tubos-pseudo-lgicos.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/1104253873938816247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/1104253873938816247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/11/equi-libra-dez-tubos-pseudo-lgicos.html' title='Equi libra: dez tubos pseudo Lógicos.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-4353156625425302328</id><published>2008-11-02T20:44:00.000-03:00</published><updated>2008-11-02T20:45:05.271-03:00</updated><title type='text'>Até eu redescobrir que este mundo maravilhoso é parte de mim ...</title><content type='html'>Natal, 02/11/08.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, o amanhã tornou-se hoje ... hojei. Encontrei-te a trabalhar, a fazer o que sempre vi fazer e senti uma vontade de não querer o que queria ... rever. Mas quis e, porque quis, fiz ... como sempre. A resposta de seus olhos a minha presença foi nenhuma, acompanhada de palavras que diziam apenas o que deveriam dizer: “Oi, pessoa ...”. Esperei. Terminou, você, seu trabalho e não veio ... demorou nos fundos do salão a conversar ... tergiversava? Talvez! Mas veio e veio e veio e veio ... falamo-nos. Apresentou-me você seu novo amor. Fiquei tranqüilo ... só queria por um ponto final no final que já foi final mesmo ...&lt;br /&gt;Leve como deveria eu mesmo estar, conversei com seu novo amor e falamos de eus iguais ... gostei de saber que há muito do que sou no seu novo eu, gostei mesmo. E ponto. Acabou ... boa sorte. Não tem o que dizer ... só sei que foi assim ...&lt;br /&gt;Atravessei a cidade para encontrar as coisas que buscava em volta de panos brancos ... encontrei ... brinquei, tranqüilizei-me com tudo e com todos ... estava de novo fortaleza. Como sempre, aliás ...&lt;br /&gt;Depois, depois, depois ... brincadeiras com panos brancos, brancos panos que brincavam na vida de eus fortalezas ... que bom!&lt;br /&gt;E foi lá que te vi, não o ti de antes que este já era de outro, mas você mesmo ... você .... separava-nos uma vida e 530 quilômetros ... lembrei-me disso ao ver seu sorriso e saber que você não era gêmeo de aquário nenhum ... era apenas um pequeno leão naquela floresta de panos brancos ... e eu, apenas uma balança a pesar as coisas e os vários panos brancos que estavam a brincar aqui e acolá ... era você. Ponto. Sem crises, sem dores, sem amores ... será?&lt;br /&gt;Mas foi assim mesmo ... em você, a resposta para onde ir, em você a vontade de não voltar, em você a esperança de querer o que sempre quis e poder ter, contigo, o que queria ... na sua atenção, nasceu a minha esperança, nasceu um pedaço de alegria que poderia ser maior e maior e maior ... mas as alegrias são em pedaços mesmo ... não ligo .. ou ligo e finjo que não ligo, não sei. E não ligo mesmo.&lt;br /&gt;Nas opções de aonde ir, mais um pouco de você no Vila. Adorei. Sorri um sorriso alegre e esqueci-me de todas as bandeiras brancas molhadas que rondavam pelo ambiente porque eu tinha meu coração molhado pelo seu sorriso. Nem sabia quem era você, nem queria saber porque você já era você para mim ... e isso era o que importava. E saber que alguém é alguém para mim é tudo o que importa ... importo para dentro de mim todos os alguéns que são alguéns de mim mesmo .... e fico feliz por isso.&lt;br /&gt;Para ter mais de você, fui ter com você onde você estaria. E se você não gostou, não demonstrou ... e mostrou sua hospitalidade e mais pedaços de sorrisos regados a Old Parr ... encharcou meu coração de você ... e fiquei feliz .... e te vi fugir fuga adolescente para ter comigo e me senti adolescente contigo .. vivi ... vivemos .... atravessei a noite com o script que me deste, aceitei o script ... tinha um pedaço de você e isso bastava ... e bastava ... e bastava .... simples assim ... porque não quero mais do que posso ter, ou quero e digo que não quero para entender que não quero mesmo ... e se querer e não poder ... que fazer? Querer apenas porque eu posso querer o que eu quiser ... como já disse ... só quero que queiram o que queiram querer ... e por isso dou-me o direito de querer tudo o que eu quiser ... informo que quero .. não imploro. Digo simplesmente ... e se quiserem o que quero, podemos querer juntos ... se não .. eu quero sozinho e ponto. Cresci o suficiente para aprender isso ... e me gosto consciente disso, mas jamais deixo de dizer em respeito a mim  ...&lt;br /&gt;E vou querendo sem que queiram, não importa.&lt;br /&gt;Depois da fuga adolescente, depois do briefing do passado, depois de passado o presente, o presente. Você se foi ... e não quis mais um pouco de mim ... não quis mais querer o que eu queria ... porque você deve querer outras coisas, outros pedaços de gentes por aí. Outras lembranças possíveis .... outros eus que estão seus ... e poderão estar e estar e estar e estar ... enquanto eu, não.&lt;br /&gt;Pois bem .... tentei de dizer novamente o quanto te queria ... mas você não queria ouvir ... esperei por você porque não tinha outros vocês que eu quisesse ... por minutos, entristeci ... senti a dor inerente ao processo de querer estar com quem não quer estar comigo ... doeu uma dor de adulto ... uma dor de desadolescente ... uma dor de gente que genta com gentes que querem gentar .... uma dor que a sabedoria ameniza e faz passar momentos depois ... uma dor boa de sentir não pela própria dor, mas pela consciência de que a dor sentida é uma notícia de vida ... um sopro de alegria que invade as feridas abertas no coração das gentes ... mas que, por outro lado, também faz com que as outras dores que virão sejam dores conscientes, dores maduras ... e ainda assim serão dores. E trarão cores à vida vivida ...&lt;br /&gt;Deixei, então, que a fortaleza se refizesse ... que a fortaleza pudesse caminhar para todos os natais e carnatais a 530 quilômetros ... e cá estou.&lt;br /&gt;Cá estou, para dizer para ti que, quando se põe na balança, todos os leões são gatos independentes que têm vida própria ... e assim devem continuar ... balanças que ponderam e aceitam os pesos mesmo que irregulares, mesmo que seus pratos estejam desnivelados ... e leões gatos siameses que, querendo ou não, não se põem nas balanças ... têm suas próprias vidas que gostam de viver .... e, se há algo que os ameace, correm pela floresta afora .... se têm alguma presa fácil à frente, tergiversam, porque querem lutar ... e exercitar a essência de seu ser: ser o rei da floresta. Sem balanças para pesar nem prós, nem contras ... Viva, então, feliz ... e saiba que fiquei feliz de estar adolescente contigo ... e sorrio por saber que todo esse universo maravilhoso, toda essa complexidade, toda essa vontade de ter vontade .. é parte integrante de mim ... eu-coração que bate no mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-4353156625425302328?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/4353156625425302328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/11/at-eu-redescobrir-que-este-mundo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/4353156625425302328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/4353156625425302328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/11/at-eu-redescobrir-que-este-mundo.html' title='Até eu redescobrir que este mundo maravilhoso é parte de mim ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-1635941994859818582</id><published>2008-10-29T03:11:00.002-03:00</published><updated>2008-11-03T10:15:15.946-03:00</updated><title type='text'>Será amanhã, será manhã ...</title><content type='html'>Natal, 29/10/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será amanhã, daqui a pouco, que verei você novamente. Será manhã, daqui a pouco, que terei de ti o pedaço de mim que deixei aí ficar, resolverei-me em ti, como resolvera-se me mim anos atrás .... anos de telefonemas infindáveis, anos de tempos em que buscava confortar-te com minha voz tanto quanto gostaria de confortar-te com meus abraços e afagos, anos em que pensei ser possível estar em ti sem em ti estar, porque estavas em mim, mais do que deveria. E eu, não... porque você escolheu esquecer-se da minha voz, escolheu esquecer-se de minha vontade de não te esquecer ... e não me esperou ... porque sabia, você, que a espera desespera .. e, na esfera em que estavas, não desesperava mais ... não podia. E eu, podia, ou não podia e pensava que podia mesmo sem poder ... tudo bem ... passou.&lt;br /&gt;Prometi a você que terminaria o que tinha de fazer e faria o que prometia que faria. Fiz ... sem ti, porque não era a ti que prometera, era a mim ... e prometia a mim o que prometi a mim em homenagem ao pedaço de ti que arranquei a beijos molhados de boca quente sem gosto de maracujá, porque você não gosta ...&lt;br /&gt;Estou aqui ... onde disse-lhe que estaria, sem estar em ti como pensava que estaria .... anos passaram-se para que eu pudesse voltar a sua cidade ... voltarei ... sobrevoarei meu passado em ti sem estar preocupado mais com as palavras líquidas que trocamos em noites escuras, à beira mar .. à beira do cais, à beira do caos ....&lt;br /&gt;Porque tudo passou. Passou você ... seus telefonemas .... o eu que conhecera ... tudo passou ... e agora, paz sou ...&lt;br /&gt;Sou paz de um eu em mim, cujas esperanças apreendidas estão apreendidas .. e, assim paz sou.&lt;br /&gt;Paz de estar feliz ao saber que a vida não carece de outros eus que não os inúmeros eus que me constituem ... Paz de estar no nordeste que sempre quis estar após querer estar em ti ... Paz em saber que ... como você disse, ninguém tem a capacidade de arrancar de mim a capacidade que tenho de sentir seja lá o que for.&lt;br /&gt;Sentir a dor de estar aqui, sentir o amor de estar aqui, sentir o calor de estar aqui, sentir o rancor de não estar aqui quando o aqui é um aqui sem mim ... porque há momentos em que não estou aqui ... estou nos outros todos eus que deixei pelo caminho, a me lembrar de retrovisores umedecidos pela brisa que aqui passa ... e deixa no chão gotículas de orvalho que beijam o solo desta terra abençoada.&lt;br /&gt;Só posso te dizer que, quanto a mim, o amor também passou ... passou como os aires quentes soprados por narizes embalados por palavras líquidas que calavam a minha vontade de ser só ... passou como os anos passados em aquário ... passou como os anos que passei gêmeo de meu reconvexo ... passou ...&lt;br /&gt;E agora, que pasa? Nada passa .... tudo se torna o que me constitui, não passa e fica para trás como algo não quisto, não, não e não! Tudo que passa passa a ser algo modificado em um eu que sente tudo passar e não passa porque não sabe ... e não quere saber.&lt;br /&gt;Estes todos passares que estão aqui a se presentificarem no presente hoje, que será passado amanhã, serão passado reformado, reformulado, reestruturado, reaproveitado, reciclado ... mas jamais rejeitado. Porque não se tem de rejeitar o que se tem da vida.&lt;br /&gt;Lembro-me de ter-lhe dito o que queria dizer no momento em que disse “Eu te amo, neste momento, eu te amo” assim duplamente, ao pé de suas lágrimas choradas em estacionamentos escuros embebidos em bebida e com cheiro de cigarro e cerveja ... ambos, você e eu, sabíamos que o “neste momento” significava mais do que três palavras que circundava ... porque sabíamos que passariam as palavras nos três mil quilômetros que nos separavam, mas o “neste momento” seria eterno e jamais passaria porque era único ...&lt;br /&gt;E não passou .... ficaram lá os eu-te-amos, presos naquele momento ... e nós passamos .... e reformulamo-nos para amanhã, quando for manhã ... podermos repensar o que seremos depois de depois de amanhã ... depois de olharmo-nos nos olhos e percebermos que os eu-te-amos agora têm outros destinos. O seu, não sei ... e não quero saber. O meu, sei, tem destino certo: eu mesmo. Penso, agora, que, naquele momento, dissera o que deveria. Dei-te um eu te amo para você fazer o que quiser. Dei-me o outro para eu fazer o que quiser ... dividi o meu eu-te-amo contigo .... para que ele brotasse ai em ti .... fiquei, porém, com as raízes do meu eu-te-amo .... porque eu-te-amo, aqui, é como erva daninha ... estou repleto delas ... embora só quatro mudas tenham sido doadas por essa minha existência daninha ... quero ver, amanhã, como está a sua muda do meu eu-te-amo ... mas só ver ... porque tenho minha plantação todinha aqui ... a espera de alguém que mereça uma outra muda ... até lá, estes eu-te-amos, cuja muda recebeste e que aqui cultivo, serão mudos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-1635941994859818582?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/1635941994859818582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/ser-amanh-ser-manh.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/1635941994859818582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/1635941994859818582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/ser-amanh-ser-manh.html' title='Será amanhã, será manhã ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-5491047509591160770</id><published>2008-10-25T04:48:00.001-03:00</published><updated>2008-10-25T04:48:56.625-03:00</updated><title type='text'>Um olhar de fora, ou de dentro. Que importa?</title><content type='html'>Natal, 25/10/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu de todas as sacadas, de todas as lógicas ... e foi ser ser-vagem entre mármores e contentamentos ...&lt;br /&gt;E contentou-se consigo e com todos as gentes que gentavam na noite quente e tórrida de amigos que se encontram em velórios de almas vivas e mortes vívidas ... sorriu. Sorriu para sentir as alegrias de abraços de muitas gentes, de gentes que se esqueciam da existência vil para se sentir gente ... quente, somente. E no calor da vida vidaram ... todos vidaram a essência de se sentir descompromissos de todos os outros e de tudo ...&lt;br /&gt;No mármore negro entreolharam-se ... e não se viram.&lt;br /&gt;Ficaram a pensar em outros tantos outros que se olhariam na mesma situação e se entenderiam, selvagens que queriam apenas ser vagem, pequenos fetos-caroços de um pé de feijão impúbere, sentiram-se presos e unidos pela placenta verde da árvore da vida ... não viveram ... pensaram-se enquanto a vida urinava urina mesmo ... e foi só.&lt;br /&gt;Mas não acabou ... não acabou a vida que brotava daqueles momentos de vida vivida vividamente entre músicas de puts puts e puts puts de música sem nexo. Tudo bem. Nada é para ter nexo mesmo ... o som, era apenas som, baladas que embalavam a alegria de se sentir livre de quilombos antigos e de sorrisos falsos e flácidos na cara de gente que não gentava ... mas isso foi antes.&lt;br /&gt;Antes de se saber consciente da vida existente na sua própria existência ... vida de abstinência de si e de outros tantos sis que se apresentavam sis únicos. Sis de parcas palavras e parcas lembranças deixadas para a posteridade ... mas agora não. Porque, após ter idade, a posteridade é o agora ... e o agora se faz suficiente para que a vida seja sentida na sua essência.&lt;br /&gt;E o que é a vida? Não sabe. E você também não sabe ... nem adianta expor sua filosofia de revista Capricho tentando explicar o inexplicável ... admita que não sabe e que somente se sente você em você e ponto. Também não replique, apenas admita. E isso será o suficiente para todos os sis que se pensam ... ou  não se pensam, porque penam. Simples assim.&lt;br /&gt;Que importa? Não importa ... porque o que realmente importa é que há porta ... e a porta que há abre-se num leque de tantas outras portas que comportam, mas não se comportam ... porque não precisam ... e desprecisar é estar livre de obrigações imprecisas, quem delas precisa? Ninguém!&lt;br /&gt;Por isso contentou-se ... contentou-se com o nada que é tudo ... e com o tudo que é nada, porque já não questiona nada. Vive apenas, e, em alguns momentos, vive a penas. Mas esses são poucos ... ainda bem.&lt;br /&gt;Sua vida passara de tantas amarras adolescentes para qualquer coisa boa ... à toa, mas boa boa boa boa ... tão boa que o simples fato de não estar se preocupando com o que é boa ou à toa lhe trazia alegria ... lembrou-se,  novamente, de quando festejavam os dias de seus anos e de quando era feliz e ninguém estava morto ... e lembrou-se de que também isto era passado para si ... e não sofreu.&lt;br /&gt;Não sofreu porque agora, na sua vida de vagem, grão recoberto de placenta verde da vida, muitos estavam mortos ... muitos tornaram-se corpos putrefatos em túmulos marrons em uma cidadezinha interiorana ... e não ligou. Não ligou porque entendeu que a vida também passa ... como passam os amigos que vêem apenas para fazer o que têm de fazer e vão embora, como passam os amores que vêem e se vão, como um vento que passa a soprar brisas gélidas nas têmporas maduras e grisalhas ... não ligou de novo.&lt;br /&gt;Entendeu que todos são efêmeros, que tudo é efêmero ... e porque efêmeros, esvaem-se. Tudo bem, pensou consigo e sorriu.&lt;br /&gt;Sorriu a alegria de entender quase tudo, ou quase nada, mas entender de qualquer forma. E isso lhe bastou ... e sentiu-se reconfortado com a conclusão inconclusa a que chegou.&lt;br /&gt;Estranho?&lt;br /&gt;Para muitos, sim. Para poucos, sim também ... mas para pouquíssimos, não. Para esses últimos, tudo o que aqui é dito é inteligível ... ou não. Que importa?&lt;br /&gt;A esses a quem o que importa não importa parabeniza porque partilha da mesma sensação, da mesma compreensão de que nada importa, embora tudo importam ...&lt;br /&gt;Importam para dentro de si tudo o que lhes é exterior, decantam ... e entendem ... como entenderam-se na placenta de água salgada ... assim, simplesmente.&lt;br /&gt;Não há, agora, como não há, há tempos, ilhas de si ... há muitos sis ilhados na esperança de tantos outros que espera descompromissadamente porque compromissar-se com algo que não depende dele não é mais de seu feitio. Fora outrora ... quando gentes gentavam vivas ao lado dele ... mas agora, que gentes gentam mortes mórbidas e doloridas no céu e no inferno não liga mais ... por quê?&lt;br /&gt;Não sabe!&lt;br /&gt;E não sabendo vai vivendo a alegria de pensar que vive .... e será que vive? Sim, vive! Se pensa que vive, vive ... e se outros pensam que não vive, são os outros que entendem a não vivência ... ele não ... e segue feliz pensando o que pensa que pensa ...&lt;br /&gt;Não repensa ... e se sente feliz em não repensar ...&lt;br /&gt;Não disse no início que tinha saído de todas as lógicas?&lt;br /&gt;Pois é ... saiu de si para pensar-se ... e chegou a esta conclusão: ser vagem entre contentamentos é isso, entender-se complexo e sentir-se enternecido por isso ... e não entender, e admitir isso.&lt;br /&gt;E isto lhe basta. O eu-coração que bate no mundo deixou de ser Clarices e Carolinas ... porque achou o que procurava ... e estava dentro de si, batendo. E pensou:&lt;br /&gt;“Porra! Como não percebi antes? Estava aqui o tempo todo ... e eu a procurar ... sem desespero ... mas procurando, mesmo assim.”&lt;br /&gt;E escreveu essas palavras que a poucos tocam ... porque ele é para poucos ...&lt;br /&gt;(Este sou eu olhando para mim, de dentro para fora ... ou de fora para dentro ...&lt;br /&gt;Só resta saber se de dentro de mim para fora, se de fora de mim para dentro de mim mesmo, ou se de dentro de ti para mim .... ou de fora de ti para dentro de ti ... ou de nós ...&lt;br /&gt;Que importa?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-5491047509591160770?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/5491047509591160770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/um-olhar-de-fora-ou-de-dentro-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5491047509591160770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5491047509591160770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/um-olhar-de-fora-ou-de-dentro-que.html' title='Um olhar de fora, ou de dentro. Que importa?'