quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Choro nos olhos

Natal, 18/09/2014

Quando eu te deixei, meu bem
Lhe disse pra ser feliz e passar bem
Não quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, entorpeci

Quando eu te quiser rever
Pretendo estar refeito, quero crer
Choro nos olhos, quero ver o que você faz
Ao sentir que por você eu passo mal demais

E que venho até hesitando
Me pego chorando
Sem mais nem porquê
E tantas lágrimas rolaram
Poucos homens me amaram
Mas nem mais nem melhor que você

Quando talvez precisar de mim
Cê sabe que a casa não é mais sua, nem assim
Choro nos olhos, quero ver o que você diz

Quero ver como se porta ao me ver tão infeliz

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Não quero lhe falhar, meu grande amor ...

Natal, 17/09/2014.
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo o que fizemos, nós já não somos os mesmos nem vivemos ...
Há momentos em que esta vida se parece desvivida, desvaída, esvaída: desvida. E de um simples som surdo, sibilante, parece nunca ser capaz de se tornar sonoro, vibrante. De desvida para dezvida há uma lacuna muito maior do que apenas uma sonorização. Falta algo vibrante.
Ou sobra algo vibrante que te inunda de ternura e te faz pensar que tudo é eterno e deixa-te sem perceber que tudo é terno enquanto dura ... e a ternura se transforma em algo eterno, solidão.
Solidão que te acompanha por todos os momentos em percebe que não quer ter de dizer que sente saudade, que sente vontade, que sente desejo, que sente anseio, que sente receio ... que sente tudo ... solidão que te assola quando percebes que sentiu tudo isso, que disse tudo isso sem abrir a boca em sons surdos ou sonoros, mas que gritou sonoramente a todos os ouvidos surdos que resistem em ouvir o que os olhos gritam a cada instante, o que os atos gritam constantes ...
Em conjunção, toda solidão é companhia incansável de todos os momentos de sol e sofreguidão ... toda solidão te persegue pela vida que se quer vivida e te faz viver a cada momento o instante de uma eternidade em conjunção com o pequeno e eterno ser que se apresenta a você como terno e se torna eterno em cada instante incessante de alegria que transborda as bordas de todas as resiliências ... e, assim, é terno!

E depois, ah ... depois é depois ... e para que querer saber do depois? Depois a gente resolve o agora que se torna ontem depois ... mas não quero lhe falhar, jamais, que minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo o que fizemos, nós já não somos os mesmos nem vivemos ... sobrevivemoz.

domingo, 14 de setembro de 2014

LUTO

Natal, 14/09/2014.
Pois bem ... você, que se perdeu de mim em algum lugar de mim mesmo, voltou. E voltou na forma mais amarga que se pode revoltar. Voltou para revoltar a consciência de que há luto e que reluto diante de tudo que pode me trazer luto. Voltou para mostrar que antecipo o luto como maneira de sentir saudade apenas daquilo que se deve sentir saudade, como maneira de provar que não reluto em ser feliz mesmo que para isso tenha de passar por luto e em busca dessa alegria de estar conmigo, não reluto.
Assim, solitário como um paulistano, vou passando e esperando que passem as emoções de lembranças de lutas em busca de não se estar assim: enlutado.  E espero. E desespero ... e sigo sincero e austero em busca daquilo que não espero: sigo, persigo insistentemente por acreditar que não mente aquele que sente amor pela gente!
Entre mentir e omitir há, infelizmente, a necessidade de se resistir a tudo que se quer omitir para não ter de mentir àqueles que nos fazem poder sentir, nos fazem não resistir e nos permitem existir assim: elixir de vida que explode nas bocas úmidas de prazer a alegria de sorrisos arrancados da alma que não resiste e insiste em estar ali persistente e resistente ao insistente querer pequeno, ao querer de tantos outros que nos querem pequenos em nós mesmos, pequenos de nós mesmos e grandes de dores que invadem nossos pequenos frascos de fraquezas e retiram de nossos olhos a beleza de poder olhar para o mundo e nele existir, mesmo tendo de resistir.
Vejo que a alegria de todos e a minha é certa como uma religião qualquer ... e, assim, crente de que tudo deve ser inexplicável como um amor a qualquer deus, me vejo em luto ... estou em luto simplesmente porque acredito em tudo aquilo por que luto ... e
Angustiantemente
Meu luto não
É
Menor, pequeno.