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-7532036532293740486</id><published>2008-10-24T22:43:00.002-03:00</published><updated>2008-10-24T22:57:08.177-03:00</updated><title type='text'>Na placenta de água salgada ...</title><content type='html'>Natal, 24/10/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui, de novo, minha metade que se dá para você. Eu sou eu, aqui, posto, escrito, descrito, proscrito ... eu ... mas o eu que aqui está não sou eu para você ... porque para você eu jamais serei o que eu sou para mim, aqui. Aqui, você deve ler a mim e a você, junções de eus dispares que se associam numa significação única: a sua.&lt;br /&gt;Não me encontrarás aqui, porque o que encontras aqui sou eu dito, eu expresso ... e tudo isso é o que é se você colocar a sua parte de você em mim ... neste eu que te desafia a saber quem sou ... jamais saberá. Desista.&lt;br /&gt;E eu também não saberei quem é você. Não me importo. Saberei apenas o que é o meu você, que construo a passos largos largados na areia que adentram o mar ... e recolho das inferências que faço das marcas deixadas na areia por você .... que, também, adentram o mar ...&lt;br /&gt;No mar, pegadas líquidas e salgadas se unem a Janaina para se compreenderem sem querer se compreender ... subsistem na placenta de água com sal que fecunda os eus-fetos os eus e tus fetais que renascem na simbiose do conhecer .... e desconhecer ... e imaginar que conhecem-se ...&lt;br /&gt;Renascem sais. Tais. Vitais ... e para os outros todos, vitrais... porque todos os outros verão caleidocopicamente o que ambos, você e eu, vemos nitidamente ... ou pensamos que vemos nitidamente, mas se pensamos que vemos nitidamente, vemos, não é assim?&lt;br /&gt;Sim ... é assim ... então por que querer saber quem sou eu exatamente se o que serei é apenas o que você consegue enxergar em mim? Não precisa saber quem sou, sou o que queres que eu seja sem sê-lo .... mas sou, porque você assim o quer ...&lt;br /&gt;Eu, por mim, sou eu mesmo.&lt;br /&gt;Você, por você, é você mesmo ... e vamos sendo os eus nossos e os eus intercalados de nós que se fazem em duetos simbióticos, semióticos ... neuróticos ...&lt;br /&gt;Somos, todos, pedaços arrancados dos outros eus que pululam em nossas vidas, somos complexos ... e desconexos do outro porque convexos ....&lt;br /&gt;Não pense que não te entendo. Não pense que não acredito em ti. Essas são as suas dúvidas, não as minhas ... eu estou acreditando naquilo que leio de ti .. e me conforto com isso, me reconforto com isso, me conformo com isso ... não sou seus quereres ou seus deveres ou seus fazeres ... sou eus quereres, eus deveres e eus fazeres sobre os vocês que você me apresenta .. e só.&lt;br /&gt;E isto basta. E não deves agradecer-me por estar contigo sem estar, porque não estou contigo por ti, estou por mim ... e, se isso é difícil de compreender, não compreenda ... não repreenda ... não, não, não ...&lt;br /&gt;Aceite. Mesmo que isto lhe pareça um açoite!&lt;br /&gt;Perceba ... como percebi na vida vivida vividamente em mim ... que as ratificações são desnecessárias quando a percepção do outro é inteira (e do outro). Não confunda os seus poucos momentos de insegurança com a insegurança do outro.&lt;br /&gt;O outro, por si, é apenas um pedaço de outros tantos outros que já se fizeram outros presentes em momentos outros ... deixe-os ... pedaços e outro, porque precisam-se despedaçados ...&lt;br /&gt;Não pense que o outro será outro que não ele mesmo ... não será ... e poderá trazer sofrimento ... que venha o sofrimento ... e prove que seremos sempre outros sofridos, cujos sofrimentos revelam nossos outros eus, os eus dos outros.&lt;br /&gt;Enquanto os nossos eus ... fluidificam-se na água salgada da placenda de Odoiá ... para serem apenas eus de nós mesmos ... somos eus dos outros, e nossos ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;... e esperam o tempo que bate na porta da frente e se rói com inveja de nós, porque sabe, o tempo, passar ... e nós, não ... porque quem vem para a beira do mar, nunca mais quer voltar .... nem para buscar os momentos que junto dele não viveu ... porque viveremos todos os momentos que quisermos ... e se não vivermos, é porque não os teremos querido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-7532036532293740486?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/7532036532293740486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/na-placenta-de-gua-salgada.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7532036532293740486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7532036532293740486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/na-placenta-de-gua-salgada.html' title='Na placenta de água salgada ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-1476023703016776462</id><published>2008-10-23T13:38:00.002-03:00</published><updated>2008-10-23T18:43:53.821-03:00</updated><title type='text'>É doce nascer no mar ...</title><content type='html'>Natal, 23/10/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tantos eus, um pouco de outros, eus externos. Viver é assimilar as palavras que entram em nós e passam a nos compor, recompor, decompor. Estar passa a ser uma palavra constante em quem descobre que estando, está. E vamos todos estando o que está restando ... vivemos e revivemos os conceitos dos quais estivemos longe, dos quais nos afastamos e dos quais extraímos nossa essência.&lt;br /&gt;Lembro-me de tempos em que a amargura era algo que estava sempre ao meu lado, em que a vida olhava-me de soslaio e deixava-me a sua margem. Assim, duplamente compreensível, estar a sua margem ou receber da vida, não sua essência, mas apenas a sua margem.&lt;br /&gt;Tudo isso passou.&lt;br /&gt;Passou com os cabelos brancos que chegaram, passou com os quelomas que se somaram a mim e que me fazem quelomas vivos de um eu quelomado. A vida foi, em alguns momentos, quilombo. Um quilombo em que me reclui para não sentir a presença dos capatazes que rondavam minha liberdade negra.&lt;br /&gt;E isso passou.&lt;br /&gt;Passou como passam todas as coisas, como passam os pássaros feridos, como passam as feridas. E eu, então, passei a estar.&lt;br /&gt;Estar livre dos medos dos capatazes, estar livre das descompreensões ou recriminações da negritude de minha essência, estar livre de estar livre ... restou o que me resta, eus intercalados de mar, eus cercados de mar ... aqui.&lt;br /&gt;Mudar-me para esta cidade mudou-me ... trouxe comigo o que sempre quis ter e aqui perdi para recobrar um eu que é parte do que quis e parte do que quiseram que quisesse ... eus completos de si.&lt;br /&gt;Ponto.&lt;br /&gt;Agora, é estabelecer as poucas outras coisas que ainda faltam nas faltas que sinto. É ter comigo e com os outros migos que se somam a mim e sentir todos os eus em mim mesmo. Já estou neste patamar ... e até aqui, o mar é o fim das patas ... lanço minhas patas na areia fina que recobre a margem para ver minhas patas adentrarem o mar ... e ser selvagem marinho. Não espero mais acontecimentos ... eles acontecem, assim, por si ... como se soubessem que deles precisava para poder entender o ser estranho que habita todos os seres entranhos da existência humana. Aqui estou eu mesmo.&lt;br /&gt;Neste exato momento parece que nada sobrou ou foi pouco, parece que tudo foi a exata medida da necessidade sobre a qual qualquer conhecimento profundo era ignorado. Os desesperos que compuseram a existência minha tornaram-se essenciais para que este eu pudese estar agora estando aqui contigo que me lê. E que lê a si, nos interstícios de você e de mim ...&lt;br /&gt;São essas as palavras que ascartasquevocenuncaescreveuparamim precisavam expressar ... essas palavras que dizem que os elementos da vida são da vida e ponto, sem tergiversações ... ler as palavras azuis ditas sem mais intimidade foi mais reconfortante do que receber flores no dia do velório ... porque percebi marcas de esperanças azuis na vida negra do quilombo ... e intercalei nos significados outros significados, antes percebidos, agora perseguidos ... sem desespero.&lt;br /&gt;Já tenho dito aqui que desespero. É verdade. Desespero porque faço minha parte para que o que espero seja aqui deixado pelo destino que sopra brisa quente por narizes diversos e derrama palavras líquidas por bocas ainda mais diversas ... bocas que se apresentam com ou sem esperança, mas apresentam-se de qualquer forma. Estão lá e a cá se achegam para derramar minutos líquidos de afeição e de esperança ... para tergiversar depois. Não ligo ... ou ligo e não percebo que ligo. Mas se não percebo, é porque não ligo mesmo, então, vou estando sem ligar ou ligando sem estar .... e daí?&lt;br /&gt;Só sei que foi assim ...&lt;br /&gt;Renasci em voltar a ir ao cinema como fazia no quilombo ... e não estava mais no quilombo .... que bom. O quilombo tornou-se em mim Dubá natalense do nordeste. E eu estava lá ...na transformação, na transcendência ... na essência ... e nem ligo para sua origem sal dita. Ouço sais e transformo-os em mel (às vezes com agrião para dar um amarguinho e sarar a garganta que devolverá não mais sais salgados, mas sais calmantes de banhos de boticário ...) e em mel nado.&lt;br /&gt;Nadar no mel, melnadar ... assim, feliz com os poucos amigos que terei em meu velório e com as muitas bocas que se encontram liquidamente com os sais boticários ...&lt;br /&gt;Imediatamente, nesses momentos, arranco a grinalda de hera para que os cabelos possam sentir brisa quente ou fria soprada de qualquer lugar ... não importa mais ... simplesmente porque o que me comporta são portas abertas à brisa que sopra e adentra as minhas entranhas estranhas a tudo que não lhe é intrínseco ... a tudo que lhe é extrínseco ... até que adentre e se torne, naturalmente, intrínseco ... mas não seco ...&lt;br /&gt;Ao contrário ...úmido... tórrido ...&lt;br /&gt;E assim vou estando em mar ... mar de inúmeros eus parte ilhados, de eus partilhados, de eus nossos ... meus e teus ...&lt;br /&gt;E o que resta?&lt;br /&gt;Resta ser capaz de olhar pela fresta e sentir a brisa ... de dentro, porque sou portas abertas às brisas externas. Não sou quarto fechado.&lt;br /&gt;Sou varanda,&lt;br /&gt;alpendre ... em que se tem todas as coisas boas: a casa adentro, próxima, repleta de portas a serem invadidas – que mantenho abertas – e que recebe toda a externidade eterna, todas as brisas quentes e frias sopradas por narizes os mais diversos e que a todo instante é molhada por palavras líquidas derramadas por bocas que vou recolhendo pelo caminho.&lt;br /&gt;Sou aberto, por certo ... e te espero livre ... livre varanda à beira mar, que renasce a cada tempestade, porque renascer é a essência do meu ser ... que pode estar seu.&lt;br /&gt;Ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-1476023703016776462?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/1476023703016776462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/doce-nascer-no-mar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/1476023703016776462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/1476023703016776462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/doce-nascer-no-mar.html' title='É doce nascer no mar ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-2977628015278225936</id><published>2008-10-22T03:25:00.002-03:00</published><updated>2008-10-22T03:29:00.072-03:00</updated><title type='text'>Dos discos riscados, dos riscos discados ...</title><content type='html'>Natal, 22/10/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ensaios sobre a cegueira trouxeram um abismo ... abismei. Estou acostumado a estar à beira do abismo, mas não tinha percebido sua imensa vaguidão, seu incomensurável poder de me fazer sentir eu mesmo sem mim. Foi assim. Por segundos suas palavras disseram-me que eu não devia ser eu se quisesse ser o que eu quero ser de mim ... emmimmei-me. Lembrei-me de que vira todas as coisas e me maravilhara de tudo, mas que tudo sobrara ou fora pouco .. e eu sofrera. Sofrera para ser o eu que sou em mim, e de quem gosto.&lt;br /&gt;No mesmo instante resolvi que emimmesmo estava o que me fazia eu. Refleti ... enquanto ouvia suas palavras de si, reconhecia-me em um si seu e meu. Emmimmesmamo-nos, acho ...&lt;br /&gt;Entrei no carro para ouvir um refrão que tenho ouvido desde que aires esquisitos confiáveis sopraram brisa fria ... and the hardest part is letting go, not taking part ... that IS the hardest part ... mas é preciso. É preciso e preciso, correto, certo ... e eu preciso.&lt;br /&gt;Preciso manter-me como me construí, assim, preciso como sou. Aliás, não preciso. Sou, simplesmente. Já está incrustado em mim ... já sou eu ...&lt;br /&gt;... que bom ...&lt;br /&gt;sorri um sorriso de 120 km por hora ao ver que Janaina brincava de noite na praia ... sofri ao ver que nem todos conseguiam sorrir a 120, e que precisavam dos seus 80 permitidos ... para sofrer seus sofrimentos por vias costeiras ... ponto.&lt;br /&gt;Revesti-me de mim e tornei-me o mim que os outros queriam de mim ... uma pergunta me volta para um mim só meu ... uma afirmação remete-me ao outro mim de mim ... seriedade não combina contigo .... ouvi.&lt;br /&gt;Por um segundo me repercebi: transparente ... imediatamente transplantei-me para o mim dos outros ... brinquei ... esqueci o mim de mim mesmo ... e, ainda assim, eu era eu ... porque sou eus ... tus ... eles ... nós ... eus que confrontam-se para convergirem-se para si ... e dão nós em vários eus.&lt;br /&gt;Pronto. Subi escadas e perguntei por ela ... ela estava lá ... em si. Chamei-a para o nós ... não ecoou ... entendi ... e fui ser eu mesmo em mim ... de novo.&lt;br /&gt;Em casa, mais eus ... eus que pululam na tela do computador, eus que ficam falando bobagens, eus que querem saber do meu pau, eus eus eus ... todos eus que buscam seus eus ... esqueço-os ... e brinco com todos os eus mesmo assim ... porque quero-os seus e meus ... ateus ... proteus ...&lt;br /&gt;Em meio a tantos eus ateus, alguns eus meus ... uma prosa de mim mesmo que eu mesmo não entendia .... mas que entedia ... entediei, então.&lt;br /&gt;... esqueço dos riscos na tela ... disco para o seu eu para ouvir um pouco de eu mesmo na voz de ela mesma, ouvi um eu com sono ... e digo ... bem ... se você não quisesse falar ... não atenderia ... mas eu estava com saudade desse eu aí .... vinte cigarros depois ... aidê ... que bom .... você está você está você de novo comigo ... me lembro do coldplay que aires esquisitos confiáveis me fizeram, sem querer, entender .... misturo tudo para ver você Yellow ... e canto&lt;br /&gt;Look at the stars,&lt;br /&gt;Look how they shine for you,&lt;br /&gt;And everything you do,&lt;br /&gt;Yeah they were all yellow&lt;br /&gt;… e vejo o anagrama …. e adoro poder saber que você Lady, pode lay aqui ... porque estou aqui eu você em mim ... e redescubro que posso me re-sentir sem me ressentir .... e sinto que não doei-me a ti, você roubou-se a mim ... roubamo-nos um do outro para sermos o par que somos agora e que seremos por um tempo até que outro par se torne par de nós e nos departiremos .... porque as pessoas passam pela vida da gente, fazem o que têm de fazer ... e vão embora ... assim ... simples .... já entendemos você e eu isso ... e não nos desesperamos com isso ... esperamos por isso ... porque sabemos que somos eus complexos, conexos, convexos e reconvexos .... somos nexos ... e os pedaços de nós que temos em cada um de nós são de nós mesmos ... assim ... simples como não somos.&lt;br /&gt;Assim, riscamos todososdiscosqueouvi-mos e nos ouvimos a cada risco riscado de nós ... porque nos arriscamos sermos nós mesmos ...&lt;br /&gt;Eu estou eu, você está você, mas não somos mais os mesmos ... mas mesmo assim temo-nos ... sem temer ... ou tremer ... porque não temos tempo para perder com outros eus que não os eus de nós mesmos ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-2977628015278225936?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/2977628015278225936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/dos-discos-riscados-dos-riscos-discados.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/2977628015278225936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/2977628015278225936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/dos-discos-riscados-dos-riscos-discados.html' title='Dos discos riscados, dos riscos discados ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-6727870800735919812</id><published>2008-10-21T03:29:00.002-03:00</published><updated>2008-10-21T03:36:39.547-03:00</updated><title type='text'>Não chove lá fora ... e aqui ... bem ... aqui, acontecimentos ...</title><content type='html'>Natal, 21/10/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está frio. Frio o ar que respiro, frio o olhar que lanço aos outros, frio o eu que existe em mim. Aqueço o ar que respiro com fumaça de cigarro, encubro o olhar lânguido sobre o mundo com os óculos de sol, esquento o eu que existe frio em mim com abraços dos amigos que verei em meu velório. E espero.&lt;br /&gt;Não busco, como já disse, encontrar nada. Sou Carolina natalense para quem a procura por si só já é o que quer achar ... e acho ... e acho ... e acho ...&lt;br /&gt;Mas não me acham a mim mesmo. Acham pedaços de mim, fagulhas de um eu que esperou um futuro que não veio, que ansiou uma saudade que tornou-se saudade mesmo e não se deu ao luxo de esperar passar a saudade do futuro, porque o futuro chegou e tornou-se hoje.&lt;br /&gt;Não espero. Desespero. E desesperando vou seguindo os desencontros de mim. Na beira do abismo, brisa fria e palavras desconexas, palavras que se desnudam para si mesmas e se tornam signos de si, represadas em sua significação mórbida.&lt;br /&gt;E eu?&lt;br /&gt;Desespero de novo. E desesperando vou desencontrando todos e tudo. Desencontrando vou encontrando o caminho que traço na minha existência plena de mim. Sou todo eu mesmo.&lt;br /&gt;Há tempos deixei de caminhar à beira da praia ... há tempos deixei de ir à praia ... há tempos deixei de encontrar ... há tempos desencontro ... sopraram, neste caminho, aries de esperança ... foram-se e deixaram-se aqui como resquícios de uma vida amortecida pela vontade de viver ...&lt;br /&gt;Não levaram, em sua saída, pedaços de mim ... não tenho mais pedaços para serem levados ... colei-os em mim e de mim não mais se desprendem ... sou pedaços inteiros de eu mesmo ... pedaços colados e cicatrizados como fragmentos de dores exauridas na esperança de viver ... e vivo... ainda que este viver seja visto como vida vadia, vadio a vida que vivo para viver uma percepção de mim ... para entender a mim.&lt;br /&gt;No divã resolvi-me há tempos ... sentei e chorei. Não adiantou. Corri, não adiantou. Parei, não adiantou. Vivo, então, sem paradas, sem correrias, sem sentar, sem chorar ... caminho a passos largos na existência, onde largo meus passos .... meus descompassos ... meus espaços ... meus espasmos.&lt;br /&gt;O tempo urge e urge pensar que a urgência do tempo pode levar o pouco que sobra de alegria ... não ... não permitirei que a vida me roube seu sabor ... meu sabor ... e meu dissabor.&lt;br /&gt;De dissabores refaço-me novo eu-coração que passa a largos passos largados ... Nos pedaços de eu-coração, eu mesmo. E chega ...&lt;br /&gt;Aqui subsisto na felicidade de saber que posso re-sentir sem me ressentir ... de saber que habita em mim a capacidade de querer ao outro tão bem quanto a mim mesmo sem culpas ou abnegações, ou juras, ou promessas e sem querer que o meu querer seja querido como quero ... é meu o querer ... não é seu o querer ... e ao querer o que quero, quero que você queira o que quiser ... porque simplesmente quero, não anseio ... não vilipendio você em respeito a mim ...&lt;br /&gt;Assim também é minha vida em mim ... não me permito vilipendiar o eu-coração porque se o fizer, perderei a mim mesmo, não é a ti que perco quando perco a honestidade librianamente pensada que em mim habita desde os tempos mais remotos ... não ... não perco a ti porque não possuo esse ti ... e jamais quis possuir ...&lt;br /&gt;Sinto-me então gratificado por entender a mim mesmo como um eu completo de mim. E enterneço-me ao pensar que aries esquisitos confiáveis rondam a superfície e lá ficam ... refrescam as têmporas grisalhas e refletem nos óculos que escondem os olhares frios um fragmento de alegria ... e só.&lt;br /&gt;E basta.&lt;br /&gt;Basta que eu me sinta assim .. para entender que não me prostituo nos braços que encontro pelo caminho. Dôo-me ... e vou doando os pedaços de mim para sentir eu mesmo feliz. Para lembrar, mesmo por pequenos momentos, o quanto é bom saber que meu calor é caloroso aos seres que pululam em minha vida ... e ali mesmo reconheço minha capacidade de alegrar, de cuidar, de festejar, de brincar, de sorrir ... e ver-me refletindo em corpos outros tantos com quem divido-me ... até que chegue um momento em que se eternize ... que perdure mais do que dois ou três gozos e vinte cinco afagos ... mais do que oitenta e dois beijos dados no espaço de sete horas ... mais do que o sorriso dado num banho com sabonete de criança ... mais do que na brincadeira entre a água quente ou fria do chuveiro ... mais do que os gritos dos nos intervalos de insanidade do sexo ... mais do que ... mais do que ...&lt;br /&gt;... assim te espero ... sem perder um momento sequer da vida que me resta ... não tenha pressa ... enquanto não há um você, vou vivendo com todos os vocês que você permitiu estarem você em mim ... porque você não está aqui.&lt;br /&gt;Mas eu estou ...&lt;br /&gt;e quando você chegar, seremos apenas eu, você ... e o nosso passado, no passado ... porque também não quero saber o seu presente, o seu agora, porque agora, você ainda não chegou ... e quando chegar ... traga seu passado consigo ... não o negue, não o apague ... porque vou te querer como serás, no futuro ... e você só será você no futuro porque vive, agora, o que recordaremos no nosso futuro, mas não recobraremos o que fomos ... nos apaixonaremos por nós, compostos de cicatrizes passadas ... e de perspectivas futuras, nossas perspectivas ... e seremos, também, passado de nós mesmos um dia ... mas isso será no futuro do futuro ... te espero, sem desespero ... quem quer que seja você, que agora ainda se constrói ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-6727870800735919812?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/6727870800735919812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/no-chove-l-fora-e-aqui-bem-aqui.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6727870800735919812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6727870800735919812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/no-chove-l-fora-e-aqui-bem-aqui.html' title='Não chove lá fora ... e aqui ... bem ... aqui, acontecimentos ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-7520578260985992391</id><published>2008-10-15T20:34:00.003-03:00</published><updated>2008-10-16T02:53:54.961-03:00</updated><title type='text'>Já tenho os amigos que quero em meu velório ...</title><content type='html'>Natal, 15/10/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, as palavras líquidas solidificaram-se com a brisa fria que falaram os narizes ... os retrovisores avistaram a alegria do eu-coração deixadas para trás ... à frente, a vida viva friando em mim ... friei... agora é arrancar a última folha do mata-borrão e vislumbrá-lo límpido, vazio de eus parte ilhados ... a ilha solidão volta-se para seu oceano de eus eu-mesmo e em mim solidifico o coração que estava amolecendo pela brisa quente.&lt;br /&gt;Ainda tem brisa, é certo, mas sobrou apenas o sal mar .... o sol mar e o lua mar esvaeceram-se com as pretas palavras sólidas na tela branca na proposta de amizade ...&lt;br /&gt;Sim ... amizade ... mas a brisa quente soprada pela pele das amizades não amolecem o coração, não deste jeito. Decido, então, não morrer coração aos poucos com a esperança de ois de bares e abraços fraternos ... fujo.&lt;br /&gt;E fugir é um respeito a mim ... respeito-me acima de tudo e aos outros, contudo.&lt;br /&gt;Ainda estou no momento de perceber quais coisas serão recolocadas em seus lugares devidos porque as baguncei sob o calor da brisa quente e das palavras líquidas ... enxugo do chão as palavras líquidas, ligo o aquecedor para aquecer a brisa fria que sopra a casa e a alma, a carne e as entranhas de mim ...&lt;br /&gt;Desenlacemos as mãos ... vou, novamente, como Lídia, ter ao rio ... Iemanjá não merece ver-me como estou agora, não! Por certo ela me afagará amanhã, salgarei minha carne em suas águas ... vou ter com Janaina ... vou ter com minha inseparável solidão uma prosa sobre nós dois ... estamos numa relação de interstícios, eu e a solidão ... talvez Odoiá tenha algumas respostas para esta mente perturbada pela brisa fria, pelas palavras sólidas, pela realidade que insiste em bater à porta e deixar o sentimento passar com o coração que bate no mundo.&lt;br /&gt;Bato-me.&lt;br /&gt;E olho pela janela a vida apagada ... o jardim apagado ... levanto-me ... caminho pela casa ... encontro a tomada que dá luz ao jardim ... observo-o pela janela ...&lt;br /&gt;Lá fora, o pequeno coqueiro balança preto no muro branco e desenha a esperança de uma solidão alegre .... As folhas desenham uma boca de dor ... que grita palavras ininteligíveis .... um cisne branco de barro assiste a tudo impassível ...&lt;br /&gt;... eu assisto a tudo impassível ... estou, ainda, inerte ... hirto, por certo, mas inerte ...&lt;br /&gt;Chamo para acompanhar a mim e a solidão uma taça de vinho .... converso com ela palavras secas, vermelhas, quase negras ... na boca, a sensação de solidão é amortecida pelo álcool vermelho das uvas amassadas ...&lt;br /&gt;Olho para o corredor .... quem está lá? A solidão amortecida pelo álcool ... saiu de minhas narinas que não conversam mais brisa quente e apenas murmuram secas vermelhas palavras ...&lt;br /&gt;Penso: solidão .... estou de volta ... venha ter comigo, como temos tido um ao outro nesses últimos tempos ... venha ... estou, de novo, pronto para ti.&lt;br /&gt;E ela vem ... somos simbióticos ... nos entendemos ...&lt;br /&gt;Começamos a conversar, relembramos nossos momentos de separação .... partilhamos nossas palavras secas com a taça e com o cigarro que assistem a tudo sobre a mesa. Ela, bêbada de uvas vermelhas amassadas, ele cochilando no cinzeiro cheio ... e me lembro que os ombos suportam o mundo ... enquanto assistimos, os quatro, a verdade de Drummond bater à porta e gritar que ...&lt;br /&gt;Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.&lt;br /&gt;Tempo de absoluta depuração.&lt;br /&gt;Tempo em que não se diz mais: meu amor.&lt;br /&gt;Porque o amor resultou inútil.&lt;br /&gt;E os olhos não choram.&lt;br /&gt;E as mãos tecem apenas o rude trabalho.&lt;br /&gt;E o coração está seco.&lt;br /&gt;... mas me lembro, também, que aqui, em Natal, chove à bessa!&lt;br /&gt;E espero ... espero ... espero ... espero ... espero .....&lt;br /&gt;Consciente de que palavras líquidas inundarão o coração árido para que nele brotem novos coqueiros que balançarão com a força de nova brisa quente ....&lt;br /&gt;... e não estou com pressa, porque já tenho os amigos que quero em meu velório.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-7520578260985992391?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/7520578260985992391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/j-tenho-os-amigos-que-quero-em-meu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7520578260985992391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7520578260985992391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/j-tenho-os-amigos-que-quero-em-meu.html' title='Já tenho os amigos que quero em meu velório ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-7273961135257006301</id><published>2008-10-15T02:38:00.002-03:00</published><updated>2008-10-15T02:45:25.922-03:00</updated><title type='text'>Saudade do futuro</title><content type='html'>Natal, 14/10/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade é um sentimento estranho, esquisito, estapafúrdio, esdrúxulo, esqualquercoisa. É saudade e ponto. Definir o que se sente ao sentir saudade é pensar que se está longe aquilo que se quer perto ... é olhar para o passado e querê-lo de volta ... é é é ...&lt;br /&gt;Mas estou sentindo uma saudade minha, uma saudade de um futuro pensado, desejado, almejado, alvejado ... é ... alvejado. É isso.&lt;br /&gt;Não estou com saudade de ouvir os narizes conversando brisa quente, não tenho saudade das palavras líquidas, não tenho saudade dos toques. Não, não tenho. Quero-os, apenas. E me conforto com o meu querê-los. Tenho é saudade do que passei a sonhar quando percebi que os aries sopravam esperança ... quando percebi que a solidão estava sorrindo para mim um adeus de alegria ... quando notei que o coração não estava morto .. e quando percebi que quando vim a ter esperança, eu ainda sabia ter esperança ...&lt;br /&gt;Percebi, também, que os aries sopravam mãos enlaçadas fugitivas do céu ... livres a brincar na água das nuvens antes de cair na terra e perceberem que tocavam a realidade ... realidade que foi real por 4 meses, 3 semanas e 2 dias que duraram a realidade de 113 minutos. Cada um dos quais em que se percebia que&lt;br /&gt;Hoje,&lt;br /&gt;Estar&lt;br /&gt;Livre&lt;br /&gt;Implica&lt;br /&gt;Osmose ... e isso não é uma contradição ... é uma contração ... enlacemos as mãos na realidade então ... na realidade que pode ser raridade, sanidade ... e percorrer a idade.&lt;br /&gt;Nesta cidade, não vamos fazer como Lídia à beira do rio, que vai ter ao mar, e nos deixar ouvir que&lt;br /&gt;Mais vale saber passar silenciosamente&lt;br /&gt;E sem desassossegos grandes.&lt;br /&gt;Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,&lt;br /&gt;Nem invejas que dão movimento demais aos olhos ...&lt;br /&gt;... simplesmente porque não vamos ter-nos ao rio, teremo-nos ao mar, adiante ... onde tudo é sal e brisa, sol e brisa, lua e brisa e os aries sopram brisas quentes em meio a palavras líquidas.&lt;br /&gt;Não vou, eu, de cá, tergiversar ... não, não vou.&lt;br /&gt;Não tergiverso há tempos, porque aprendi a vida viva vivendo em mim ... e na solidão compartilhada que me acompanha ... apreendi ambas, ambas, vida e solidão, contenho-as em mim, assim, pleonasticamente expressas em um ser solidão-viva, que vive-solidão ... e espera, dormindo espera, com uma grinalda de hera.&lt;br /&gt;E ... se antes era ignorado, hoje, sem saber que intuito tem, rompeu o caminho fadado e, pelo processo divino que faz existir a estrada, trouxe aries de saudade ... saudade de um futuro que bate à porta, com o vento que sabe passar ... e me deixa a sensação de que eu, não, não sei passar, porque, ao passar, passa comigo meu coração que bate no mundo. Passamos juntos, sempre. Carrego-o em mim. Somos um eu-coração. E enquanto existir a união eu-coração, existirá vidavivavivendoemmim, que é mais vida quando, por osmose, sinto aries a soprar brisa quente, devo confessar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-7273961135257006301?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/7273961135257006301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/saudade-do-futuro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7273961135257006301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7273961135257006301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/saudade-do-futuro.html' title='Saudade do futuro'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-3531461385078717686</id><published>2008-10-13T12:56:00.002-03:00</published><updated>2008-10-13T12:59:11.456-03:00</updated><title type='text'>Descompassos e lapsos relapsos</title><content type='html'>Natal, 13/10/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mergulhado no coração batendo no mundo, mundei. E com todas as coisas mundanas esperei que o mundo enxergasse esse coração que nele batia. Ofereceu-me, o mundo, um mundo de coisas para bater. Braços coxas pernas pés mãos bocas. Ocas! Parei então para apreciar todas as coisas mundanas dadas pelo mundo imundo. Imundei. Pisei na areia fofa umedecida pela garoa que presenteou o sábado. Sabadei.&lt;br /&gt;Senti as emoções que são sentidas na carne. E, entre braços coxas pernas pés mãos bocas, carnei. Não me preocupei de mim, ocupei de mim, ocuparam-se de mim.&lt;br /&gt;E eu deixei.&lt;br /&gt;Gostei.&lt;br /&gt;Gozei ... e só.&lt;br /&gt;Carnado, fui ver a vida por um outro prisma. Encontrei amigos que amigaram,&lt;br /&gt;encontrei bêbados que bebaram,&lt;br /&gt;encontrei gentes que gentaram&lt;br /&gt;... gentei também.&lt;br /&gt;Até perceber que havia gente que gentava só comigo. Todas as gentes não eram gentes exceto eu ... e a gente. Gentamos, então.&lt;br /&gt;Antes de tudo, palavras, palavras que procuravam entender o porquê de se querer gentar junto, gentar a dois ... palavras que fizeram a gente se sentir gente. Foi isso.&lt;br /&gt;Getamos, gentamos, gentamos ... as palavras mostraram as almas da gente ... a calma da gente. E sorrimos. As palavras tornaram-se líquidas, trocamos nossas líquidas palavras em embalagens de abraço, enquanto os narizes conversavam brisa quente ...&lt;br /&gt;palavras líquidas se misturavam em nós ... estávamos em nós ... liquefeitos ...&lt;br /&gt;Perdemo-nos no tempo e no tempo perdido nos encontramos almas perfumadas ...&lt;br /&gt;Brisa quente, palavras líquidas e almas perfumadas recobraram a esperança de ver a solidão ser parte ilhada ...&lt;br /&gt;Ilharemo-nos, conosco.&lt;br /&gt;Isso.&lt;br /&gt;Tudo é dito num plural de mim mesmo, sei. Não posso dizer que as ilhas de eus que estão arquipelagando-se em mim mesmo são, também, suas ilhotas se juntando num delta. Não posso ... ainda.&lt;br /&gt;Mas como tudo que é dito aqui é dito em mim, digo-te. Digo-me. Poderei. E se não puder, poderei assim mesmo.&lt;br /&gt;Voltei a sentir a vontade de ter as palavras líquidas na minha boca, voltei a sentir a vontade de sentir o perfume daquela alma perfumada juntando-se a minha, voltei a ter vontade de deixar os narizes conversarem brisa quente.&lt;br /&gt;Estou vivo, em mim.&lt;br /&gt;E vivo, conosco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-3531461385078717686?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/3531461385078717686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/descompassos-e-lapsos-relapsos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/3531461385078717686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/3531461385078717686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/descompassos-e-lapsos-relapsos.html' title='Descompassos e lapsos relapsos'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-8474998579068829234</id><published>2008-10-05T02:38:00.003-03:00</published><updated>2008-10-14T00:06:31.371-03:00</updated><title type='text'>Clarices</title><content type='html'>Natal, 05/10/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ... você pode estar pensando que sou pedante. Acertou. Preciso escurecer minha alma límpida com as cores que o mundo quer: rudes. Nada de tons pastéis para sobreviver à escuridão que a vida me obriga a entrar. Simples assim. Sem dor, apenas reconhecimento.&lt;br /&gt;que minha solidão me sirva de companhia&lt;br /&gt;que eu tenha a coragem de me enfrentar&lt;br /&gt;que eu saiba ficar com o nada&lt;br /&gt;e mesmo assim me sentir&lt;br /&gt;como se estivesse plena de tudo&lt;br /&gt;Foi o que disse Clarice, certa, como sempre esteve. Estar pleno de tudo é o que sustenta o meu pleno viver e me enfrentar é a forma que encontrei de enfrentar os outros que me querem em frente. Sigo sem rumo no rumo da subsistência. E sofro pouco, mesmo que o pouco seja demais para mim.&lt;br /&gt;Há tempos a solidão não dói, conforta. Estar só tornou-se uma forma de sentir-me completo, repleto de mim por todos os lados, ilhado em mim mesmo e respirando o ar puro da vida escura. Vivo, pleno. Saber disto é entender e compreender que o nada é tudo, e o tudo é o nada e que eu nado em tudo e em tudo, nada. Que nada!&lt;br /&gt;Em tudo, tudo.&lt;br /&gt;Acordo todas as manhãs para descobrir que estou feliz, que fiz o que quis de minha vida e tornei-me eu em mim, comigo, certo e incerto, mas eu mesmo.&lt;br /&gt;Assim, enfrentei-me e reconheci em mim um porto. Um porto seguro que conforta a si e a outros na vida escura que assola todos os nós de nós mesmos. Somos escuros, obtusos.&lt;br /&gt;Nada é preciso dizer para nós quando sabemos disto. Nada precisamos cobrar de nós mesmos quando descobrimos que nos cobrar é usurpar nossa própria capacidade de sermos o que queremos ser. Basta que os outros o façam. Deixe-os ocuparem-se de mim e ficarem a pensar quem sou eu. Não sou, estou. E isto me basta.&lt;br /&gt;Saber ficar com o nada, como queria Clarice, é saber reconhecer em si o vazio de uma existência plena. É entender que a vida é isso, e é nem pouco nem demais para mim. É vida, apenas.&lt;br /&gt;Voltar atrás e&lt;br /&gt;Irritar-se com a&lt;br /&gt;Dor sentida não&lt;br /&gt;Adianta, atrasa, arrasa...&lt;br /&gt;... não me esqueço mais de mim, não sinto saudade dos anos em que festejavam o dia dos meus anos, não sinto saudade de um eu morto a tapas e pontapés. Não, não sinto.&lt;br /&gt;Não sinto vontade de voltar atrás, de consertar, quero é concertar ... e ouvir o barulho de minha sinfonia tendo o mar como companhia... e ele está logo ali. Perto de mim, em mim. E eu sei disso.&lt;br /&gt;Quando me lembro da tristeza que trouxe-me a solidão, regozijo-me. Não, não estou louco! Regozijo-me por ter tido o prazer de sentir a dor e entender que dela precisava para estar aqui agora, estar assim agora, e não sentir a dor de outrora. Mesmo sabendo que e outrora eu era de aqui, não me sinto regresso ou estrangeiro, me sinto egresso. Egresso de mim.&lt;br /&gt;Assim, como tudo, simples. Ponto.&lt;br /&gt;Redescobri-me em mim, redescobri um eu que eu queria eu. E fico feliz. Recobro pedaços mortos de mim e não oro por eles, não os ignoro também. Apenas recobro. E não cobro. E assim vou seguindo o meu rumo, o rumo do qual extraio forças para a subsistência e no qual subsisto ... e insisto em arrancar os cistos, em extrair de mim os amálgamas e quelomas de um eu ilhado, cercado de outros eus. Aperto cada furúnculo até que jorre apenas o sangue vermelho, sem o pus amarelo. Espero, tranqüilamente, a cicatrização e sigo em frente, não mais inerte, mas hirto e em passos largos e, a cada passo, redescubro-me.&lt;br /&gt;Sou, como Clarice, um coração batendo no mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-8474998579068829234?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/8474998579068829234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/clarices.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/8474998579068829234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/8474998579068829234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/10/clarices.html' title='Clarices'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-6646097559416167408</id><published>2008-09-30T14:23:00.001-03:00</published><updated>2008-09-30T14:23:52.483-03:00</updated><title type='text'>Coaxou ... e foi-se.</title><content type='html'>Natal, 30/09/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gestação foi breve, seis dias. O girino em segundos transformou-se num enorme sapo  a coaxar pela casa toda. Coaxava na sala, no quarto, na cozinha, no carro, na rua... saia da casa para invadir o coração, a alma e tornar tudo um brejo cheio de lama ... e de coaxos. O som barulhento e sem sentido acabou por arrefecer qualquer sinal de vida deste gestante em recuperação ... recuperação do susto, do sopro na vida ... era o próprio lobo mal a assoprar e assoprar a casa dos três sapinhos coaxantes ... derrubou as palhas, derrubou as madeiras e deixou os tijolos abalados ...&lt;br /&gt;... era o momento de a vida fazer eco e, no eco da vida, a ida .... adeus.&lt;br /&gt;Sinceridade na tela do celular: “Não sei ... mas não senti como pensei .... Não posso negar que estava mais empolgado. Me desculpe. Sejamos amigos”&lt;br /&gt;- Por que isso? (a pergunta veio celularmente)&lt;br /&gt;- Desencantei.&lt;br /&gt;- Estou acostumando-me com decepções ...&lt;br /&gt;- Pense que desta vez foi, pelo menos, com honestidade.&lt;br /&gt;E foi assim ... os coaxos deram trégua ... a solidão sorriu e disse que não tinha me abandonado .. estava lá, à espreita, esperta como sempre.&lt;br /&gt;À noite,  justamenteumalindaintransitivaamiganuncaausente com sua solidão própria, se junta  a mim, com minha solidão própria. Éramos quatro ... e fomos para a vida solteirar e ver que solteirando estamos inteiros, apesar de solteiros.&lt;br /&gt;Terra, o caminho era de terra .... e o som, de cafuçu. Tudo bem, estávamos os quatro cafuçando a vida mesmo ... cafuçamos solteiros e inteiros .... ninguém conseguiu quietar ou apagar o facho ... cafuçar é ter quase a certeza de que o facho não se apaga .... e a cerveja era sol ... e queríamos lua ao luar, nuas ao luar  ... na verdade cafuçar foi quase uma imposição ... fomos no impulso, mas apenas nós quatro tivemos pulso para cafuçar como proposto.&lt;br /&gt;Ficamos ... o dia queria clarear ... e a gente queria que aquela noite fosse o nosso dia. Não foi... mas o dia foi de nós quatro ... de falar da gente ... de gentar ... gentamos os dois (ou melhor, os quatro) e ficamos com a impressão de que tudo estava bem. Separamo-nos. Foram dois pra lá, dois pra cá .... solteirar.&lt;br /&gt;A solidão garlhalou, quase zombou de mim ... ms ela é companheira, brinca de brincar comigo, nos entendemos.&lt;br /&gt;Enrolei-me em seus braços ... sorrimos ....  ambos, solidão e eu. Queríamos um terceiro elemento, um facho de luz ... com o qual pudéssemos solteirar. Falei: solidão, vou só ... deixei-a ... e solteirei por um segundo .... ( e olha que estou falando de um segundo mesmo!)&lt;br /&gt;Separei-me da pressa e voltei meus olhos para o certo que é incerto, que faz certo dentro da incerteza da vida ... fui ...&lt;br /&gt;Marcamos no mesmo lugar. Fizemos as mesmas coisas, duplamente.&lt;br /&gt;Saciados, os três: solidão, eu e a incerteza certa, voltamos cada qual para sua vida .... uma vida de cada e de qual ... todos os quais e cadas na vida solteira, vida de solteirices.&lt;br /&gt;Sempre que penso no&lt;br /&gt;Ontem, lembro-me da&lt;br /&gt;Lamúria que é ficar a pensar&lt;br /&gt;Tanto nas coisas&lt;br /&gt;Eternas por um segundo, por um minuto, mas eternas&lt;br /&gt;Internamente e sobre as quais&lt;br /&gt;Raramente se pensa em&lt;br /&gt;Acompanhar para todo o sempre,&lt;br /&gt;Raramente se quer para todo o sempre como companhia.&lt;br /&gt;... não importa. O eterno deve ser eterno, deve ser éter na mente para o sempre de um segundo. Deve ser tudo no nada da vida .. e tem-se de reconhecer que a ida é imprescindível para o movimento cíclico da vida ...&lt;br /&gt;é ... a vida ecoa ... e seu eco retorna apenas a ida, porque o vê, sim a letra vê, se perde no vê do vento – seu irmão gêmeo, ambos fricativos sonoros univitelinos, que se irmanam na distância entre o som que emito e o retorno que tenho, no eco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-6646097559416167408?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/6646097559416167408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/09/coaxou-e-foi-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6646097559416167408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6646097559416167408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/09/coaxou-e-foi-se.html' title='Coaxou ... e foi-se.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-7733741772416769248</id><published>2008-09-24T02:19:00.001-03:00</published><updated>2008-09-24T02:19:57.365-03:00</updated><title type='text'>E agora, o que sinto?</title><content type='html'>Natal, 23/09/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto a realidade, que é sempre mais ou menos do que queremos, mas ainda assim a queremos, real. É isso. Sinto o real, o palpável, o certo  ... e o incerto e a incerteza, assim, femininamente indecifrável porque real, leal. Leal às observações da pele, às emoções que emanam de um nãoseioquê de coisas incognoscíveis por si mesmas. Coisas que passam pela cabeça, coisas que coisam as coisas das coisas da gente. Que coisa!&lt;br /&gt;Na idade adulta, quando descobrimos que amamo-nos muito quando meninos e seguimos outras afeições e conservamos no escaninho da alma a recordação de nosso amor antigo e inútil, as coisas são apenas coisas. E as sentimos sem querer entender muito bem o que são, porque indeterminadas pelas sensações que causam, pelas sensações que arrefecem-nas com a brisa e nos deixam sentindo-nos como que invadidos de nós, de nossa realidade e de nossos sonhos infantis esgarçados pelos anos que passamos na vida útil de uma existência inútil.&lt;br /&gt;Apenas estamos ... como se o estar fosse a consolidação de uma eternidade de um dia, o que já basta. Bastaria um minuto, apenas um minuto marcaria ardilosamente retilineamente cada estado loucamente ontológico de um ser adulto que experimentasse esse estar. E estou estando esse estar.&lt;br /&gt;Um estar de definições indefinidas, de desejos escondidos em gestos de carinho e carinhos que gestam desejos ... é isso ... tenho desejos gestantes... fetos de um príncipe-rei ou girinos de um sapo, não sei. Mas gesto-os .... alimento-me dos momentos infinitamente finitos para alimentar não o eu, mas o feto-desejo. E espero, enquanto vejo a solidão acenar, que o feto-girino cresça ... e se transforme para mim. Simples assim.&lt;br /&gt;Que sinto, então? Agora apenas sei.&lt;br /&gt;Amanhã, talvez, sentirei no ventre os chutes do feto-girino crescido,&lt;br /&gt;Depois de amanhã, talvez, ouvirei os gritos de um bebê-anuro,&lt;br /&gt;Depois de depois de amanhã, talvez, seja tempo demais para se discutir agora.&lt;br /&gt;E agora? Sei não ... mas sei que não sei. E isso basta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-7733741772416769248?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/7733741772416769248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/09/e-agora-o-que-sinto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7733741772416769248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/7733741772416769248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/09/e-agora-o-que-sinto.html' title='E agora, o que sinto?'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-5172649661601908011</id><published>2008-09-23T04:17:00.002-03:00</published><updated>2008-09-24T15:10:51.036-03:00</updated><title type='text'>Braços sonoros, imagens acústicas e restos de mim.</title><content type='html'>Natal, 22/09/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conforto veio em forma de palavras escritas na tela de um celular quebrado. Não importa, quebrado foi o ciclo que se instalara nos interstícios de um eu casado com a solidão. Bastou. Chegou aos olhos, estendeu-se aos lábios e soprou com brisa de mar calmo a alma do eu que parece dar início à separação consensual da solidão. A solidão, então, não fica triste. Recolhe-se ... voltará, por certo, depois ... depois de tudo o que está por vir. Ela, amiga de sempre, entende que seu tempo está acabando .. e não sofre. A solidão não sofre, apenas não deixa sofrer ... tem função utilitária.&lt;br /&gt;Bastou para a manhã um bom dia com beijo, escritos, ambos, beijo e bom dia, em letras celulares. Para a tarde, um boa tarde com beijos, igualmente celulares. Para dar início à noite, letras celulares não seriam suficientes. Palavras, ditas, celularmente deram o tom de uma noite de sorrisos pela metade ... as imagens sonoras não foram, exatamente, imagens de conforto ... desconfortaram, mas deixaram para o amanhã o conforto de ontem, num encontro de pele marcado celularmente. Apagaram-se às 22h30 ... palavras celulares de saudade e lembranças de beijos e cheiros reais deram o tom do conforto ontem sentido na pele, hoje sentidos no celular que confirmam o amanhã de sentir na pele.&lt;br /&gt;Instala-se, na libra, a dualidade geminiana ... no trabalho, brigas, nas brigas, trabalho ... no íntimo, eu singular, eu plural, eu de sis, eu de outros ... outros eus, mas são para amanhã ... eus e outros, amanhãévinteetrês ... são oito dias para o fim do mês ... (na verdade sete, setembro ... mas como o amanhã ainda não é hoje, conta-se-o, portanto, oito mesmo).&lt;br /&gt;Hoje, então sou o eu, apenas. O eu que quer uma amiga justamente uma linda intransitiva amiga nunca ausente ... pelo celular, nos vemos acusticamente, no bar, pessoalmente.&lt;br /&gt;Falamos de trabalho: caralho! Falamos de outras coisas ... caralhos? Também! Mas pouco, porque tínhamos eus para nos preocupar e os falos foram postos de lado ... mas não lado a lado .... de lado, mesmo.&lt;br /&gt;Observo e vejo um olhar perdido. Uma vista que se perde na escuridão de uma indecisão sobre o que é este chega, um momento ... ela tenta tergiversar. Insisto. Quero saber de você ... to aqui, em mim ... ... ... tergiversando ... ... tergiversando ... Reinsisto. Sou incisivo (ou seria invasivo?)&lt;br /&gt;Bem, não quero mais me preocupar com coisas banais, quero sentir a proteção que tenho por direito e ponto. Estou assim. Tiro o foco de meus objetivos para ter foco em mim.&lt;br /&gt;Digoótimo.&lt;br /&gt;Falamos sobre o divã ... isso e aquilo, o momento de se respeitar e deixar os eus em nós nos guiar pelos eusdenósmesmos, assim, juntinho para dar a impressão de que todo o arquipélago que somos é uma ilha ... sonífera ilha, que descansa os olhos, sossega a boca e enche de luz os eusdenósmesmos. Justamenteumalindaintransitivaamiganuncaausente tinha olheiras em torno dos olhos que passaram a ver um mundo antes sentido e agora admitido. Olheiras oriundas de mergulhos em si, mergulhos em outros sis e mergulhos em nada. Mergulhos que se valorizaram apenas por serem mergulhos em mim, no outro e trouxeram a descoberta de que se basta a si. Agora o seu complemento não é complemento, é adjunto adnominal, adverbial, adcorporal, adalmal, adpeleal, adqualquerporra, adporranenhuma, mas ad e junto. Virou intransitiva. Amei!&lt;br /&gt;E amei porque ela está descobrindo que amar é também um verbo intransitivo. Ama-se porque se ama. Ponto. O amado não é complemento, é adjunto. Sorri. (a língua é uma coisa legal, quero ver você descobrir aqui quem é que sorri ... você num acha o sujeito porque tem dois sujeitos aqui na brincadeira, e eu não vou dizer qual dos dois sorri – talvez eu tenha querido dizer que sorriram ambos, e tenha unido no sorri a dúvida para você se matar para descobrir – fiz de propósito)&lt;br /&gt;E o resto? O resto, como os outros, são os restos e só ... porque já conhecemos muitas gentes, gostamos de algumas gentes, mas depois de alguns vocês, os outros são os outros e só... e outros vocês chegarão para provar que os outros que estão no passado serão sempre os outros, o presente é presente, o passado, passado e, enquanto o presente não se torna passado, as gentes do presente relegam à sombra as outras gentes ... até que outras gentes apareçam ... e tornem as gentes de hoje, ontem. E todas as gentes podem, sim, ser amadas e tudo pode acontecer ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-5172649661601908011?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/5172649661601908011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/09/braos-sonoros-imagens-acsticas-e-restos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5172649661601908011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5172649661601908011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/09/braos-sonoros-imagens-acsticas-e-restos.html' title='Braços sonoros, imagens acústicas e restos de mim.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-1577579463617660296</id><published>2008-09-22T03:00:00.003-03:00</published><updated>2008-09-24T02:25:32.642-03:00</updated><title type='text'>Nos braços de mim mesmo ...</title><content type='html'>Natal, 22/09/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nadei, nadei ... e mergulhei em mim. Em mim personificado no outro, no outro que me dava geminianamente o prazer de estar comigo me sentir eu, como uma ilha cercada de mim por todos os lados.&lt;br /&gt;Lados que sempre vi e sempre senti, mas estavam tão inseridos em mim que não os podia enxergar ou sentir ... senti ... e senti ... senti o prazer de me ver a mi mesmo no outro, e o outro em mim ... sem perguntar os porquês de estar em si, ambos em si ... um si plural, e único, e plural ... uns sis de reticências.&lt;br /&gt;E para que servem as reticências nos sis? Para que o tempo possa invadir os meandros de cada si e tornar o si sis no tempo. No tempo que bate à porta e diz cheguei ... e entra sem pedir licença, porque não precisa.&lt;br /&gt;Não precisa porque vai entrar e vai fazer da ilha um continente, um continente cheio de novidades, de progresso, de dor, de sofrimento e não vai se desculpar.&lt;br /&gt;Mas será que o que&lt;br /&gt;Antes se pensava não era apenas&lt;br /&gt;Ranço do passado que,&lt;br /&gt;Como dizem, está à&lt;br /&gt;Espreita de uma&lt;br /&gt;Loucura, de uma janela para quebrar,&lt;br /&gt;Ou de uma porta entreaberta para invadir? E invadir sem pedir nada, sem falar nada, sem questionar nada... simplesmente uma porta ou uma janela para a alma de um ser que, ilhado, se sente irado e faz amizade com a solidão que também não pede nada ... e não dá nada ... e nada, nada com o tempo que entra e levanta as saias do pudor ... entra .. vento, brisa ... e deixa o ser, ilhado, na frisa ... esperando pela brisa que sopre, de novo, a saia para seu lugar e deixe a ilha se ilhar em si, cercada de sis ...&lt;br /&gt;Naqueles braços os sis se tornaram uma ilha de certezas, de incertezas momentâneas de um prazer de camarões. Sim, de camarões ... de camarões que são saboreados sem as cabeças, sem as peles, sem as entranhas .. camarões que nadam, nadam e são surpreendidos, um dia vinteedoisqualquerdesetembro por uma rede de pescadores gêmeos univitelinos ... iguais na superfície e desiguais na litosfera, que reveste o manto e o protege.&lt;br /&gt;E o manto? Bem ... o manto não é de virgemmaria, nem de madalena ... é simplesmente um manto .... um manto que recobre de vulgaridade, de perversão, a pureza de uma alma de esperança na junção ilha-mar. É isso ... junção ... interjeição .... interrogação ... interrelação ... inter ....&lt;br /&gt;É assim ... nos braços de mim mesmo me torno ilha continental, arquipélago de eus que me invadem e me fazem sentir único. Contradição.&lt;br /&gt;Contradição de nãoquererquerer, de querernãoquerer ... e querer assim mesmo ... e se desilhar ... desilhar de eus e seus e teus e ateus e proteus .... não sou mais o primeiro, o proteus, nem é o primeiro gêmeos que surge ... é outro ... e o outro que, como uma ponte, tira a ilha de sua ilhação.... e a conecta com o continente que é ela mesma ...&lt;br /&gt;A ilha se conecta ... e se sente feliz, e sente a brisa, e olha o retrovisor e vê que a história pode se repetir ... e não está nem aí com isso ... desilha-se para se conectar aos vários eus de si, reintegra-se ... nos braços de si mesma.&lt;br /&gt;É, chega, um momento ....&lt;br /&gt;Pare de sentir-se culpado de sentir-se bem ... pare de sentir-se bem de sentir-se culpado ... esqueça .... viva a ilha em si conectada ao universo a sua volta. Retorne, entorne, esborne ...&lt;br /&gt;E sinta-se você, como já sentiu ... e gostou.&lt;br /&gt;Goste de ser gêmeo do outro ... gêmee-se nos gemidos da alma ... acalente-se de si ... e veja que a vida lhe proporciona muitas libras ... libras de alegria, libras moedas de troca de si. Ponha na balança ... e perceba que os pratos estão regulares ... sorria para si ... sinta a brisa que, de tão forte, retorce o retrovisor que mostra não mais a estrada lá atrás, não mais uma sombra na beira do caminho, mas um rosto que sorri .... um olho que brilha ... e uma vida que abre as portas, quebra as janelas, espatifa os vidros da vidraça e diz “mostre os dentes guardados por esses lábios recobertos de neve ... antes que eles apodreçam” ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-1577579463617660296?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/1577579463617660296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/09/nos-braos-de-mim-mesmo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/1577579463617660296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/1577579463617660296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/09/nos-braos-de-mim-mesmo.html' title='Nos braços de mim mesmo ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-6189110759230045517</id><published>2008-09-16T02:15:00.004-03:00</published><updated>2008-09-16T02:33:53.460-03:00</updated><title type='text'>Não quero falar disso.</title><content type='html'>Natal, 16/09/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vazio. Não, não quero falar disso. Quero é falar do cheio, da vida e da alegria de estar vivo ao lado da vida que passa. Sim, ao lado. À margem. À margem de uma alegria buscada, encontrada e querida por muitos ... tida por poucos .... e sentida por quase ninguém. Sentir a vida. Seria isso possível?&lt;br /&gt;Ao lado da vida, ou no seu curso, há a despedida, a pedida, a medida, a ferida, a ida ... ida. Sim, ida.&lt;br /&gt;Tudo é não ser, tudo é não estar, é não querer, não sentir e sentir. Sentir que tudo o que se quer se pode ter ... e perder.&lt;br /&gt;Perder para a vida, a vencedora dos jogos mortais que vivemos nela, que incutimos nela, que sentimos nela e nela perdemos. Perdemos os amores, as dores, as cores ... até os cabelos perdem as suas cores para dar lugar ao branco, ao vazio. Vazio que reluz na claridade da não-cor. Sim, branco é não cor. É espaço límpido para se poder fazer o que se quer ... e querer o que fazer.&lt;br /&gt;Faço, então, um traçado de branco sobre os poucos negros que restaram na vida que escolhi. Na vida que vivi e vivo, e viverei o branco, o franco, o tranco ... e sobrevivo.&lt;br /&gt;Sobrevivo aos quereres que quis e aos que não quis, ou quis sem o saber.&lt;br /&gt;Sim, há quereres que não sabemos que queremos, apenas os queremos e temos, sem querer tê-los ... e só sabemos disso quando os seus tentáculos, os tentáculos dos quereres que não queríamos, nos tomam pela mão ... e nos arrastam para a beira do abismo. Chegamos a sua beira, puxados pelos tentáculos, e olhamos, soltamo-nos nos tentáculos dos quereres não queridos e dizemos: chega, um momento.&lt;br /&gt;E observamos ... olhamos a paisagem e voltamos nossas cabeças para trás ... vemo-nos como a um amigo que deixamos para trás, no caminho da vida, no percurso da vida, no curso da vida ... e sentimos que o pulso ainda pulsa.&lt;br /&gt;Expulsamos os tentáculos.&lt;br /&gt;Voltamos para a estrada, olhamos para trás, deixamos o abismo lá atrás. Esquecemo-nos dele. Voltamo-nos para nós mesmos e sentimos a brisa nos dizer que chega de chega, um momento.&lt;br /&gt;O momento chegou, aproveitamos. Chega!&lt;br /&gt;Vamos brincar de ser ilha, e ter conosco a certeza de que há mar à volta, para nadar. Nadar na sua acepção mais corriqueira, dar com os braços na água e brincar de ser peixe ... e nadar ... de clássico, costas, livre e borboleta. Borboleamos no mar .. e o sal da água é o tempero de nossa alegria ... e nos tornamos um churrasco gaúcho.&lt;br /&gt;Deixamos nossa cara vermelha de sangue dar lugar ao bronzeado alcançado pela brisa exalada pelas brasas da churrasqueira e somos desejados como espetos na Vento Aragano. E somos brasas avermelhadas que assam as carnes e as carnes que são assadas. Ubíquos, somos ... ubíquos de nós, em nós. Não mais ilha, arquipélago.&lt;br /&gt;Arquipélago de muitos nós, de vários eus que se consubstanciam em um, e um que se divide em vários para suportar cada um dos nós, nas brigas que temos com os nós que carregamos na vida em curso.&lt;br /&gt;E seu curso, que será? Não sei. Ou sei e não quero saber que sei? Provavelmente...&lt;br /&gt;Tudo é provavelmente ... e tudo é o que queremos pensar que queremos ... e a vida nos quer, vivos.&lt;br /&gt;Vivos estamos.&lt;br /&gt;E olhamos à volta e percebemos que o vazio não existe. O vazio é preenchido com o ar ... e o ar nos traz vento aos pulmões, ventos araganos, que podem ser sentidos e desejados, que têm a força de manter nossas forças. Então, onde anda o vazio? Foi ver o mar e se tornou ar, e o mar o assoprou para torná-lo brisa.&lt;br /&gt;A brisa que sinto na minha cara, levanta meus cabelos e mostra-me, na sombra que faço no solo arenoso, que estou em movimento. Chega um momento em que estamos em movimento.&lt;br /&gt;E este momento é agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-6189110759230045517?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/6189110759230045517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/09/no-quero-falar-disso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6189110759230045517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6189110759230045517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/09/no-quero-falar-disso.html' title='Não quero falar disso.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-2399656545791024052</id><published>2008-09-13T19:10:00.001-03:00</published><updated>2008-09-13T19:13:10.355-03:00</updated><title type='text'>Chega, um momento.</title><content type='html'>Natal, 13 de setembro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversamos, conversamos ... concluímos que chega, um momento ...&lt;br /&gt;É um momento para sentir o nós e o sós e tirar os nós, os nós que ataram o nós. Vivemos uma vida inteira à procura de conceber um nós que fosse realmente nós. Lutamos por juntar a nós outros, outros e outros e outros ... perdemos a noção do sós, porque pretendíamos nós.&lt;br /&gt;Agora estamos sós ... felizes sós ... e tentando entender porque estamos felizes, porque não estamos desesperados por um nós, por uma metade que de ideal só tem a ideologia inserida em nós.&lt;br /&gt;Queremos mais não. Paramos. Agora estamos parados, estacionados à sombra que havia no meio do caminho, esperando .... olhamos pelo pára-brisa e vemos um universo à frente, olhamos no retrovisor e vemos um mundo pequeno lá atrás, um mundo de buscas, de bocados, de emboscadas. Emboscadas que buscamos e encontramos aos bocados ... e deixamos para trás, na esperança de um dia termos esperança.&lt;br /&gt;Deixamos porque a concepção de nós esvaiu-se na junção de dois diferentes que tentavam insistentemente ser iguais ...&lt;br /&gt;Encontramos alguns iguais ... naturais ... artificiais ... e iguais, ainda assim. Não quisemos, estivemos um momento aqui, outro ali, sentido-nos iguais ... e a igualdade cansa. Entristece. ... olhar para a cama ao lado e ver o outro como se vê um espelho é frustrante. Queremos não.&lt;br /&gt;Juntos queremos apenas viver&lt;br /&gt;Uma vida que tenta&lt;br /&gt;Levar a alegria&lt;br /&gt;Impar ao&lt;br /&gt;Âmago de&lt;br /&gt;Nós e&lt;br /&gt;Amamos, amamos, e amamos ... o imperfeito.&lt;br /&gt;E o imperfeito aqui é o imperfeito do indicativo, que&lt;br /&gt;Sabemos estar&lt;br /&gt;Insolentemente nos fazendo&lt;br /&gt;Lembrar que o futuro&lt;br /&gt;Vai virar passado em breve,&lt;br /&gt;Indiscutivelmente, e&lt;br /&gt;Outro futuro estará á espreita.&lt;br /&gt;... agora será esperar que este futuro chegue e que possamos nos deliciar do seu presente, do indicativo ... e o subjuntivo vai ser tão subjetivo que não perceberemos, veremos tudo com a clareza de um dia de sol em que os raios ultravioletas são violetas na janela de nossos olhos, e embelezam a visão que temos de nós mesmos .... complicaremos as coisas para sentirmo-nos vivos e viveremos as complicações para sentirmo-nos descomplicados .... e não estaremos mais estacionados ... parados .... porque estar aqui, estacionado na sombra que havia no meio do caminho nos faz querer por  o pé nó acelerador, engatar, resgatar, engatinhar ... levantar, trotar, correr, voar ... e ir sentar contigo à beira do rio, sossegadamente ...&lt;br /&gt;(enlaçaremos as mãos)&lt;br /&gt;Olharemos o horizonte sem a película protetora do pára-brisas, e vestiremos o vento que nos revestirá nossas caras e invadirá as nossas almas .... deleitaremo-nos de nós conosco, num enrosco ... e nossa natureza jamais verá um horizonte fosco.&lt;br /&gt;Não teremos tirado de nós mesmos a nossa natureza, não nos arrependeremos do que fomos outrora porque ainda o seremos ...&lt;br /&gt;E teremos conosco a vida de brisa, junto do mar, onde o ar é mais puro e a brisa sopra esperança, a maresia será nossa alegria, nossa fantasia. A arrebentação lembrará aos ouvidos a calmaria do rio ....&lt;br /&gt;(desenlaçaremos as mãos)&lt;br /&gt;E acordaremos todos os dias com alegria e pena ... e nos lembraremos que antigamente acordávamos sem sensação nenhuma, acordávamos simplesmente.&lt;br /&gt;Saberemos também que a alegria e pena que sentiremos dever-se-ão à consciência de que perderemos o que sonhamos ... e sonharemos com o que perdemos ... e isso não nos entristecerá,&lt;br /&gt;Não, não nos entristecerá ... nos trará a sensação de que saberemos o que fazer conosco sozinhos e teremos nós mesmos como motivo para acordarmos de novo ... e diremos a nós mesmos: - Chega, um momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-2399656545791024052?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/2399656545791024052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/09/chega-um-momento.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/2399656545791024052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/2399656545791024052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/09/chega-um-momento.html' title='Chega, um momento.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-5506299743879733806</id><published>2008-09-06T20:45:00.005-03:00</published><updated>2008-10-16T03:18:03.188-03:00</updated><title type='text'>Mamma mia ....  here I go again ...</title><content type='html'>Natal, 06/09/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não disse que a solidão me acompanharia para todo o sempre? Pois é .... de novo. É final de semana, é dia de bundar, dia de nadar ... nadei o dia inteiro e, agora, Mamma mia ...&lt;br /&gt;Tem dias em que a solidão fica um pouco chata, sabe. Ela fica muito calada e não quer prosa de jeito nenhum. Pego o celular: Oi .. ce vai aqui ou acolá? Não, tenho não sei o que para fazer. Oi, o que você vai fazer hoje? Ah, vou encontrar uns amigos (e nada de falar vem você também ...)&lt;br /&gt;Então, estou eu, de novo, Here I go again, Mamma mia ... que será que deve-se fazer para romper com o ciclo eu – solidão? (E será que se quer mesmo romper este círculo? Não!)&lt;br /&gt;Talvez este momento de querer nãosolidão seja apenas um momento, passageiro que com o vento se vai ....&lt;br /&gt;E irá ... impávido como Mohamed Alli ... e haverá flores no caminho e cestinha de docinhos para levar para a vovó e muitos lobos bons no caminho, que não vai ter nenhuma pedra .... ninguém merece pedras no meio do caminho ....&lt;br /&gt;Já está quase na hora de dizer que a solidão está a fim de um teteatete, acho que ela está ali, se manifestando: ei, Carteiro, vem pra cá um pouquinho ... e eu vou ....&lt;br /&gt;Vou ter com ela, enlacemos as mãos ...&lt;br /&gt;E sairemos à noite, veremos gente, seremos gente, sentiremos gente e gentaremos .... gentaremos com as gentes que a gente encontrar, gentaremos ... minutos de nãosolidão e de compartilhamento, compartilhamento de solidões na multidão .... O som vai troar, o povo vai dançar, os cheiros vão se misturar e as solidões se misturarão à multidão que espera, dormindo espera ... com uma grinalda de era ...&lt;br /&gt;Multidões são sempre um saco. Tentam dizer para você que você não está só, mas dizem apenas que você está só revolto de gente (nossa, revolto é coisa mais viada que já vi) ... mas é assim mesmo, revolto de gente que não quer gentar, que não quer brincar de ser feliz ou que está pensando que está brincando de ser feliz e não é ...&lt;br /&gt;Não, não é .... não é ...&lt;br /&gt;A vida aqui, nesta Natal, é muito boa. A gente fica à beira da praia, à beira do mar, à beira da vida, à beira da anguústia, à beira a alegria .... e a alegria e o mar estão à nossa volta e dão alento, dizem “Oi, ce ta bem?” A gente diz “sim, tâmu bem ...” e continuamos .... continuamos a escutar esse sotaque lindo, esses porquês (eu adoro o jeito que o povo fala pooorque aqui. É assim: pratique comigo, fale ovo. Agora preste bem atenção no primeiro “o”. substitua o seu u do purque pelo o do ovo. Pronto. Ta falando porque natalense: um orgasmo a cada porque ... Adoro!)&lt;br /&gt;E sabe pOrque adoro? Sei não ... adoro porque adoro escutar, prestar atenção nas nuances dos outros, nos outros das nuances e nas vibrações que esses sons me dão .... é os sons me dão vibração .... e adoro a solidão também ....&lt;br /&gt;É muito melhor do que solidão compartilhada ... sabe, daquelas que você tem alguém contigo e se sente sozinho a cada momento pós coito? É horrível ....&lt;br /&gt;Então, vamu solidar ... e brincar de ver o mar, e ver o ar .. e brindar à vida ....&lt;br /&gt;Vem comigo! Por quê? Porque a gente pode ser solidão juntos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-5506299743879733806?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/5506299743879733806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/09/mamma-mia-here-i-go-again.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5506299743879733806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5506299743879733806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/09/mamma-mia-here-i-go-again.html' title='Mamma mia ....  here I go again ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-8779446847637096016</id><published>2008-09-05T01:25:00.002-03:00</published><updated>2008-09-05T01:37:18.855-03:00</updated><title type='text'>É daqui? Não!</title><content type='html'>Natal, 05 de setembro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei, sabe ... Vim para cá porque quero você, daqui. Se não é daqui, se não mora aqui, se não vive aqui .. quero não!&lt;br /&gt;Por quê? Porque to cansado de viver o distante. Sabe, distância enche o saco e não dá em nada.&lt;br /&gt;Gosto do flerte, gosto do frege, gosto do do do do, gosto. Ponto. Mas se é para ficar nisso .. queronão ...&lt;br /&gt;Entenda. Tenho minha amiga inseparável solidão. O Augusto (o dos Anjos) errou. Eu não vou errar ... Não quero ingratidão, não quero estar sem estar .... ficar por ficar (bem ... se for legal, posso até pensar ... e se você me achar legal, podemos noisar, pensar juntos ...)  mas quero distância de ti não.&lt;br /&gt;Vê ... a gente se olha, sorri, você me persegue, vai pro cantinho e me diz seu nome: Bel.&lt;br /&gt;Simples assim ....&lt;br /&gt;Pergunto: mas esse é um apelido. Responde. Mas é assim que todo mundo me conhece ..&lt;br /&gt;Bem, Bel .. então tá ... basta ...&lt;br /&gt;Você é daqui?&lt;br /&gt;Não. Sou do Pernambuco.&lt;br /&gt;Pronto. Brochei ... E olha que eu não queria fuder contigo .. queria noisá ....&lt;br /&gt;Levanto .. me vou ... encontrar a solidão .... e um teclado que vibra com as dedilhadas que lhe dou. Não penso mais em você. Se foi. Você não é daqui. Pronto. É simples assim ...&lt;br /&gt;Já pensou? Ei ... você vem para cá neste final de semana? Não posso ... tenho de trabalhar ... Não posso .. to cansado ... Não isso e não aquilo. Chega!&lt;br /&gt;Se você não é daqui, este é o resultado.&lt;br /&gt;Então, me pergunto: para quê? E já me respondo: Para nada!&lt;br /&gt;Então, por que querer nadar se o que penso é em noisar? Não, não e não .. me levanto e vou embora ...&lt;br /&gt;Tem uma solidão linda me esperando ... uma companheira que me diz nada não, que me enche o saco não, que me castra não, e que não me faz nadar (ei, não vai confundir com entrar na água e se movimentar ... to falando de outro nadar ... espero que você não me encha o saco com a duplicidade de entendimentos que este novo verbo pode suscitar .. eita! Suscitar é chique!) ...&lt;br /&gt;Minha solidão, amiga, companheira, não me quer nadando, quer-me noisando com ela ... e se a trocar por você, de longe, vou ficar nadando ... nadando em lágrimas, nadando em solidão, nadando em dor, nadando em lembrança, nadando, nadando e .. morrendo na praia ....&lt;br /&gt;Então Tchau.&lt;br /&gt;Beijo procê .... vou me encontrar comigo e com a solidão .. e vamos noisar ...&lt;br /&gt;Sem se acostumar com a lama  que nos espera ....&lt;br /&gt;Esperando alguém que olhe, sorria, flerte, e diga.&lt;br /&gt;Sou daqui .. vamu noisá?&lt;br /&gt;Eita ... gostei dessa idéia... Noisá com alguém, num ménage: solidão, eu, o outro .... (e o Lacan se matando para descobrir onde está o significado de tudo isso ...)&lt;br /&gt;Pura catarse ... OU catar-se?&lt;br /&gt;Sei lá ... Pergunte pro Paes .... ele é quem inventou essa de comparar o tio Aristóteles com o tio Freud ...&lt;br /&gt;Eu vou é me acabar, no trio. No trio eu, você e a solidão ... minha companheira inseparável ...&lt;br /&gt;E nem vou escarrar nessa boca que me beija ... vou é viver ... e se morrer, vou voltar para buscar os instantes que não vivi junto do mar ....&lt;br /&gt;E da solidão ... e de você ... e de mim ....&lt;br /&gt;Querosim .... e tu, quesim também? Cê qué, venha!&lt;br /&gt;Se fô daqui ....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-8779446847637096016?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/8779446847637096016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/09/daqui-no.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/8779446847637096016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/8779446847637096016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/09/daqui-no.html' title='É daqui? Não!'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-5588480905689684427</id><published>2008-08-28T00:16:00.000-03:00</published><updated>2008-08-28T00:17:16.723-03:00</updated><title type='text'>Vi seu perfil. Tá a fim de teclar?</title><content type='html'>Natal, 27/08/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, você viu meu perfil. E daí? Quer teclar? Compre um teclado e fica lá, que nem doido, batendo os dedos nele ... ele vai até gostar .... faz isso. Faz amor com o teclado, namora o teclado, beija o teclado, abraça o teclado e dorme. Você vai poder até roncar que o teclado nem vai ligar ... vai ficar inerte, esperando seus dedos o procurarem para mais umas batidinhas ...  Não .... não estou a fim de teclar. Definitivamente, não!&lt;br /&gt;Se eu quisesse teclar, não poria meu nome no site para você ficar que nem idiota me perguntando se eu quero teclar. Bah! Teclar ... já estou teclando, não tá vendo?&lt;br /&gt;Ninguém que coloca um anúncio numa porra de site quer teclar .... quem põe um anuncio quer outra coisa, porque teclar ele já tecla quando coloca o nome no site ... doido ... Percebe, então o que eu quero? Quero você ... é .. você.&lt;br /&gt;Quero que o teclado seja legado ao pano de fundo da vida .. deixe de ter a importância de me satisfazer com os dedos ... é .. os dedos ficam satisfeitos quando tocam o teclado ... dedilham .. mexem .... aparecem coisinhas na tela ...&lt;br /&gt;Quero outras dedilhadas, outras coisinhas aparecendo. Por isso estou lá, esperando você fazer essa pergunta cretina.&lt;br /&gt;Ta bom, ta bom, ta bom .... entendo que você está metaforicamente querendo saber de mim .... mas por qu~e cargas d´água não pergunta de mim .... pergunte assim;&lt;br /&gt;Ei, gostei do seu perfil e quero te conhecer melhor, ta a fim? Pronto. Esqueceu do teclado, ta vendo? É fácil....&lt;br /&gt;E você, tá a fim de teclar? Eu sei que não ... você tem seu teclado para teclar, você tem sua telinha para saber que eu estou lá querendo alguém que queira que eu a queira .... e que me queira ...  é uma querência só .... Eu quero, tu queres ele/a quer ...&lt;br /&gt;Quero é o nós queremos .... vê num tô a fim de eu teclar e de você teclar ...&lt;br /&gt;To a fim de noisá .. é noisá ... (é assim, noisá é fazer de um um nós, entende? Nós ... mas para escrever nosá ia ficá horrível, preferi o noisá ... peguei do nóis ... eu, tu, ele, nóis .. viu?)&lt;br /&gt;Então vou responder sua pergunta com uma assertiva. Vai ficar assim nosso diálogo:&lt;br /&gt;- Ei, ta a fim de teclar?&lt;br /&gt;- To a fim de noisár. (viu, com ponto final, seco)&lt;br /&gt;- O quê? [nesse momento fico puto – vê usei o colchete que é chique, parece coisa de peça de teatro .... acho que to meio Brecht ... tem um amigo meu que, se ler isso, me bater na cara até eu sangrar !!!!! – Ei Junior, ce ta legal?)&lt;br /&gt;- Bem, noisá [daí eu explico que porra é essa de noisá pra múmia que não entende – imediatamente me desinteresso]&lt;br /&gt;- Ah. [esse “ah” é lido como um reforço da ignorância da múmia .... acabou, mesmo, o tesão .... mas daí, vô lá vê as fotos do perfil da múmia. Volta o tesão – se é que você me entende ....]&lt;br /&gt;- Na verdade, to, sim a fim de teclar. Tudo bem contigo? Tc de onde? [Esse é o início do papo filosófico a respeito da geografia da Internet, que deixa tudo próximo - dos dedos ... mas é a vida .... as fotos .... huuummmmm....]&lt;br /&gt;- Me passa seu msn. [imediatamente me lembro dos tururum, tururum, tururum .... quase vomito .... mas as fotos ....]&lt;br /&gt;- Meu msn é gatolindodornarrobarrotimeiupontocom (todo mundo se acha lindo no nome do emeiu ... uma criatividade insana ...)&lt;br /&gt;- blá blá blá ...&lt;br /&gt;tururum tururum tururum&lt;br /&gt;E tecla daqui, tecla de lá ... mais tecladas, dedinhos beijando o keyboard, isso, aquilo ....&lt;br /&gt;... O ENCONTRO .....&lt;br /&gt;- Oi .. ce é diferente na foto ... [imediatamente odeio o photoshop – faço cara de inteligente, culto, e que está interessadíssimo nas drogas que vou ouvir ...]&lt;br /&gt;- ble ble ble .. bli bli bli .. blo blo blo [penso: será que essa múmia sabia que já inventaram analista? – faço cara de não sei o quê]&lt;br /&gt;- Tenho de ir. [O uso da preposição de depois do verbo ter dá um ar de chique no úrrtimu!]&lt;br /&gt;Definitivamente, to a fim de noisar ... ms será que dá para noisar com quem só sabe teclar? Aliás, nem sabe teclar ... a gente fala que sabe só para não dar na cara que vê uma porrada de erros que não são de teclagem ...&lt;br /&gt;É, tem erro de teclagem, da pressa, do teclado sem fio, de um monte de coisas, mas tem uns que não tem concerto ... imagine .... um erro e, para arrumar, uma banda, cantando Vivaldi ... tem concerto certo não ...&lt;br /&gt;Então, viu meu perfil? Ele tem photoshop não .. tem eu, a fim de noisá ... e o seu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-5588480905689684427?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/5588480905689684427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/08/vi-seu-perfil-t-fim-de-teclar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5588480905689684427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5588480905689684427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/08/vi-seu-perfil-t-fim-de-teclar.html' title='Vi seu perfil. Tá a fim de teclar?'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-6106642530980379774</id><published>2008-08-16T23:08:00.001-03:00</published><updated>2008-08-16T23:08:41.569-03:00</updated><title type='text'>Se separaram ... e foram felizes para sempre.</title><content type='html'>Natal, 16/08/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você me deixou, meu bem, não me disse para ser feliz ou passar bem ... não me disse para ser infeliz .... apenas se separou. Foi. Eu fiquei .... você não quis que eu saísse. Preferiu sair ... decisões ... Agora, olho nos olhos e não quero ver o que você diz ao sentir que sem você estou tão feliz .... me pego cantando, sem mais nem porquê... ah ... tantas lágrimas rolaram  ...&lt;br /&gt;Foi ... fomos ... a vida nos quis assim ...&lt;br /&gt;E assim estou, aqui. Parado ... tarado ... estou. Sou. Assim, desse jeito.&lt;br /&gt;Não quero mais saber se estou com, se estou para, se estou em .... estou .. e vou estando como se estar fosse a eternidade. Estando, no gerúndio, para dar a idéia de que é longo, longitudinal, transversal, intravenoso ... é intravenosar .. é esse o verbo que conjugo.&lt;br /&gt;Intraveno-me e me intrasinto .. intrasentir ....&lt;br /&gt;É sempre um estar interno, intra, dentro, profundo, uterino .... comigo (e com a minha inseparável amiga solidão, que me acompanha, e que me faz companhia ...&lt;br /&gt;Descobri, muitos reais depois, que estou fazendo o que me propus: vivendo. Nada de pensar que o amanhã pertence a uma entidade divina, a um ser cujo dom da ubiqüidade é  intrínseco, não ... estou  intravenosando me hoje e amanhã ... estravenosarei-me sempre e sempre estarei a minha disposição.&lt;br /&gt;Vivo porque não quero a morte, quero a sorte, o corte, o porte, o norte... e sou eu meu norte. Eu, ponto cardeal de mim mesmo ... e quero ser este ponto cardeal, quero-me intravenosando-me eternamente, continuamente, sensivelmente.&lt;br /&gt;Trabalhei, cansei-me ... dormi ... acordei de sobressalto ... me vi abraçado à solidão ... confortante ... a casa estava vazia de outros, mas cheia de nós. Solidão e eu preenchíamos cada centímetro quadrado desta construção ... e estávamos felizes conosco.&lt;br /&gt;Paz ...&lt;br /&gt;Jaz ..&lt;br /&gt;Aqui ...&lt;br /&gt;Namorei comigo, a solidão assistiu... não fez barulho. Ela sabia que naqueles momentos nem ela poderia me acompanhar ... eu só queria a mim ... e ela, como voyeur da minha encarnação comigo .... intravenosando-me ...&lt;br /&gt;... um cigarro ... (não é vício, nem o café o é, nem um trago o é ... são companheiros meus e da solidão e do Lobão e de todos os eus que moram nesta cidade minha ...)&lt;br /&gt;... uma esperança .... esperança de manter-me comigo, em mim ... intravenosando-me e sentindo o pólen de mim mesmo me molhar ... e umedecer a minha existência comigo mesmo .... nu ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tempo que a vida&lt;br /&gt;Está me dizendo que os&lt;br /&gt;Louros são para serem colhidos solitariamente,&lt;br /&gt;Intensamente ... em silêncio,&lt;br /&gt;Calado,&lt;br /&gt;Inveteradamente calado ..&lt;br /&gt;Dentro de si mesmo ...&lt;br /&gt;Antes, durante, depois e&lt;br /&gt;Depois de depois,&lt;br /&gt;Eternamente ....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E custei a perceber isso ... custei a me dar conta de que as contas são minhas, que a vida é minha, que a existência é minha ... que eu estou comigo ... nasci comigo e comigo morrerei feliz ... infeliz ... mas comigo ... em mim.&lt;br /&gt;Quero abrir a cortina e ver nos raios do sol os eus que me compõem, os eus que me desconfiguram e reconfiguram-me comigo ...&lt;br /&gt;Quero-me. Não escrevo mais para o inexistente, escrevo para o inexistente que existe em mim e, portanto, não inexiste, existe, insiste .... riste ... e não mais triste .. assim, um eu que é tudo, e que é nada, mas é tudo ... no nada que é ...&lt;br /&gt;Quero abrir as portas, sentir o ar, ver o mar, pestanejar, atentar e me alegrar ... alegrar a alegria intravenosando-me, intrasentindo-me ...&lt;br /&gt;E quero dizer, aqui, para mim (e para você que perde seu tempo dando-me seus olhos na tela) que estou aqui, comigo, e te espero, comigo mesmo ... me faço companhia, venha, seremos três: eu, você e a solidão ... mas não tenha pressa ...&lt;br /&gt;Venha quanto estiverem todos prontos: você, eu ... e a solidão. Daí entravenosaremo-nos de nós  ...  sós conosco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-6106642530980379774?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/6106642530980379774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/08/se-separaram-e-foram-felizes-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6106642530980379774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6106642530980379774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/08/se-separaram-e-foram-felizes-para.html' title='Se separaram ... e foram felizes para sempre.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-6512374539292837796</id><published>2008-08-09T01:33:00.001-03:00</published><updated>2008-08-09T01:33:57.914-03:00</updated><title type='text'>A você, que não existe ...</title><content type='html'>Natal, 09 de agosto de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é para você, que tanto procurei e que jamais encontrei ... jamais encontrei porque não te inventaram ainda, não te criaram ainda, não te pensaram ainda ... nem mesmo eu, que te procuro, te pensei. É, entenda você, inexistência, que ainda não existe um você consolidado ... cê tá lá, nas entranhas de qualquer testículo (será que testículo tem entranha? Sei não, mas é metafórico isso ...), ou melhor ... cê ta se inventando ainda ... portanto, se pensa que existe, não existe.&lt;br /&gt;Inexiste para mim, inexiste para esse cara aqui que ta pensando em ti sem saber quem é esse “ti” .. talvez porque não queira, eu, um ti, queira, sim um espelho .... um espelho que acompanhe como acompanha a solidão ... um espelho que busque o que se busca quando se busca ... entende?&lt;br /&gt;É isso, você ainda é a busca!&lt;br /&gt;E uma busca que dura muito tempo e muito quer dizer muito, e pode ser pouco, depende do ponto de vista.  Agora é muito tempo .. pode ser horas, dias meses, anos .... a gora é meses ....&lt;br /&gt;Busco-te há meses. Viu? Ficou fique .... Há meses ... e meses podem se transformar em anos, anos em décadas .... mas tem sempre a busca ....&lt;br /&gt;Encontrei outra companhia para minha vida: a busca ... não a busca incessante, ávida ... mas a busca calma .... aquele que se assemelha à espera. Simples assim .. tô na espera .. na espera de que ao inexistente exista, que o inexistente se sinta importante a ponto de se dar ao trabalho de falar “Oi, sou o inexistente” e passar a existir.&lt;br /&gt;É complicado de explicar o que exatamente estou falando aqui ... eu estou, eu mesmo, em mim (viu, o pleonasmo nem sempre é pleonástico .. pode ser enfatizador. É assim que estou utilizando aqui ..) buscando compreender o inexistente que está à espreita .... espreitante .... é .. o espreitante é o que estou à busca ... espreitante inexistente. E busco ... ou melhor, espero ....&lt;br /&gt;Engraçado .. espero lembra esperança ... e esperança é tão forte, tão tão tão que se basta por si .. mas a espera pe algo fraquinho. Assim: vô fazê nada não, vô esperar ....&lt;br /&gt;Mas não estou à espera com ânsia .... nem com ânsia de desejo, de antecipação, nem com ânsia de vômito ....&lt;br /&gt;To aqui, quieto, calmo ... esperando ...&lt;br /&gt;Nem adianta pensar naquela bobagem de quem espera sempre alcança (coisa besta, essa, parece coisa de revista capricho!), quem espera não alcança nada, espera ... se fosse para alcançar, estava alcançando ... Ei, que ce ta fazendo aí fazendo nada? To alcançando ...&lt;br /&gt;Num to alcançando o inexistente espreitante, não .... estou aqui, eu, simples ...&lt;br /&gt;Claro que&lt;br /&gt;Outras coisas&lt;br /&gt;Me fazem ficar&lt;br /&gt;Interessado em ser&lt;br /&gt;Guiado por&lt;br /&gt;Ovnis ....&lt;br /&gt;Mas OVNIS também não existem.... nem são identificados .. e são voadores ...  são um nada no meio do nada que é tudo, no meio desta imensidão de solidão amiga e de busca incessante parada ....&lt;br /&gt;To assim ... parado ... e tô cum vontade de não mudar isso ...&lt;br /&gt;Que delícia ... a calma tem dessas coisas, te deixa feliz, consigo. Não é? Se você não conhece esse sentimento, preocupe-se não ... espere, parado .... vai chegar a sua vez ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-6512374539292837796?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/6512374539292837796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/08/voc-que-no-existe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6512374539292837796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/6512374539292837796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/08/voc-que-no-existe.html' title='A você, que não existe ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-3573034402744885224</id><published>2008-08-07T13:03:00.000-03:00</published><updated>2008-08-07T13:04:18.539-03:00</updated><title type='text'>Nada de greve ...</title><content type='html'>Natal, 7 de agosto de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não estava de greve ... não estava de férias .... não estava de nada ... estava comigo. E com a minha inseparável solidão .. ela esteve aqui, me perturbando com seus gritos, com suas lamentações, com suas comiserações ... e eu ... aqui.&lt;br /&gt;A Noiva tinha dado uma trégua, estava calma, não chorava. O Sol, então, dela se aproximava e deixava os dias mais quentes, mais gostosos de se viver ... parei de escrever, então, para curtir minha amiguíssima solidão e minha Noiva (é, posso dizer minha porque a escolhi, moro nela, né? Não precisa ficar, você natalense, com ciúmes, nesta Noiva, todos têm vez) agora, ela ta chorando .. eita ... volto para mim mesmo, então ...&lt;br /&gt;Volto e fico a pensar o que será que está acontecendo aqui dentro. Sei não! Sei que não tô nada ... não tô triste, não tô alegre, não tô ... mas tô ... tô pensando em mim.... e nas coisas que quero para mim. Quero o Carteiro, só ele ... nada de ficar loucamente procurando outros braços para me sentir o Carteiro. Sou ele e não sei se quero dividi-lo agora com qualquer outro ser vivente ... talvez não queira ... e não tenho de querer, tenho? Não...&lt;br /&gt;Visitei bocas ... gostei delas ... boas para se sentir acalentado (vê, acalentado é uma palavra assim, sem emoção .... Ei, como cê tá? Tô acalentado ... Valha!) e nada mais ... Encontrei até algumas que me fizeram pensar em ser mais do que um alento .... deu não ... eram do Ceará .... (Droga! Vê .. agora tem emoção ... porque quando a gente fala “droga!” ou “Merda!” ou “Puta que pariu!” tem emoção .. e a emoção é gradada assim, desse jeito, a primeira, pegando o tranco, a segunda mais intensa e a terceira, bem a terceira, “puta que pariu!” – rs) é isso ... eu tava pegando no tranco ...&lt;br /&gt;To agora em marcha lenta .. primeira ou segunda, sabe? Ando, vejo a paisagem olho uma boca aqui, outra ali ... entro numa, sinto o clima ... viro de lado.... encontro outra .. nem entro ... outras me olham, sorriem .. ignoro .... e vou seguindo ... como se a vida fosse isso: visitar bocas ....&lt;br /&gt;Depois vejo o que faço com o resto ... Ah ... tem o resto .. e o resto é ficar aqui e ali, ensinando isso para alguns aquilo para outros, aprendendo para ensinar ... ensinando para aprender ... Vida de ensinante é assim mesmo ... trampo, trampo, trampo ... em alguns momentos, grampo ... é ... tem grampo aqui e acolá ... grampo em forma de aluno, grampo em forma de chefe ....grampo ....&lt;br /&gt;Mas é só esperar, pegar o grampo, por no cabelo e sair assim  como Fita Verde no Cabelo ... descompromissadamente mas muito comprometido ...&lt;br /&gt;Lembrei de uma musica que a Gal gravou .... ficou linda na voz dela (é, sei que ela fica gritando feito louca, ms esquece aqueles graves malditos que só ela tem e escuta) : Socorro eu num tô sentindo nada .... nem medo nem calor ... nem vontade de chorar, nem de rir .... Socorro alguma alma mesmo que penada me empreste suas penas ... Já não sinto amor, nem dor .. (eita dor de cotovelo ...)&lt;br /&gt;Só que tô com dor de cotovelo não ... to simplesmente comigo .. querendo estar comigo e com as poucas amizades que fiz (ou me fizeram) nestes últimos meses ... tá legal assim ... tá bom assim ... tá interessante assim ....&lt;br /&gt;Sabe aquele desespero de encontrar braços e ombros para me recostar? Então .. tem mais não ... e é tão bom ter desespero não que cê nem imagina ... fico agora feliz com o Carteiro, é, eu, o Carteiro ... e espero que os braços e ombros que vão surgindo no caminho, que as bocas que vão surgindo no caminho sejam bons, por si, para si .. e para mim como conseqüência ... inverti a ordem .. e to é feliz com isso ...&lt;br /&gt;Mas to dando muita risada não ...tô na lida ... e num to de greve ... tô fazendo operação tartaruga ...&lt;br /&gt;Ei ... e cê? Tá como???&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-3573034402744885224?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/3573034402744885224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/08/nada-de-greve.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/3573034402744885224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/3573034402744885224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/08/nada-de-greve.html' title='Nada de greve ...'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-3574335496104681578</id><published>2008-07-26T00:31:00.000-03:00</published><updated>2008-07-26T00:32:32.117-03:00</updated><title type='text'>tudo passa</title><content type='html'>Natal, 25/07/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa .. assim, comumente, frivolamente ... as coisas passam .. a idade passa, a vida passa ... e passa também a crença. É, a crença passa.&lt;br /&gt;Quando somos crianças, acreditamos em Papai Noel, Cegonha, Felicidade, Eternidade ... bobagem, tudo bobagem ... Papai Noel ganha uns 500 reais para se fingir de velho, usar uma barba branca e iludir as crianças a iludirem seus pais que estão iludidos de que Papai Noel existe. A Cegonha .. essa é mais cruel .. já imaginou uma cegonha carregando um bebê? Coisa de doido .. Ela nem conseguiria bater as asas porque todo o seu corpo estaria ao solo com o peso da criança .... Eternidade? Essa acaba muito, muito cedo ... é eterno enquanto dure .. e dura uma eternidade de segundos ... nem chega às horas .... uma eternidade de segundos nem é um minuto porque um minuto é um minuto. Ponto. Portanto uma eternidade de segundos é 59 segundos ... depois disso vira uma eternidade de minutos ... que vira uma eternidade de horas ... Eternidade é uma palavra que só serve para se falar em demora. Assim: Puxa, você demorou uma eternidade! (E nunca isso é um elogio... quem quer eternidade? Bah!)&lt;br /&gt;Ah .. mas podemos querer éter na idade ... é Éter ... para amortecer tudo o que a idade traz. É isso. Eternidade é amortecer as coisas que a idade traz. Fácil, né? (Nem tanto, eu diria)&lt;br /&gt;Cheguei em casa e fiquei pensando ... por que será que a gente pensa que as coisas poderiam ser simples? Porque somos tolos. Nada é simples. Veja, se você está aprendendo a dirigir, tudo é uma complicação .. depois você aprende e pensa .. é tão simples.&lt;br /&gt;Pensou bobagem. Se ponha na situação de que, à noite, dirigindo (você não pensou que era simples) vê um caminhão vindo na sua direção .. descontrolado .. vc na pista certa. Ele, na errada. Simples? Uma ova! Até você decidir que vai frear, que vai mudar de pista, que vai se safar de tudo aquilo que é eternamente evidente à sua frente: o caminhão, tá na eternidade.&lt;br /&gt;Ganhou a eternidade. Ou seja ... esticou as canelas (e nem esticou, não deu tempo ... )&lt;br /&gt;Agora, pense ... quando a gente se apaixona, se apaixona .. eternamente. A paixão é a coisa mais eterna que já inventaram. Você se corta, sofre, diz que ama, chora, ri, brinca, goza ... e pensa que tudo isso é eterno. Terno! &lt;br /&gt;O que te leva a pensar em ternura .. é terno, ternura.. assim .. ternura eterna, eterna ternura .. ternura terna .. morna .. fria ... gelada .. congelante. Pronto. Acabou .. é só isso .. não tem mais jeito ... o gelo congela a ternura ... ternura congelada ..&lt;br /&gt;E você? Nesse momento você tem de voltar para casa. Tenho um amigo, Richard, que disse que amar (ou estar apaixonado) é morar no outro .. e quando você volta para casa (você mesmo) ela está vazia ... (Claro que não vou me lembrar quem ele citou, foi algum doido que escreveu isso e que ele lembrou. Ele sabe .. quer saber quem falou, pergunte para ele, pro Ri. Para mim foi ele quem falou. Então é dele a frase. Pronto. Instituída a apropriação indébita .. não ligo .... para mim foi ele quem falou .. e se você sabe quem é que escreveu, não me diga ... não tom interessado).&lt;br /&gt;E quando você volta para casa, a casa está vazia .... legal essa imagem.&lt;br /&gt;Cheguei à casa. Estava vazia ... (bem, mais ou menos vazia ... a solidão estava me esperando, de braços abertos .. terna ... eterna ) e me senti terno ... calmo ... esperançoso ... Vi papai Noel ... ele estava dentro do computador ... Socorro, um papainoeltecnológico ... cruzes!&lt;br /&gt;Daí veio uma cegonha que trouxe algo de bebê .. bebi ... e me senti eterno.&lt;br /&gt;A vida não é eterna .. o sentimento não é eterno ...  a paixão não é eterna .. o sorriso não é eterno .... Porra! Já disse que eternidade não existe.&lt;br /&gt;Então vamos mudar de assunto.&lt;br /&gt;To bem ... to com vontade de brincar, de dar risada, de me sentir terno ... não eterno, terno ... simplesmente bem comigo. Ei .. consegui ... To bem comigo ... To eu ...&lt;br /&gt;Eu, e outros poemas .... poemas que leio na minha mente a todo momento ... poemas que tenho de consultar para me lembrar .. (esses ainda não estão eternamente na minha mente ...)&lt;br /&gt;Peguei um livro que a donadospeitoscomleitedecoco me deu .. vou abrir ... que quem tem pintinhas pelo corpo me fez encontrar num dia ... queria dizer algo, não achei palavras, abri . pronto. Página 710 (vou checar .... é isso mesmo .. é):&lt;br /&gt;Divino o que conheço.&lt;br /&gt;De um lado é o que sou&lt;br /&gt;De outro o quanto esqueço.&lt;br /&gt;Por entre os dois eu vou.&lt;br /&gt;Vê .. a gente esquece .. esquece de ser triste, esquece de ser chato, esquece de sofrer ... e vive .... assim estou agora, vivo .. eu vivo porque quero viver e vou viver mais e mais ...&lt;br /&gt;Mas não vou esquecer que posso ser feliz ... não eternamente, mas feliz, mesmo que tenha que ser com éter na mente ... não importa ...&lt;br /&gt;O que importa é que você está aí, me lendo.. sendo eterno comigo .. sendo terno comigo ...&lt;br /&gt;E neste minuto, somos, ambos, unidos pela eternidade das palavras, que nem são ternas .... nem eternas ... mas duram ...&lt;br /&gt;(outra hora falo dessa história de durar ....)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-3574335496104681578?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/3574335496104681578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/tudo-passa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/3574335496104681578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/3574335496104681578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/tudo-passa.html' title='tudo passa'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-8979055118418747172</id><published>2008-07-16T17:38:00.000-03:00</published><updated>2008-07-16T18:05:53.471-03:00</updated><title type='text'>Somente a solidão será sua companheira inseparável</title><content type='html'>Natal, 16/07/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errou, o Augusto. Nada de ingratidão: Solidão.&lt;br /&gt;Fui ver Janaína ... tava calma, ela ... Sentei. Olhei para ela .. tava brincado, a Jana. Fazia um monte de espuma se sabão salgado e jogava na areia ... arteira ... beijava a areia com a sua espuma se sabão salgado. Lindo. Calmo. Assim, simples como tem de ser.&lt;br /&gt;Não tinha ninguém comigo. Não precisava. Estava eu comigo. Eu e a solidão. Brincamos. Eu e ela, a solidão, sorrimos de ver Janaina brincar ... brincamos com ela também... calada ... só brincando com a areia ... e a areia recebendo a espuma .. chupando a espuma (É, a areia chupa a espuma. Ela sabe que Iemanjá ta brincando e gosta disso ... toda tarde, deixa Odoiá brincar mais e mais perto da calçada ... inteligente, a areia ... sente que, ao deixar Janaina ficar brincando em seu território, ta deixando os companheiros da solidão brincarem também .... filantrópico, isso ...)&lt;br /&gt;Peguei um livro. Nem li .. quem é que quer ler se tem Odoiá pra prosear? Só os loucos ... só os solitários que não entendem que a solidão é sua companheira inseparável .... eu não. Entendi. Solidão companheira.&lt;br /&gt;Você deve estar pensando que enlouqueci. Louqueci não! Entendi. Simples.&lt;br /&gt;É bom poder pegar seu carro, sair, olhar, admirar, mirar .. flertar com o vento, os o calção vermelho ... com o calção branco .. com a bundinha de aspirina que fala “oi” sem compromisso ... flertar com a vida. Flertar contigo mesmo. Assim, simples.&lt;br /&gt;Vê, tudo é simples.&lt;br /&gt;O sol já estava indo embora .. quem precisava dele? Ele está de mau humor nesses dias .... férias. Não quer que o povo saiba que ele queima ... queima de inveja da gente que pode ficar assim, fazendo nada .. olhando o mar brincar .. olhando a areia brincar .. e brincar também .. com o mar, com a areia, com a espuma de sabão salgada .... com a brisa ...&lt;br /&gt;Ei ... já tinha dito que viria morar aqui, porque aqui tem brisa. Ponto. Vim. Morei... moro .. morarei ... inveja? Cria coragem .... manda tudo às favas e pega sua mochila de dez real que ce comprô na vinte e cinco e vem embora ....&lt;br /&gt;Lembra? O que você demora, é o que o tempo leva .... cuidado!&lt;br /&gt;Ah .. de volta pra areia ... boa, ela, a areia ... fazia massagem nos meus pés .... brincava com eles ... e a solidão sorrindo e me fazendo feliz .. rir da vida, rir com a vida, rir na vida .. v i d a ...&lt;br /&gt;É assim ... ser feliz na solidão é algo que conforta muito. Quem quer saber de alguém que não quer saber? Quer saber? Ninguém.&lt;br /&gt;Quem quer viver, tem de aprender que a vida é simples, assim, simples. Solidão. Pronto. Ponto. E não estar solidão é estar solidão ... Conhece solidão compartilhada? Conheço! Ruim ...&lt;br /&gt;Solidão compartilhada é pior do que a solidão, porque quando a solidão é compartilhada a sua solidão não é só sua .. é de dois, de três, de mil .. credo! Dividir a companheira solidão é muito ruim. Quero não.&lt;br /&gt;Quero é solidar ... eu e a solidão brincando de ver a Janaina brincar de nos fazer companhia ...&lt;br /&gt;E lembrar do tempo em que a vida era solidão compartilhada .. só pra dá risada dela ... da vida com solidão compartilhada ...&lt;br /&gt;Ei, Augusto, ta vendo? Tem ingratidão não ... e antes que escarrem na sua boca .... pega a sua solidão ... e vai ser selvagem ... vai ver o mar ... vai nadar pelado .... vai brincar de ser feliz ...&lt;br /&gt;E ser feliz ....&lt;br /&gt;Assim ... simples, na companhia da solidão ... que te acompanha para onde quer que você vá ... porque é sua companheira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-8979055118418747172?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/8979055118418747172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/somente-solido-ser-sua-companheira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/8979055118418747172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/8979055118418747172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/somente-solido-ser-sua-companheira.html' title='Somente a solidão será sua companheira inseparável'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-2769833614517708765</id><published>2008-07-15T16:13:00.001-03:00</published><updated>2008-07-15T16:13:49.720-03:00</updated><title type='text'>Tevejohoje?Claro!</title><content type='html'>Natal, 14/07/2008.&lt;br /&gt;O claro foi efusivo. CLARO. Gostei ... bom ouvir pela tela umas letras que dizem mais do que as palavras sonoras .. é .. tem letra que diz mais do que o som saído da boca .. claro que não saem com aquele calorzinho do ar da boca .. saem com outro calor .... um calor virtual (chata essa palavra, parece que não é real .. mas o que é real mesmo?) ... e para sentir o carlorzinho que sai da boca de quem fala um claro tão claro, é claro que tem de estar bem perto, c-l-a-r-o!!!&lt;br /&gt;- To xato ..&lt;br /&gt;- Ta não, ta com angústia ...&lt;br /&gt;(ANGÚSTIA: Sabe, essa palavra é muito complicada de se explicar. Angústia .. é estranha .. o Luiz da Silva, -  do Graciliano ... conhece não, devia! – sabe muito bem o que é isso ... neuras, cobras no quarto, o quintal, a rede, a solidão ... a solidão da alma .... é essa é a pior ... solidão da alma ... quero não!)&lt;br /&gt;... novela .. beijinhos .. abraço .. calor da boca ... Gelatina.&lt;br /&gt;- Qué de quê?&lt;br /&gt;- De não sei que sabor é não ... (arrisca ... gosto de gente que arrisca ... )&lt;br /&gt;(ARRISCAR: palavra interessante também. As pessoas arriscam .. tudo é arriscado .. mas a-riscado parece que é uma coisa que não vai ser estragada .. tenho um carro a-riscado, legal, né? Porque se está riscado, é assim, sem o a, fica feio.. então arriscar é coisa boa ... arrisca, vai?)&lt;br /&gt;- To com estranheza ...&lt;br /&gt;- Não, ta com estranheza não .. ta só com um jeito de que você não é você por completo agora ... normal .. ninguém tem de ser voceporcompletootempotodo ... tem? Não ... então, pronto!&lt;br /&gt;(PRONTO:  é legal perceber para que as pessoas usam pronto por aqui .. tudo é, entãopronto,  .. e estar pronto é, também, uma coisa legal .. já pensou .. estou pronto pra viver ... estou pronto para morrer .. credo, será que alguém está pronto para morrer .. ninguém está pronto para morrer .... morrer é nãopronto .. ei, qué morrer? Quero não ... estou nãopronto para morrer .... porque estou pronto para viver. Pronto! Ponto.)&lt;br /&gt;papo .. prosa .. diálogo ... monólogo .. diálogo ... música .. lálálálálá ...&lt;br /&gt;- Ta cum sono? Quer dormir?&lt;br /&gt;- Não ....&lt;br /&gt;- Quer deitar no peito com neve?&lt;br /&gt;- Quero ....&lt;br /&gt;papo ... papo .. papo ... beijo (ei ... num to vendo as pintinhas ... ta escuro .. ei.... acabou o papo .. tem coisa mais legal para fazer .. beijo, beijo .. beijo .. chêro .. ei achei uma pintinha com a língua ...)&lt;br /&gt;(LINGUA: essa é mais complicada : lingua, você fala essa língua? Não. Não estamos falando a mesma língua (metafórico, mas igual) e a língua .. a língua que acha pintinhas no escuro .. que sensação .. na língua .. é ... a sensação na língua deve ser mais legal do que a sensação na pintinha .. mas também tem sensação na pintinha ... tem, né? Comoéqueé?)&lt;br /&gt;- Vamos brincar de ficar ligados pelo elo do ronco ... é o ronco é o elo ... lembra?&lt;br /&gt;... sono ... sono .. ronco ... ronco .. sono .. sono ... (10 horas, 11 horas, 12 horas, 13 horas: Acorda. Traz uma corda, a corda!) .... biscoito.&lt;br /&gt;- É doce sem ser doce ... (definição mais legal ... como é que alguma coisa é doce sem ser doce? Sei não .. cada definição mais definitiva e sem explicação na língua ... é, na língua, na primeira, na segunda, fácil. Para a línguaqueachapintinhasnoescuro é fácil. Tudo claro ... para a outra – essa que você ta lendo - nada faz sentido, burra ... )&lt;br /&gt;- Te levo ...&lt;br /&gt;de volta ... papéis, papéis .. papéis ... (ei, que vontade de por fogo nesses papéis que não me deixam bundar .. é, ospapeisnãodeixammebundar .. são cruéis, os papéis ... e o sol brilha .. a noiva nem tá triste nesses dias .. credo .. os papéis são como uma cadeia .. é .. chave de cadeia ... é assim que são os papéis ... lá fora, o sol, aqui, os papéis ... cruéis ... infiéis ... ilegais ... reais)&lt;br /&gt;Ei .. para de divagar, para de devagar, corre! Os papéis estão fechando a porta ...&lt;br /&gt;Ta bom .. vou roubar os papéis-chave-de-cadeia .. vão ser dominados ....&lt;br /&gt;(Ta dominado, ta tudo dominado – A Tati, acho, se não for ela, é outra louca .. tudo dominado, bah!)&lt;br /&gt;... e o pulso, ainda pulsa ....&lt;br /&gt;Ah!  Não to a fim de falar o que é legal ... legal é tão complicado .. e, das veiz, o legal é ser ilegal, ou é ilegal ser legal, sei não ... ce se vira com essa .... e com os papéis .... os seus papéis ... sabe, né?&lt;br /&gt;Sabe não? Arrisque! Esqueça a angústia! E saiba, claro, que não to falando do papel que você usa para escrever a língua. Falei.. Pronto!.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-2769833614517708765?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/2769833614517708765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/tevejohojeclaro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/2769833614517708765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/2769833614517708765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/tevejohojeclaro.html' title='Tevejohoje?Claro!'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-3382036182836086544</id><published>2008-07-14T02:43:00.000-03:00</published><updated>2008-07-14T11:29:24.218-03:00</updated><title type='text'>Vinteeumahorassemacharruim</title><content type='html'>Natal, 13 de julho de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só deixei você porque não quero que você tenha nenhum problema com seus amigos. Sabia, né, cute? Pois é ... não queria ... faz tempo que não sinto esse nãoqueria ... Será que isso é bom? .... não sei. Agora não queria mesmo. Queria você aqui. E isso é bom. Bom sentir esse nãoqueriaquevocêfosse...&lt;br /&gt;- Ei .. escuta essa .. “sugar on the floor” .. lindo né?&lt;br /&gt;- É ....&lt;br /&gt;- Cê enjoou da voz da Etta?&lt;br /&gt;- Não ... ela tem uma voz linda...&lt;br /&gt;Não sei se está mentindo .. pode estar .. tudo bem. Mentir para agradar é justo. É certo. Pode....&lt;br /&gt;- Sabe ... morria de medo da loira do banheiro ... e da mulher com olhos de algodão .... Um amigo disse que, se estivesse sentado no muro – sabe .. morava em casa ... sentava no muro ... - e olçhasse bem fixamente para o chão, a mulhercomolhosdealgodão viria me pegar e me levaria para lá, dentro da terra ... morria de medo ... tomava banho de porta aberta ...&lt;br /&gt;- Bobagem ... num tem loira nenhuma e algodão são as nuvens ... é .. as nuvens são de algodão ... tão lá..... algodão .. E se a noiva ficar triste, chora algodão ....&lt;br /&gt;- ei .. seu peito ta cheio de neve ....&lt;br /&gt;- Bobagem .. nUm tem neve no nordeste ... tem brisa ...&lt;br /&gt;- I´ve gotta be going ... don´t wanna to .. but have too …&lt;br /&gt;- Gonna let u there ….&lt;br /&gt;“There´s no need to argue .. anymore …&lt;br /&gt;I gave u all could but u let me so sore ….”&lt;br /&gt;- Lindo isso … tchau …&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;solidão …&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;- Oi .. preciso falar com você .... mudei ...&lt;br /&gt;- É legal lá?&lt;br /&gt;- Pensei em voltar para a casa da mãe ... a chefe me odeia ... precisa ver a casa nova ...&lt;br /&gt;- Muito ruim?&lt;br /&gt;- Hã!?!.... Não quero mais falar ... Tá me fazendo mal ...&lt;br /&gt;- Passa em casa .. to de férias ... Cê sabe que não quero seu mal ... nunca quis.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Ei, cute ... (5 cervejas e nenhuma blitze depois) ... cadê você ...???&lt;br /&gt;Nenuma mensagem ... cê bebeu? Tomou o vinho que falou? Dormiu?&lt;br /&gt;... ei .. quero dormir de conchinha ... é ... de conchinha ... e roncar ...&lt;br /&gt;As pessoas roncam. Simples. Roncam .. tão cansadas .. respiram .. deixam a alma vagar .. roncam para provar que estão ainda ali .. perto ... longe, mas perto ... o ronco é o elo ...&lt;br /&gt;To cum saudades ...&lt;br /&gt;- Ei .. por que o teclado ta dançando?&lt;br /&gt;(xinco cervejas .... nenhuma blitze ... o carro na garagem ... a tv ligada para ninguém ...)&lt;br /&gt;Ei .. o jardim está apagado ... não tem luz no jardim .. não tem cute ...&lt;br /&gt;Ei, cute ... quero dar um beijo na sua pintinha ... na sua pintinha das costas, na sua pintinha do ombro, na sua pintinha do braço ... cute ... cê tem um monte de pintinha ...&lt;br /&gt;Tinha uma criatura com 4 pintinhas nas costas .... olhei .. não eram as suas ... besteira ... não gostei ...&lt;br /&gt;Não são as pintinhas, são as coisas que você fala .... é seu cheiro ....&lt;br /&gt;- Cê ta com cheiro de sexo ...&lt;br /&gt;- Como é isso?&lt;br /&gt;- Assim... o cheiro que você ta agora ... cheiro de sexo ....&lt;br /&gt;- Não to conseguindo ... por quê?&lt;br /&gt;- Ce ficou brincando muito ontem ... to cansado ..fisicamente cansado .... acho que vou dormir .. e as pernas não vão brincar de pipoca ...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;“If u´re lost u can look and you will find me .. time after time ..”&lt;br /&gt;Não sei …. Acho que ninguém ta procurando para me encontrar ... “No one will find me” a Cindy que tava certa ....&lt;br /&gt;“ it´s not real if you don´t feel it .. unspoken expectations , ideals we use to play with …”&lt;br /&gt;- Eei .. quero fumar mais não .. to enjoado ... dá pra chegar aqui e brincar de dormir de conchinha?&lt;br /&gt;... vou dormir ... e brincar que o travesseiro é a pérola ... conchinha de travesseiro de perola azul ....&lt;br /&gt;- Ei, Lú, cê ta chegando né?&lt;br /&gt;.... ah .... queria tá em Iracema ... vendo a Jana brincar de fazer bolhas de sabão no Ceará. Ou seria Seara .. é ... uma seara de espuma salgada .. ei cute .. vamos brincar de ilha? (A Hilda vai ficar brava ... deixa ela .. ta enterada em Campinas ... coitada .. nem viu a ilha cercada de espuma da Jana ...)&lt;br /&gt;...trintaeoitomenosdezesseisigualavinteeum ...&lt;br /&gt;dezesseis ... tudo bem ... nem ligo .. tem pintinhas prá brincar ...e espuma na areia ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-3382036182836086544?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/3382036182836086544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/vinteeumahorassemacharruim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/3382036182836086544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/3382036182836086544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/vinteeumahorassemacharruim.html' title='Vinteeumahorassemacharruim'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-2011998596804032552</id><published>2008-07-12T23:32:00.002-03:00</published><updated>2008-10-16T03:45:21.759-03:00</updated><title type='text'>Paratempo! Corretempo!</title><content type='html'>Natal, 12/07/2008.&lt;br /&gt;- Cê tá onde?&lt;br /&gt;- No carro .. se me levantar, mijo .... te ligo.&lt;br /&gt;... tic tac tic tac tic tac tic tac …&lt;br /&gt;- Fiz merda ….&lt;br /&gt;… tic tac tic tac tic tac …&lt;br /&gt;“obrigado por sua sinceridade, se eu já gostava muito de você, agora gosto mais ainda ...”&lt;br /&gt;É assim, ninguém perde por ser verdadeiro, por ser franco, por segurar forte o pau na boca e dizer “chicoteie” ... e pensar consigo “não vou gritar” ... e não gritar.&lt;br /&gt;As razões que nos levam a fazer as coisas que fazemos quando fazemos do jeito que fazemos e fazemos e fazemos não são razões explicáveis pela fazeção da coisa .... são explicáveis por nada que possa se pensar explicante ... são as nossas razões.&lt;br /&gt;Arcar com os quetais de nossos quetais é um ponto importante nos quetais da vida, nos quintais da vida... Errar ... humano. Sim. Humanerrar.... e errar e errar e errar e errar e rar rar rar ... ar ar ar ... arfar. Ufar...&lt;br /&gt;É ufar. Ufar é o verbo que usamos depois que fazemos o que temos de fazer mesmo que não queiramos, mesmo fazer .... é preciso fazer. Fiz. Ufa! ... Ufei.&lt;br /&gt;Enfrentei de frente o que tinha de enfrentar ... fragilizei-me, fui frágil, fiz, fiz ...e agora. Consertar? N~]ao dá ... Uma fez feito. Ta feito. Vira um defeito. Assim, simples. Se foi feito, fica o defeito. Não interessa se foi bem feito ou mal feito. O fato é que foi feito. Não tem jeito. Abre o peito .... ponto ... Ufa.&lt;br /&gt;Que será que faz com que as pessoas, as coisas e as palavras sejam como são? Que será que faz com que ficar por aí ufando e ufando seja algo tão difícil para todos os outros que não querem ufar?&lt;br /&gt;... Sei lá ... Ufei. Doeu ... mas ufei. Fiz. Disse que fiz. E daí? Bem .... daí que agora é preciso desfazer? Não .. tem que carregar consigo o defeito de ter feito ....&lt;br /&gt;- Bem feito! Diz alguém que não sabe ufar. Foi idiota: Bem feito.&lt;br /&gt;Sim, bem feito mesmo.&lt;br /&gt;Ei, sabe .. tem um travesseiro lá no catre que gosto de recostar minha cabeça nele todas as noites. É, eu o catre, o travesseiro. O corpo no catre, o catre no chão, o travesseiro sobre o catre e embaixo da minha cabeça que recosta no travesseiro recostado no catre recostado no chão.&lt;br /&gt;E lá, acima da cabeça recostada no travesseiro recostado no catre recostado no chão não tem culpa.&lt;br /&gt;Culpa. Guilty!&lt;br /&gt;Sim Não vai abrir nenhum buraco no chão .. não tem culpapesada (ou seria pesadaculpa?).&lt;br /&gt;A culpa é assim. Parece uma broca de furar parede de concreto ... começa parecendo um motorzinho de dentista (que já é desagradável) acaba parecendo uma britateira (insuportável).&lt;br /&gt;Dê um tiro na culpa. Mata ela! Shot the guilt!&lt;br /&gt;There´s nothing to be guiltuy of&lt;br /&gt;Our love, will climb any mountain&lt;br /&gt;Near or far,&lt;br /&gt;We are …. É a Barbra Estráizand (assim, com d mudo para ficar mais chique, porque a gente não pronuncia o i no final da palavra ... cê sabe, né? Fica assim parece que você assoprou o beiço inferior – chique o ingreis ...)&lt;br /&gt;Ah, por que eu lembrei da Barbra? Ah .. Para ficar mais chique .. não para lembrar que não há o que se culpar ... fez merda. Beleza ... esfrega a merda na parece. Não esfrega o sangue na parede.... O sangue vai causar mais impacto .. ..&lt;br /&gt;E depois? Num sei ...&lt;br /&gt;... tic tac tic tac tic tac ...&lt;br /&gt;- Posso te pedir um favor?&lt;br /&gt;- Pida!&lt;br /&gt;Ei ... ce consegue entender que as coisas não são assim tão fáceis ... o tempo (É aquele que bate na porta da frente e tem inveja de mim porque sabe passar e eu não sei) é o único que pode dizer o que está certo e o que está errado. O tempo traz rugas ... e traz outras coisas também: pelanca ...&lt;br /&gt;- Pede, vai?&lt;br /&gt;- Dá para parar ou adiantar o tempo?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;Simples assim .... não pára. páratempo! páratempo! corretempo! corretempo!&lt;br /&gt;Não, ele responde. Calmamente. No seu próprio tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-2011998596804032552?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/2011998596804032552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/natal-12072008.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/2011998596804032552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/2011998596804032552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/natal-12072008.html' title='Paratempo! Corretempo!'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-4803117136700063793</id><published>2008-07-12T02:26:00.002-03:00</published><updated>2008-07-12T02:27:36.456-03:00</updated><title type='text'>Donadastetascomleitedecoco</title><content type='html'>São Paulo, um dia qualquer de 2005.&lt;br /&gt;- O que você está fazendo?&lt;br /&gt;- Não interessa.&lt;br /&gt;- Para quê essa tela? “Deve ser para aquele idiota”, pensa.&lt;br /&gt;E erra .... lojas, tintas, lojas, tintas, pincéis, tintas, pincéis, ....&lt;br /&gt;- Tem laranja? Me dá uma ...&lt;br /&gt;... passos ... sol .... passos .. sol .. suor ... gente.&lt;br /&gt;- Para que tudo isso?&lt;br /&gt;- Para você pintar sua vida .... Ta aí, em branco. Pinta sua vida.&lt;br /&gt;“Filho da puta!”, pensa. E erra. Quem chupa peitos de mãe de olhos azuis não é filho da puta. Porra, ta morta, ela ... nem tem vida para pintar ... Tem sim .. pode pintar uma tela preta com olhos azuis ... e tetas cheias de leite, ah .. só uma teta, arrancou uma ... e enterrou antes .... sórdido isso .... Pinta uma cicatriz também ... um queloma ... uma teta queloma ...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;- Que tela é essa?&lt;br /&gt;- Não interesa ... é minha ... “se perguntar de novo, solto uma barata bem na sua perna .. procê gritar feito louco pela casa” , pensa. Não precisa. Silêncio. Discovery Channel ...Vicky .... menta no ar .....&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Casa nova ... um lugar para a tela ... uma cela para a tela .... a tela na cela .. que coisa. E a vida a ser pintada ... a pintora, na sela ... domando os leões que sempre cavalgou... ei, pega o pincel, pinta, tem tinta, sinta .. já passou dos trinta ...&lt;br /&gt;tinta, trinta.... a tela, a cela, a sela ... aroma de macela ... (não é má cela, é macela, isso, a erva ..)&lt;br /&gt;tenta ... não é de menta (este pedaço é daqui, é de menta ... que ridículo .. só para rimar (nada haver com Vicky) ... mas tem brisa aqui ... tem frisa .. tem lisa .. é .. tem cara lisa ... afagada pela brisa ...&lt;br /&gt;... No dia que fui mais feliz, vi um avião se espelhar no seu olhar ...  mulher sem razão, ouve seu homem, ouve seu coração ... batendo travado ... trava uma briga com os pincéis e pinta, tem tinta ... já falei ...&lt;br /&gt;Ei, e as tetas .... vão crescer .. tem um cabeção a crescer a crescer a crescer a nascer, a viver, a saber a sofrer, a viver sofrer viver, e viver para não sofrer ...&lt;br /&gt;E as tetas vão estourar ... tem leite ... e tem queloma .. ei cabeção, vô cuidá docê .. e não fique aí se rebolando todo na minha barriga não, que tenho que trabalhar para esquecer os quelomas ....&lt;br /&gt;ah .... o avião .... se espelhando ....&lt;br /&gt;Brás tiziul ....  no Brás ill, sim ... ill .... illness que se cura com brisa ... e vendo o mar, não da frisa, mas das cadeiras da frente, de frente, rente, sente,&lt;br /&gt;olha ... cura com brisa ... brisa que Janaina sopra ... sem bafo de nada porque ela não quer ser pega na blitze do álcool ... Lei seca até pára Janaína ... coitada .. até a champagne foi esquecida. Nos barquinhos que recebe, coca-cola zero .. nem água de coco ... ela tá louca de ódio .... Tem um Buchanas lá, mas só gosta de tomar com água de coco...&lt;br /&gt;- Com cocacolazeroeunumtomo!, fala.&lt;br /&gt;Daí, assopra com cheiro de Listerine ... é Jana é é assim, toda surpresa. Odoiá ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louca de pedra&lt;br /&gt;Uma deusa de luz&lt;br /&gt;Carente, claro!&lt;br /&gt;Intimista,&lt;br /&gt;Antagônica,&lt;br /&gt;Nada tradicional ....&lt;br /&gt;Adorada ... por todos .... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah ... ei cabeção, cê qué água de coco? Vô compra procê ... vai tomá leite com gosto de água de coco ... leite de coco na teta ... chique você ... e vai ter até brisa procê aqui ...&lt;br /&gt;E procê donadastetascomleitedecoco tem o leite de coco, o coco, o xêro, o ombro, a brisa, a sodade -como diz a Cesária (analfabeta, ela, dialetal)-, o ombro, o amigo, o colega, o camarada, o irmão, o sermão ... o montão ... um mundão .... um refrão ...&lt;br /&gt;E nada de chuva on your wedding day .... tem holliday ….&lt;br /&gt;Xiii, não teve wedding day … mas teve tudo o que se pode ter (e todo mundo tem) depois do wedding day … mother in law, brother in law, tudo in-law … law ….&lt;br /&gt;E a law, agora, é ser feliz … e ver o avião se espelhar no seu olhar ... porque quando um homem tem uma mangueira no quintal, ele não é goiaba ... (Foi a Vanessa, é aquela que é da Mata, e é Neguinha, mas não é de Oxossi, que falou) ...&lt;br /&gt;E esperar a teta crescer, o cabeção nascer (com cara de joelho, claro!) ... e ser mãe, entre árvores e esquecimentos ... fora de todas as lógicas&lt;br /&gt;... mãe, só ...&lt;br /&gt;e feliz ... e sem ter que matar baratas ... papai não tem medo de barata, cabeção ... e você também não terá ... senão, salpico cacos de vidro no chão que engatinhaste, curumim que cresceu bebendo leite de coco na teta.&lt;br /&gt;To brincando, filhodamãequetemtetacomleitedecoco, se tiver, mato procê ... o pai mata procê, a mãe mata procê ... Bê mata procê ....viu, curumim ... tem gente pra caralho pra protegê suncê ...&lt;br /&gt;Dezessete, né? Ta chegando o avião para espelhar no meu olhar ... até sumir ... subir ... fruir ... usufruir ... Cansei, ta ficanu xato!&lt;br /&gt;Ei, donadastetascomleitedecoco,&lt;br /&gt;Trouxeste a chave da cela da tela?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-4803117136700063793?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/4803117136700063793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/donadastetascomleitedecoco.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/4803117136700063793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/4803117136700063793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/donadastetascomleitedecoco.html' title='Donadastetascomleitedecoco'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-4470683950480702648</id><published>2008-07-12T02:26:00.001-03:00</published><updated>2008-07-12T02:26:41.180-03:00</updated><title type='text'>Trouxeste a chave?</title><content type='html'>Natal, 10 de julho de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trouxeste a chave? A pergunta não é minha. Claro. É do Carlos .... O Carlos tem umas bobagens ... que chave? Para que a chave?  Fala, o doido, que é para entender as palavras... ele sabe que existe dicionário? Sei não ... sabe não ... sabes não ...&lt;br /&gt;Prefiro achar que a chave é para eu sair para fora de todas as casas, de todas as lógicas, de todas as sacadas ... e ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos ...&lt;br /&gt;... outro doido....&lt;br /&gt;Ser selvagem para quê? E quem é que quer ser qualquer porra entre esquecimentos ....&lt;br /&gt;Não quero esquecer, não vou esquecer, não esqueço ... amorteço a lembrança com não-lembrança. É isso ... nada de não esquecer ... nãolembrar, estou nãolembrando ... e lembro ...&lt;br /&gt;Lembro do tempo em que festejavam os dias dos meus anos ... entre a família ...&lt;br /&gt;Xiii, menti. Não festejavam dias dos meus anos ... menti de novo .... trouxeram um bolo uma vez ... foi lá na cozinha, um bolo ... Parabéns pra você, nesta data querida ...&lt;br /&gt;Mentira .... que data querida é essa? Ela, a mãe, se morrendo de dor ... as contrações dilacerando, dilatando a alma ... e o cabeção a sair, a gritar .. uneeéééééhhhhhh ... choro de criança .. bah!&lt;br /&gt;“Droga ... mais uma infeliz boca para dar de cumê ...” pensa a mãe ...&lt;br /&gt;Seus olhos azuis se retorcem. Teria ódio??? Não! Raiva ... raiva de ser incompetente e não ter conseguido (de novo!) matar aquela criança que crescia na sua barriga .... que ódio .. não, não era ódio, era raiva ... incompetência .... eita ... ser incompetente para matar deveria ser algo bom ...&lt;br /&gt;Ah, a chave ... a chave era ter conseguido e não ter de passar por tudo isso de novo. Os peitos inchados ... leite .... ao menos isto teria .... era teta de 2 litros cada ... a criança iria ficar chupando, chupando, chupando, pegando na orelha .. é, o idiota só dorme se pegar na orelha .. Inferno ... e cortando o bico dos seios com aquela boca infeliz ... mais uma boca ...&lt;br /&gt;A chave, trouxeste?&lt;br /&gt;Não .. não tem chave ... tem clave ... tem grave, tem trave, tem brave ... é de bravear ...&lt;br /&gt;Passar a vida braveando com tudo, sem medar nada, só bravear ... bravear ....&lt;br /&gt;E o jardim sem nenhuma borboleta ... é ... as borboletas vão-se embora quando o jardim tá seco ... a chave da torneira que derrama a água do Pedro está sumida ... o Pedro nem quer saber, ta bêbado .. pegou a cerveja e nem deu pro coitado do faminto chupador de peito de mãe de olhos azuis ..&lt;br /&gt;Também, a mãe de olhos azuis morreu, coitada!  Tinha de morrer ... braveou, medou, morreu ... é ... e o povo que chupou seus peitos também já começa a morrer ... coitados, chupam peito, morrem.&lt;br /&gt;E depois a Cesária fala que é doce morrer no mar ... só se for no mar dela .. o mar que conheço é salgado .... nada de doce ...&lt;br /&gt;Só é doce ver a Janaina brincando de fazer espuma de sabão na beira da praia ... isso é doce ... e morrer também é doce ... doce amargo ... é, doido, tem doce amargo .... não conhece? Espere a sua vez ... vai sentir ... na morte, na sua e na dos seus ... morte que traz paz .... e traz dor ... dor e paz, paz na dor, dor na paz ... paz ... pás ...e a terra por cima .... singelo isso.&lt;br /&gt;Depois cobre tudo de grama, fica tudo verde e seu nome aparece lá, na lápide ... Aqui jaz ... paz ... pás ...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;E, ser selvagem .... na grama ...&lt;br /&gt;(Será que as borboletas são selvagens?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-4470683950480702648?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/4470683950480702648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/trouxeste-chave.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/4470683950480702648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/4470683950480702648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/trouxeste-chave.html' title='Trouxeste a chave?'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-174337491859954411</id><published>2008-07-12T02:25:00.001-03:00</published><updated>2008-07-12T02:25:59.959-03:00</updated><title type='text'>To medando ... ou não (como diria Caetano)</title><content type='html'>Natal, 9 de julho de 2008.&lt;br /&gt;Cheguei em casa. Tô cansado. Tô bem .. é .... faz tempo que estar bem, como agora,  não figurava na minha&lt;br /&gt;cabeça oca e esbranquiçada pelas dores de viver ...&lt;br /&gt;É, isso, mesmo, viver dá dores .. dá horrores, tremores, frisson ... mas sempre quis viver.&lt;br /&gt;Ser grande é isso, saber que se quer viver e que se pode viver ... e viver não significa se despir .... ou se despindo&lt;br /&gt;se vive, sei lá ....&lt;br /&gt;Tem muitos jeitos de se despir ... o mais moderno, na net .... as pessoas despem-se na net .... despem-se de seu&lt;br /&gt;caráter social para assumir seu outro (e melhor) caráter um caráter sem máscaras.&lt;br /&gt;Encontro ...&lt;br /&gt;- Oi ....&lt;br /&gt;-Tava com medo de você ....&lt;br /&gt;Desencontro ....&lt;br /&gt;Roupas jogadas, almas despidas ...  prazer.&lt;br /&gt;É ... quem é você?  Talvez você seja a chave da minha nudez ... e tô preocupado não ...&lt;br /&gt;- Acabou o medo ....&lt;br /&gt;É assim .. o medo se esvai quando dá lugar a outras coisas, coisas mais e menos importantes do que medar .&lt;br /&gt;é, inventei de novo  MEDAR .... eu medo, Tu medas, ele meda, nos medamos .... porra! você já entendeu.&lt;br /&gt;Verbalizei o substantivo. Não gostou? Foda-se! Não entendeu que o verbalizar não é sinônimo de falar, se mate ...&lt;br /&gt;É, se mate ... e quem sabe o mundo ganha mais alguma coisa ... a terra precisa de um certo adubo ...&lt;br /&gt;Bem ... tô desnudo ..&lt;br /&gt;E tô meio que sentindo uma vontade de me desnudar de novo ...&lt;br /&gt;ei?!? Cadê minha chave? e foda-se quem dirigiu e escreveu "Toda nudez será castigada".&lt;br /&gt;Não tô medando agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-174337491859954411?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/174337491859954411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/to-medando-ou-no-como-diria-caetano.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/174337491859954411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/174337491859954411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/to-medando-ou-no-como-diria-caetano.html' title='To medando ... ou não (como diria Caetano)'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-5660298042080460195</id><published>2008-07-12T02:24:00.000-03:00</published><updated>2008-07-12T02:25:11.159-03:00</updated><title type='text'>Escolhendo .. encolhendo ..</title><content type='html'>Natal, 08/07/2008.&lt;br /&gt;É assim .... sempre temos de escolher o que faremos de nossas vidas, temos de saber&lt;br /&gt;que queremos isto ou aquilo. Querer é poder, não! Tantas outras coisas estão no interstício&lt;br /&gt;entre o querer e o poder ... o importante é saber. Sim. Saber. Saber que fazer o que queremos&lt;br /&gt;é desgostar o que querem que façamos .... e fazer o que querem que façamos é desgostar o&lt;br /&gt;que queremos ....&lt;br /&gt;Não podemos esquecer de viver, de sentir, de querer .... de querer poder .... de saber que queremos&lt;br /&gt;poder. E podemos.&lt;br /&gt;Podemos sair pelas ruas, subir nos palanques, gritar, bradar, berrar, viscerar. É, viscerar.&lt;br /&gt;Inventei, e daí .... eu posso inventar palavras e viscerá-las ao mundo.&lt;br /&gt;Faço isso, viscero.&lt;br /&gt;E ous outros, os outros não são os outros e só ... os outros visceram-me.&lt;br /&gt;E eu ... aqui .... como uma nuvem que espera o tempo certo de derrramar.&lt;br /&gt;É, vou me derramar. Me derramar na sua vida de tal forma que qualquer sol que queira&lt;br /&gt;aparecer para me evaporar de ti será tapado por suas mãos que me afagarão .... que me&lt;br /&gt;visitarão .... que me serão nossa. É .. sua mão será nossa.&lt;br /&gt;Minha e sua ... nua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-5660298042080460195?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/5660298042080460195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/escolhendo-encolhendo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5660298042080460195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/5660298042080460195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/escolhendo-encolhendo.html' title='Escolhendo .. encolhendo ..'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-1401068581307160933</id><published>2008-07-12T02:23:00.000-03:00</published><updated>2008-07-12T02:24:18.728-03:00</updated><title type='text'>Retrospectiva</title><content type='html'>São Paulo, 24/07/2004 (em retrospectiva)&lt;br /&gt;  - Oi ... está procurando alguma coisa?&lt;br /&gt;- Ahh (pigarro na garganta) ... bemm ... não.&lt;br /&gt;- Legal aqui, é?&lt;br /&gt;- É ...&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;[no carro] ... pro amigo:&lt;br /&gt;- Ei, você não quer esperar lá fora? Tá atrapalhando ...&lt;br /&gt;[abaixa o ziper] ...  gosta?&lt;br /&gt;[pegação]&lt;br /&gt;2005 ... 2006 ... 2007 ....&lt;br /&gt;Natal, 02 de dezembro de 2007.&lt;br /&gt;Oi ...&lt;br /&gt;Tô aqui, pensando, pensando, pensando ... sofrendo. Todo o tempo que se passa a sofrer é um tempo bom.&lt;br /&gt;Sofre-se porque se escolhe fazer as coisas, escolhe-se perder, escolhe-se ganhar, escolhe-se, encolhe-se ....&lt;br /&gt;É a vida, encolher-se ... enconlher-se para viver, encolher-se para sofrer, encolher-se ... e esse se, aqui, é um nós,&lt;br /&gt;um todo, um universo, um seiláoquê de coisas ....&lt;br /&gt;Escolhi ... encolhi ... tô aqui ....&lt;br /&gt;Você, não sei, tá por aí, no mundo, na vida, na lágrima ... aí ... por aí.&lt;br /&gt;A vida passa, e passa tudo. É, passa, como com um ferro de engomar ... tudo fica liso.&lt;br /&gt;A cara fica lisa (não de rugas, essas não são passáveis) ficamos lisos, frisos ... é ...&lt;br /&gt;não ficamos lisos, ficamos frisos .... frisos ... frios ...fios ... fi ....&lt;br /&gt;Tô, querendo saber de mim ... saber o que está em mim ...&lt;br /&gt;Não sei... não quero mais saber.&lt;br /&gt;Ei .. alguém tem um cerveja?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-1401068581307160933?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/1401068581307160933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/retrospectiva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/1401068581307160933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/1401068581307160933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/retrospectiva.html' title='Retrospectiva'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3784411601381730946.post-1219666631421361449</id><published>2008-07-12T02:20:00.000-03:00</published><updated>2008-07-12T02:22:58.032-03:00</updated><title type='text'>Não escrevo para você.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Natal, Um dia qualquer de 2008.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ah ... hoje não estou com vontade de escrever para você,&lt;br /&gt;quero escrever para mim. É isso mesmo. Preciso falar comigo.&lt;br /&gt;E eu nem sei que sou para para escrever para mim mesmo, será que estou&lt;br /&gt;enlouquecendo? Estou! E daí ... todo mundo é louco de uma certa forma e euvou ser louco para mim ....&lt;br /&gt;Eu, moço, está me ouvindo? Está me lendo? É assim mesmo estamelendo, sem interrogação,&lt;br /&gt;sem espaços, sem nada, simples, melendo ... eita, cortei o começo .... e daí ...&lt;br /&gt;estou escrevendo para mim mesmo e posso cortar o que eu quiser. Eu mesmo vou ler e vou&lt;br /&gt;colocar os pedacinhos que faltam nas palavras .... é isso mesmo: vou colocar os pedacinhos que&lt;br /&gt;faltam .. em mim.&lt;br /&gt;Falta e moção, vou lá, ponho um pedicinho de emoção ... e depois? Muita emoção, corto: moção.&lt;br /&gt;Pronto. Tá ficando completo quando ira o e ... para que emoção se se pode ter apenas moção?&lt;br /&gt;Porra ... tá chovendo .... vou tirar as gotas que caem do céu e vou ter um sol para olhar ...&lt;br /&gt;ei, Pedrão, desliga a torneira!!!!!!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;E eu ... que fiquei contigo esses minutinhos ... tô pensando no que você achou de tudo isso...&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3784411601381730946-1219666631421361449?l=ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/feeds/1219666631421361449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/no-escrevo-para-voc.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/1219666631421361449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3784411601381730946/posts/default/1219666631421361449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascartasquevocenaoescreveuparamim.blogspot.com/2008/07/no-escrevo-para-voc.html' title='Não escrevo para você.'/><author><name>Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02142358493934175006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
